Novas regras para a declaração do Imposto de Renda 2023

A Receita Federal anunciou as novas regras do Programa da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) para o ano de 2023. O prazo para a entrega da DIRPF foi estendido e agora vai de 15 de março a 31 de maio.

Uma das principais novidades é a utilização da declaração pré-preenchida, que permitirá a recuperação de diversos dados desde o início do prazo, facilitando a organização tanto dos contribuintes como dos profissionais da contabilidade que realizarão as declarações de seus clientes.

Também foi estabelecido um novo limite para a obrigatoriedade de declaração do IR para os contribuintes que operam na Bolsa de Valores (B3), que agora passa a valer para operações acima de R$40 mil ou que obtiveram ganhos com a incidência do IR.

Outro ponto de destaque é o programa de Cidadania Fiscal, que permite que parte do IRPF devido seja direcionada para os fundos, com o valor destinado sendo somado à restituição e atualizado pela taxa Selic, ou abatido do valor que o contribuinte deveria pagar de imposto.

Mais uma mudança importante é a possibilidade de recebimento da restituição do IRPF via PIX, além das prioridades para recebimento da restituição, que agora incluem aqueles que optarem pela utilização da declaração pré-preenchida e/ou também pela restituição via PIX. Essa medida tem como objetivo incentivar a utilização de meios eletrônicos para a entrega da declaração e também para o recebimento da restituição, trazendo mais segurança e agilidade para o processo.

Quem deve declarar:

Segundo o órgão federal, devem declarar o IR pessoas físicas que atendem a alguns critérios específicos.

Entre as situações que obrigam a declaração do Imposto de Renda estão:

  • Recebimento de rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.559,70;
  • Recebimento de rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil;
  • Obtenção de ganho de capital na alienação de bens ou direitos à incidência do Imposto em qualquer mês;
  • Realização de operações de alienação na bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil; ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
  • Receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 para atividade rural, ou pretensão de compensar prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2022;
  • Posse ou propriedade de bens, ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil em 31 de dezembro;
  • Condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;
  • Opção pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda.

Em relação ao ano passado, não houve mudanças nos valores para quem ganha rendimentos tributáveis ou para atividades rurais.

Preenchimento e entrega da declaração

O Imposto de Renda é uma obrigação anual para os cidadãos brasileiros, e a declaração precisa ser preenchida e entregue dentro do prazo estabelecido pela Receita Federal. Ficará disponível para download no site da Receita Federal o Programa Gerador da Declaração (PGD) e o acesso ao “Meu Imposto de Renda” será feito também pelo site da Receita, pelo portal e-CAC, e pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda” para dispositivos móveis.

Os contribuintes devem preencher todas as informações solicitadas pela Receita Federal, como dados pessoais, informações de renda, despesas dedutíveis, entre outras. É importante lembrar que a falta de informações precisas ou a omissão de dados pode levar o contribuinte a cair na malha fina da Receita Federal. Por isso, é necessário ter atenção e conferir todas as informações antes de enviar a declaração.

Se o contribuinte atrasar a entrega da declaração, a Receita Federal cobrará uma multa. Ela é calculada com base no tempo de atraso e no valor do imposto devido. O valor da multa é de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, lançada de ofício e calculada sobre o total do imposto devido nela apurado, ainda que integralmente pago. A multa mínima é de R$ 165,74 e o valor máximo corresponde a 20% do Imposto sobre a renda devido.

Veja como será a restituição

Idosos com idade igual ou superior a 80 anos terão prioridade, seguidos por idosos com idade igual a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave. Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério também terão prioridade no recebimento da restituição.

É importante lembrar que, mesmo com a prioridade para alguns grupos, é necessário cumprir com as obrigações legais para a entrega da declaração, independente da forma de envio e/ou recebimento da restituição. O não cumprimento dessas obrigações pode acarretar em multas e penalidades.

As datas para a restituição do IRPF 2023 foram definidas da seguinte forma: o primeiro lote será pago no dia 31 de maio, o segundo lote no dia 30 de junho, o terceiro lote no dia 31 de julho, o quarto lote no dia 31 de agosto e o quinto lote no dia 29 de setembro.

Vale destacar que as restituições são feitas quando o contribuinte paga mais impostos do que deveria, ele direito a receber de volta a diferença, que é conhecida como restituição. Sem declarar o imposto corretamente, é impossível receber essa devolução de forma legal.

Ao pagar os impostos corretamente, o contribuinte colabora com a arrecadação de recursos para a realização de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura. Além de poder avaliar e controlar melhor seus gastos e investimentos, o que pode levar a um maior planejamento financeiro e à realização de metas de longo prazo.

Neste ano, a Receita Federal espera receber ao menos 39,5 milhões de declarações. É importante que os contribuintes não deixem para a última hora e procurem um profissional da contabilidade para agilizar a sua Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2023.

Imposto de Renda 2023: tudo que você precisa saber

Todas às vezes que um novo ano se inicia, vem com ele a prestação de contas do Imposto de Renda. Em breve, será necessário declarar o de 2023, mas você sabe quais são os documentos necessários para a declaração? Milhares de brasileiros se retorcem em dúvidas e os questionamentos são desde quais documentos básicos são obrigatórios para a declaração, até o que precisa ser incluído nela. 

Lembre-se que a declaração do Imposto de Renda é uma obrigação e é fundamental para manter a sua situação financeira em dia perante a Receita Federal. Portanto, não deixe para última hora e garanta a correta prestação de contas. 

Mesmo as pessoas já acostumadas com esse processo de prestação também estão vulneráveis ao déu o “branco”, e aí, vale dar aquela pesquisada e refrescar a memória. Por isso, decidimos trazer este artigo.

O que é o Imposto de Renda (IR)?

Criado em 1922, o Imposto de Renda, também conhecido como IR, é um tributo cobrado pelo governo brasileiro sobre a renda e o patrimônio dos indivíduos e empresas. É uma das principais fontes de arrecadação para o governo, sendo utilizado para financiar diversos programas e serviços públicos.

Ele é cobrado anualmente e sua declaração é obrigatória para muitos contribuintes, incluindo pessoas físicas e jurídicas.

Existem diversas deduções e isenções previstas na legislação tributária que permitem aos contribuintes reduzir o valor a ser pago.

IRPF

É aplicado às pessoas físicas, ou seja, indivíduos, que tenham faturamento anual superior a R$ 28.559,70, ou cerca de R$ 2.380 por mês. A base para o cálculo do IRPF é composta pelos rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias, aluguéis, entre outros, calculado de acordo com uma tabela progressiva, ou seja, quanto maior a renda, maior a alíquota a ser paga.

Vale destacar que o IRPF é fundamental para a arrecadação de recursos pelo governo, permitindo a execução de políticas públicas e o desenvolvimento do país.

Veja a tabela do IR 2023 que está disponível até agora, a qual é a mesma desde 2015. Ainda não foi divulgado pela Receita Federal as regras deste ano:

Tabela do Imposto de Renda 2023

SalárioAlíquota do IRPFParcela dedutível
Até R$1.903,98Isento0
De R$1.903,99 até R$2.826,657,5%142,8
De R$2.826,66 até R$3.751,0515%354,8
De R$3.751,06 até R$4.664,6822,5%636,13
Acima de R$ 4.664,6827,5%869,36

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Para que serve?

O Imposto de Renda serve como uma forma de arrecadação de recursos pelo governo para financiar suas atividades e investimentos em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Além disso, é uma forma de equalização de renda, pois aqueles que têm maiores rendimentos contribuem proporcionalmente mais para a sociedade, pois as pessoas com maior renda são obrigadas a contribuir proporcionalmente mais. Em resumo, o Imposto de Renda é fundamental para garantir o funcionamento do Estado e o bem-estar da população.

Quando deve ser feito?

A declaração do Imposto de Renda 2023 deve ser feita entre 1 de março e 30 de abril de 2023, exclusivamente pela internet, no site da Receita Federal. É importante estar atento aos prazos e aos dados informados na declaração, pois erros ou atrasos na entrega podem resultar em multas e juros.  Então, se você precisa fazer a declaração do tributo, é bom separar a documentação com antecedência para conseguir fazer esse processo de forma tranquila e sem preocupações.

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Quais documentos são necessários?

Os documentos exigidos para a declaração do Imposto de Renda 2023 da Pessoa Física incluem:

– CPF;

– Documento de identificação, como RG ou CNH;

– Comprovante de residência;

– Informações sobre rendimentos recebidos ao longo do ano, incluindo salários, aposentadoria, aluguéis, entre outros;

– Extratos bancários e informações sobre investimentos;

– Receitas médicas, despesas com educação, doações, entre outras deduções permitidas por lei.

Observe que essa lista pode não incluir todos os documentos necessários para a declaração do Imposto de Renda, mas são os mais comuns. É importante verificar a Receita Federal para mais informações e atualizações.

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Declaração feita

Ao fazer a declaração, é fundamental prestar atenção aos prazos e aos valores declarados para evitar vexames. Vale ressaltar que erro ou omissão pode resultar em multas e até mesmo em processos judiciais. Lembre-se que é importante incluir todos os bens e direitos que possua, como imóveis, veículos, ações e outros ativos financeiros.

Para facilitar o processo, é possível utilizar o programa da Receita Federal ou contar com a ajuda de um contador. É imprescindível escolher a opção que mais se adéque às suas necessidades e aos seus conhecimentos fiscais.

Além disso, é importante estar atento às mudanças na legislação tributária. Novas regras e isenções podem ser incluídas a cada ano, sendo preciso estar atualizado para aproveitá-las ao máximo.

Quem tem direito à restituição do IR?

A restituição do Imposto de Renda (IR) é um benefício concedido aos contribuintes que pagaram mais impostos do que deveriam. Neste caso, a Receita Federal devolve a diferença paga a mais. A restituição é concedida aos contribuintes, com direito ao crédito fiscal, ou seja, aqueles que apresentam uma dedução de impostos maior do que o valor devido.

Para ter direito à restituição, o contribuinte deve preencher e entregar a Declaração de Imposto de Renda (DIRPF) corretamente, informando todos os rendimentos tributáveis, despesas dedutíveis e outros fatores que possam influenciar no valor do imposto a ser pago.

Em geral, os contribuintes, com direito à restituição são aqueles que apresentam deduções de despesas médicas, previdenciárias, educacionais e outras, além de aqueles que têm rendimentos tributáveis menores do que o limite estabelecido pela Receita Federal.

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Sonegação e suas consequências

A sonegação de Imposto de Renda pode ocorrer tanto em pessoas físicas quanto em pessoas jurídicas. Em ambos os casos, consiste em não declarar ou declarar de forma inadequada a renda e bens para evitar o pagamento de impostos devidos ao governo, como ocultar ou mentir sobre documentos financeiros e o aumento de patrimônio.

É um comportamento ilegal e antiético que prejudica a arrecadação do Estado, a sociedade e a imagem pública da pessoa ou empresa sonegadora. As consequências da sonegação fiscal incluem multas, juros, processos criminais, prejudicando a credibilidade e reputação e, em casos graves, a perda da capacidade de contratar com o Estado.

Carnê-Leão: o que é e quem deve declarar

Você já ouviu falar do Carnê-Leão? Se não, pode ser que você esteja deixando de pagar impostos relativos a alguns dos seus rendimentos, o que pode acarretar em diversos problemas. Estão entre esses rendimentos, por exemplo, os ganhos na bolsa de valores.

Abaixo, preparamos uma explicação detalhada sobre o que é o Carnê-Leão, indicando quando, como e quem deve declarar.

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O que é o Carnê-Leão

O Carnê-Leão é o sistema de recolhimento mensal de Imposto de Renda de pessoas que recebem pagamentos que não são tributados diretamente na fonte.

Isso se aplica a pessoas físicas que recebem pagamento de outras pessoas física sem que haja vínculo empregatício entre elas. Essa condição inclui profissionais autônomos que prestam serviço para pessoas físicas, locatários de imóveis e até mesmo beneficiários de pensão alimentícia.

Quaisquer pagamentos vindos do exterior também devem ser declarados através do Carnê-Leão, já que, nesse caso, o governo brasileiro só tem como cobrar o imposto do recebedor.

É obrigado a preencher o cartão-leão quem receber mais de R$ 1.903,98 no mês a partir desses tipos de rendimento.

O que muita gente não sabe é que os ganhos com a venda de ações na bolsa de valores também precisa ser declarado por meio do Carnê-Leão. Explicaremos sobre isso mais adiante.

Origem

O Carnê-Leão foi instituído em 1979 e era, de fato, um carnê de papel que continha DARFs (Documentos de Arrecadação de Receitas Federais) em branco. Eles precisavam ser preenchidos manualmente com os valores de imposto calculados pelo próprio contribuinte.

Foi justamente no momento da criação dessa modelo de recolhimento do Imposto de Renda que o leão passou a ser usado como símbolo da Receita Federal: um animal justo, mas pronto para atacar quem o desafia.

Nos anos 1990, com a informatização, o Carnê-Leão se tornou um programa para preenchimento dos dados de forma eletrônica que permitia a impressão do DARF.

Finalmente, em 2021, o processo se tornou totalmente online. A partir de então, ele passou a ser chamado oficialmente de Carnê-Leão Web.

Livro-caixa

O Carnê-Leão funciona como um livro-caixa no qual o profissional autônomo registra todos os seus rendimentos, mas também todas as suas despesas para realização da atividade profissional. Isso inclui gastos como:

  • Aluguel e IPTU
  • Eletricidade, água e Internet
  • Materiais de trabalho
  • Pagamentos de funcionários

Essas despesas são deduzidas do cálculo do Imposto de Renda que ele deve pagar.

Dessa forma, além de uma maneira de calcular o imposto devido, o Carnê-Leão também é uma ferramenta administrativa para o profissional, que tem seus gastos e ganhos registrados através do preenchimento desse documento.

Por isso, o profissional deve ter o registro de cada um dos seus recebimentos, por meio de emissão de recibo, para que os valores possam ser registrados com precisão.

Recebimento de pessoa jurídica

Quando o autônomo presta serviço para uma pessoa jurídica é ela quem deve recolher o Imposto de Renda diretamente da fonte. O recolhimento deve ser feito sempre que o valor a ser pago mensalmente for maior que R$1.903,98, pois pagamentos menores que esse valor estão isentos.

Nesse caso, a fonte pagadora deve disponibilizar um informe de rendimentos anual para o prestador de serviço.

Bolsa de valores

O Imposto sobre ganhos obtidos com a venda de ações na bolsa também não é totalmente debitado na fonte. Acontece que apenas uma pequena parcela desse tributo incide diretamente sobre as operações, o chamado “dedo-duro”.

O imposto dedo-duro é de apenas 0,005% nas operações comuns. O restante precisa ser pago através de um DARF gerado pelo Carnê-Leão. Mas só precisa fazer o preenchimento quem receber acima de R$ 20 mil por mês com a venda de ações, valores menores estão isentos.

O investidor precisa preencher o Carnê-Leão com o código 6015, informando os ganhos obtidos e descontando o valor do imposto dedo-duro.

Como pagar?

O contribuinte deve preencher o Carnê-Leão na plataforma e-CAC, da Receita Federal. Após o preenchimento, é gerado um DARF para o pagamento do imposto. O pagamento deve ser realizado até o último dia último do mês seguinte ao recebimento dos valores declarados.

Por que preencher corretamente?

Quem não declara todos os seus rendimentos submetidos ao Carnê-Leão está sonegando impostos e, portanto, cometendo um crime.

A Receita realiza cruzamentos de dados e pode identificar que um cidadão tem renda não declarada. Se isso acontecer, ocorre cobrança dos impostos devidos, aplicação de multa e até mesmo a possibilidade de abertura de um processo penal. Para pagar os impostos em atraso, pode ocorrer até mesmo a penhora de bens do contribuinte.

No caso dos ganhos com a bolsa de valores, em especial, é muito fácil para a Receita identificar a sonegação, porque o imposto dedo-duro serve justamente para alertar o governo sobre as transações realizadas pelos investidores.

Por isso, tanto por questões éticas, quando para evitar problemas financeiros e com a Justiça, é essencial a declaração correta dos rendimentos submetidos ao Carnê-Leão.

Declaração Anual do Imposto de Renda

Quem se enquadra em um dos critérios de obrigatoriedade para a Declaração Anual do Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) deve importar os dados do Carnê-Leão. Como o imposto já foi pago mensalmente, não haverá nova cobrança sobre essa renda.

Se o pagamento do Carnê-Leão não tiver sido realizado corretamente, será necessário regularizar a situação, com a geração de multa e juros em relação aos valores em atraso.

Nesse caso, para calcular o valor atualizado dos impostos devidos é necessário usar o programa Sicalcweb, disponível no site da Receita Federal.

Em relação aos serviços prestados para pessoas jurídicas, o preenchimento na declaração anual deve ser feito a partir dos informes de rendimentos repassados pelas empresas.

Tornar-se pessoa jurídica?

Pode ser mais vantajoso para o profissional autônomo passar a recolher seus impostos como pessoa jurídica. A alternativa mais simples é o MEI (Microempreendedor Individual), que permite um rendimento anual de até R$ 130 mil e implica em um pagamento mensal fixo que varia entre R$ 61,60 e R$ 66,60, relativo a INSS, ISS e ICMS.

O MEI não precisa recolher Imposto de Renda mensalmente, apenas na declaração anual, caso sua renda tributável anual seja superior a R$ 28.559,70. Mas nem todas as profissões podem se cadastrar como MEI. No caso de profissionais liberais, é necessário abrir uma ME (Microempresa) ou EPP (Empresa de Pequeno Porte).

A BRASCT pode te ajudar

Esperamos que você tenha entendido o que é o Carnê-Leão e quem deve declarar. Mas esse assunto sempre gera muitas dúvidas e dificuldades no preenchimento, especialmente em situações como os rendimentos com bolsa de valores.

Portanto, se precisar de alguma ajuda nesse processo, conte com a BRASCT, um escritório de contabilidade em São Paulo que está sempre pronto para te auxiliar no que for necessário.

NFTs e stablecoins devem ser declarados no IR de 2022

A Receita Federal fez algumas alterações na declaração de bens e serviços neste ano, e uma delas foi incluir as stablecoins e os NFTs entre os itens a serem declarados. A mudança pega dois públicos de surpresa: os que já tinham esses ativos e agora vão precisar se adequar às novas exigências e os que não fazem ideia do que se trata esses termos.

Abaixo, vamos mostrar como NFTs e stablecoins devem ser declarados no IR 2022 e quem deve declarar esses bens. Mas também vamos explicar o que são os NFTs e as stablecoins para que todo mundo consiga acompanhar que mudanças são essas.

O que mudou?

Uma das novidades deste ano é que a Receita Federal passou a agrupar os bens e direitos a serem declarados em 7 novos grupos, e “criptoativos” se tornou um deles. Além disso, 9 códigos de bens e direitos foram excluídos, e 13 foram criados. Entre os novos estão “stablecoins” e “NFTs”.

Na ficha “Bens e Direitos”, você deve primeiro escolher o grupo “08 – Criptoativos”, depois vão aparecer os códigos pertencentes a esse grupo. São eles:

  • 01 – Bitcoin
  • 02 – Outras criptomoedas
  • 03 – Stablecoins
  • 10 – NFTs
  • 99 – Outros criptoativos

Para Bitcoin, você deve informar a quantidade e o local em que está custodiado (nome e CNPJ). Para outras criptomoedas e stablecoins, o nome da moeda e as mesmas informações pedidas para o Bitcoin. Para NFTs e outros criptoativos, informe o tipo, a quantidade e o local em que está custodiado. 

Outros criptoativos podem ser tokens de precatório, de consórcio, créditos de carbono, etc.

Quem deve declarar

Todos os criptoativos cujo valor em 2021 tiverem sido acima de R$ 5 mil devem ser informados na Declaração do Imposto de Renda. Isso quer dizer que se você tiver tido R$ 6 mil em Bitcoin, mas apenas R$ 4 mil em outra moeda, como o Ether, por exemplo, você só precisa declarar o Bitcoin. O valor que deve ser declarado é o de aquisição do criptoativo.

Mas quem tem ganho de capital em venda de criptoativos maior que R$ 35 mil no mês deve pagar o imposto mensalmente através do programa de apuração de ganho de capital (GCAP). Quando for preencher a DIRPF, basta importar os dados do GCAP.

Portanto, quem não fez isso, está em débito com a Receita, e também precisa regularizar essa situação. 

Os lucros com vendas de criptoativos inferiores a R$ 35 mil no mês precisam ser declarados na ficha de Rendimentos Isentos e Não Tributáveis, com o código 5.

As declaração devem ser feitas até as 23:59 do dia 29 de abril, no programa gerador do Imposto de Renda Pessoa Física 2022, da Receita Federal.

Mas agora que você já sabe como NFTs e stablecoins devem ser declarados no IR de 2022, que tal entender melhor o que são esses criptoativos? Vamos te mostrar a seguir.

O que são NFTs?

NTF significa Token Não Fungível. Para entender o que isso quer dizer, primeiro é preciso saber o que são as redes blockchain. Elas são um nova forma de estruturação da Internet, chamada de Web3, na qual os dados são inseridos em blocos de informação registrados em milhares de computadores ao redor do mundo, tornando os processos mais descentralizados e seguros.

A blockchain permite o desenvolvimento das Finanças Descentralizadas (DeFi), cujas transações econômicas não passam por instituições centralizadoras, como bancos, por exemplo. Para registrar as unidades de valor presentes na blockchain, existem os tokens, que são chaves eletrônicas que dão acesso aos ativos digitais, ou seja, a tudo que vale dinheiro.

Bens fungíveis são aqueles que são iguais uns aos outros, como por exemplo, duas notas de R$ 50. Uma pode ser trocada pela outra, e não vai fazer nenhuma diferença. Já os bens fungíveis são aqueles que são únicos, como uma obra de arte, por exemplo.

Os tokens fungíveis são as criptomoedas. Assim como as moedas físicas, elas representam valores que podem ser substituídos uns pelos outros. Mas os tokens não fungíveis representam propriedades virtuais únicas, como obras de arte digitais.

Assim, os NFTs são chaves eletrônicas únicas e permanentes que dão acesso a itens virtuais exclusivos e insubstituíveis, que têm sua autenticidade e propriedade comprovadas. Além de obras de arte, podem ser itens colecionáveis, músicas, roupas virtuais, memes, jogadas esportivas, itens de jogos, etc.

O que são stablecoins?

Stablecoins significa moedas estáveis. São um tipo de criptomoeda. As criptomoedas são moedas virtuais, que não existem fisicamente. A mais conhecida é o Bitcoin. Não há uma nota ou uma moeda de Bitcoin na qual possamos tocar. A moeda só existe na blockchain e só serve para transações online.

Mas moedas como a Bitcoin não têm o seu valor determinado por nenhum bem do mundo físico. A oscilação de valor delas depende unicamente das transações virtuais. As stablecoins são diferentes. Elas estão ligadas ao valor de algum elemento do mundo físico, como o dólar ou o ouro, por exemplo. 

Então o valor da stablecoin sempre vai ser o do ativo que está ligado a ela no mundo físico. Uma stablecoin de dólar por exemplo, sempre vai valer a mesma coisa que o dólar. Ela é uma forma de investir o dinheiro virtual de maneira estável, fugindo das grandes oscilações que a maioria das criptomoedas têm, mas sem a necessidade de comprar dinheiro físico.

Procure um escritório de contabilidade atualizado

Você acha que todo escritório de contabilidade entende o que são NFTs e stablecoins? Mais do que saber como NFTs e stablecoins devem ser declarados no IR de 2022, seu contador deve estar pronto para te ajudar a lidar com os impostos relacionados aos novos tipos de bens que são o futuro do mundo dos investimentos.

A BRASCT é um escritório de contabilidade em São Paulo que está sempre antenado às mudanças que podem impactar as suas contas. Sempre que precisar de uma parceria que está um passo à frente, conte com a gente!

Veja também:

Como declarar Hotmart no Imposto de Renda?

Você é infoprodutor ou afiliado na Hotmart? Talvez você esteja sem entender como declarar o Imposto de Renda, afinal esse é um tema um pouquinho confuso. Então, para ajudar você a resolver esse problema, preparamos abaixo um texto para explicar como declarar Hotmart no Imposto de Renda.

Como é a relação entre infoprodutor e afiliado?

É possível vender na Hotmart tanto como pessoa física quanto como pessoa jurídica. Mas as obrigações em relação ao recolhimento de Imposto de Renda variam nesses dois casos.

Quando uma pessoa física presta um serviço para um pessoa física, quem deve recolher o Imposto de Renda é quem prestou o serviço. Nesse caso, o prestador é enquadrado como autônomo, e deve fazer o recolhimento do IR mensalmente, através do carnê-leão, da Receia Federal.

Mas quando uma pessoa física presta um serviço para uma pessoa jurídica, quem deve recolher o Imposto de Renda é a empresa pagadora, diretamente da fonte.

Na Hotmart, o afiliado presta um serviço para o infoprodutor. Portanto, se o infoprodutor for uma pessoa jurídica e o afiliado for uma pessoa física, então, o infoprodutor precisa recolher o Imposto de Renda do afiliado direto da fonte.

Quando o infoprodutor e o afiliado são pessoas físicas

Quando uma pessoa física presta serviço para outra pessoa física, ela precisa preencher mensalmente o carnê-leão, na plataforma e-CAC da Receita Federal.

Todo autônomo deve fazer esse preenchimento, mesmo que sua renda esteja dentro do limite de isenção, que é de R$ 1.903,98. Caso o valor seja maior, será emitida um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) para pagamento do imposto. 

O carnê-leão também serve como um livro-caixa, pois o autônomo deve registrar não só seus ganhos, mas também os custos que teve para oferecer seu serviço. Esses custos são deduzidos do valor de IR a pagar.

Quando chegar a hora de fazer a Declaração Anual do Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF), os valores declarados no carnê-leão precisarão ser importados.

Caso o contribuinte não tenha preenchido o carnê-leão mensalmente, ele precisará regularizar sua situação para fazer a DIRPF. Nesse caso, haverá cobrança de multa e juros. Para calcular o valor atualizado é preciso usar o programa Sicalcweb, no site da Receita Federal.

Tanto o infoprodutor quanto o afiliado que são pessoas físicas devem preencher o carnê-leão informando seus rendimentos na Hotmart.

Quando o infoprodutor for pessoa jurídica e o afiliado for pessoa física

Nesse caso, o infoprodutor precisará reter o Imposto de Renda na fonte todas as vezes em que o valor mensal repassado para o afiliado for maior que R$ 1.903,98. 

O infoprodutor que reteve Imposto de Renda deverá entregar até o último dia útil do mês de fevereiro o informe de rendimentos para o afiliado. Os documentos entregues pelos diferentes infoprodutores serão usados pelo afiliado para preencher a DIRPF.

Os dados devem ser inseridos na ficha “Rendimentos Tributáveis Recebidos de Pessoa Jurídica”. No final do preenchimento, será indicado o quanto de imposto o afiliado ainda está devendo para a Receita Federal, ou mesmo se há valor a ser restituído.

Como empresa, o infoprodutor deve pagar Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ). Mas o proprietário também precisa fazer a DIRPF, indicando os valores obtidos por meio da empresa. O mesmo vale para o afiliado que for pessoa jurídica.

Como declarar Hotmart no Imposto de Renda sendo MEI

Quem é MEI (Microempreendedor Individual) não precisa pagar IRPJ, nem preencher o carnê-leão. Mas tem que fazer a Declaração Anual de Faturamento do Simples Nacional (DASN-SIMEI) e informar os ganhos anuais também na DIRPF, se não for isento. Lembrando que o MEI tem um limite de faturamento anual, que, em 2021, era de R$ 81 mil.

Como funcionava antes?

Para tentar simplificar a relação entre infoprodutores e afiliados, até o ano passado, a Hotmart tinha uma limitação de saque para pessoas físicas, que só podiam retirar até R$ 1.900 por mês. Dessa forma, o valor mínimo obrigatório para o recolhimento do IR, que é de R$ 1.903,98, não era atingido.

Com isso, a plataforma tentava resguardar o infoprodutor da necessidade de recolher o Imposto de Renda do afiliado que fosse pessoa física.

Mas, em 2021, a Hotmart mudou essa política, e as pessoas físicas passaram a poder sacar sem limite máximo. Dessa forma, ela passou toda a responsabilidade para os infoprodutores.

Como funciona a Hotmart?

A Hotmart é a maior plataforma de ensino à distância da América Latina. Ela conta com mais de 150 mil produtos cadastrados e 5 milhões de alunos. Ela também é um espaço para vender infoprodutos de forma simples e prática. 

Qualquer um pode vender produtos digitais nessa plataforma, como cursos online, e-books, podcasts, softwares, entre outros. A Hotmart hospeda os produtos e intermedia as vendas. 

Os vendedores não pagam nenhuma mensalidade, nem taxa de adesão. Apenas são cobradas taxas fixas e porcentagens sobre os valores das vendas. A plataforma cobra 20% em vendas de menos de R$ 10, sem taxa fixa. Em vendas acima de R$ 10, ela cobra 9,9% + R$ 1 de taxa fixa.

É possível trabalhar na Hotmart como infoprodutor ou afiliado. Este último divulga e indica materiais produzidos por outra pessoa, e recebe uma porcentagem caso alguma compra tenha sido realizada com a sua intermediação.

As plataformas Eduzz e Monetizze funcionam de forma semelhante.

Procure um contador

Como você pôde perceber nessa explicação de como declarar Hotmart no Imposto de Renda, esse pode ser um tema um pouco difícil. Então, se precisar de ajuda, conte com a gente. A BRASCT é um escritório de contabilidade em São Paulo pronto para te auxiliar no que a sua empresa precisar!


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Quando chega o início do ano, muita gente fica cheia de dúvidas a respeito da declaração do IR. Por isso, vamos trazer, a seguir, a resposta para as 10 perguntas mais comuns em relação a declaração do Imposto de Renda 2022. Confira abaixo!

1. Quem precisa declarar Imposto de Renda 2022?

Mais de 30 milhões de cidadãos precisam declarar o IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física) em 2022. É obrigado a fazer a declaração quem, durante o ano de 2021:

  • Obteve rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70. 
  • Obteve receita bruta superior a R$ 142.798,50 em atividades rurais.
  • Realizou operações na bolsa de valores.
  • Vendeu imóvel com ganho de capital e optou pela isenção para adquirir outro imóvel em até 180 dias.
  • Obteve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 40 mil.
  • Teve posse de bens e direitos cujos valores somados tenham ultrapassado R$ 300 mil em 31 de dezembro de 2021.
  • Tornou-se residente no Brasil e ainda estava nessa situação em 31 de dezembro de 2021.

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2. Quais documentos são necessários?

O declarante deve fazer uso de todos os documentos existentes para comprovação de renda e movimentação financeira, além daqueles que trazem os dados sobre bens e direitos adquiridos ou vendidos. Entre os documentos mais importantes, estão:

  • Informe de rendimentos entregue pela empresa na qual o declarante trabalha. A empresa tem até o último dia útil de fevereiro para disponibilizá-lo para os funcionários.
  • Saldos bancários em 31 de dezembro de 2021.
  • Informes de aplicações financeiras.
  • Comprovantes de compra e venda de imóveis e veículos.
  • Registros de posição acionária em empresas.
  • Recibos de despesas médicas, com educação, com pensão alimentícia e com contribuições previdenciárias.
  • CPF dos dependentes.
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3. Qual é o prazo para declarar? 

O prazo começa no dia 7 de março de 2022 e vai até o dia 30 de abril de 2022. Quem entrega a declaração fora do prazo, além de ficar irregular com a Receita Federal, também precisa pagar uma multa que varia de R$ 165,74 a 20% do imposto devido.

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4. Onde declarar?

A declaração é toda feita pela Internet, a partir de um programa disponibilizado pela Receita Federal, que pode ser baixado neste link.

Caso você tenha feito a declaração no ano anterior, é possível importá-la para não ter que começar do zero novamente.

Também é possível fazer a declaração pelo celular, através deste aplicativo.

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5. É melhor fazer declaração completa ou simplificada?

Isso depende do total de despesas que você tem para deduzir. O modelo simplificado considera uma dedução de 20% até o limite de R$ 16.754,34. Se o total de gastos que você tem para deduzir for superior a esse valor, vale mais a pena a declaração completa. Caso contrário, você pode optar pela simplificada.

São exemplos de gastos dedutíveis: despesas médicas, com educação, com previdência, com pensão-alimentícia, com dependentes, doações para algumas instituições, além de livros-caixa, no caso de autônomos.

Mas é preciso estar atentos aos limites específicos, como no caso das despesas com educação, que são limitadas a R$ 3.561,50 por pessoa, considerando o declarante e seus dependentes. As despesas médicas, por outro lado, não têm limites. Além dos gastos com educação e despesas médicas, ainda é possível deduzir mais até R$ 2.275,09 por dependente.

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6. Quem pode ser dependente na declaração?

Podem entrar como dependentes na declaração do Imposto de Renda 2022 as seguintes pessoas:

  • Cônjuge.
  • Companheiro com quem o declarante tenha filhos ou com quem viva há mais de 5 anos.
  • Filhos e enteados com até 21 anos.
  • Filhos e enteados com até 24 anos que estejam cursando ensino superior ou técnico.
  • Filhos ou enteados com deficiência física ou mental que os impossibilite de trabalhar.
  • Irmãos, netos ou bisnetos de quem o declarante tenha guarda judicial, quando se encontrarem nas mesmas condições estabelecidas para filhos e enteados.
  • Pais, avós e bisavós que tenham tido, em 2021, ganhos tributáveis ou não de até R$ 22.847,76.
  • Pessoas incapacitadas de trabalhar cujo declarante seja tutor.

Não há limite de dependentes.

IR 2020: Receita abre na sexta-feira consulta ao 3º lote de restituição

7. Qual é o prazo para restituição?

Caso ficar confirmado na declaração que você já pagou mais IR do que deveria ao longo do ano, haverá restituição do que foi pago a mais. O governo tem até o final do ano de 2022 para fazer a devolução, e geralmente quem faz a declaração primeiro também recebe a restituição mais rápido.

Entretanto, os primeiros contribuintes a receberem normalmente são os idosos e as pessoas com necessidades especiais. As restituições ocorrem em lotes, seguindo um calendário estabelecido pela Receita ao longo do ano. Você pode consultar sobre a sua restituição neste link

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8. Que tipo de ganho deve ser declarado mensalmente?

Alguns ganhos devem ser informados à Receita Federal mensalmente, e não apenas na Declaração Anual do Imposto de Renda. Esses ganhos devem ser declarados no mês seguinte ao seu recebimento. Entre eles, estão:

  • Renda de profissionais autônomos: Ganhos advindos da prestação de serviços de pessoas físicas para pessoas físicas devem ser declarados por meio do Carnê-Leão, através do portal e-CAC da Receita Federal. Podem ser deduzidos os custos com o local de prestação dos serviços. Mas se o serviço for de pessoas físicas para pessoas jurídicas, as empresas contratantes é quem devem recolher o IR.
  • Recebimento de aluguel: Esse tipo de ganho também deve ser declarado por meio do Carnê-Leão. Gastos com IPTU e taxa de condomínio podem ser abatidos. Se uma pessoa jurídica for a locatária, a declaração é de responsabilidade dela.
  • Venda de imóveis: O imposto a ser pago deve ser calculado a partir do Programa de Apuração dos Ganhos de Capital (GCap), disponível no site da Receita Federal.
  • Compra e venda de ações: Também devem ser declaradas por meio do GCap.

Quando o contribuinte faz a Declaração Anual, ele deve apenas informar o pagamento desses impostos realizados anteriormente. Os valores calculados pelo GCap podem ser importados para o programa de declaração do IR.

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9. Como retificar declaração do Imposto de Renda 2022?

Caso você tenha enviado a declaração com alguma informação errada, você pode enviar uma correção. Isso pode ser feito a partir do mesmo programa ou aplicativo usado para enviar a declaração, ou por meio do portal e-CAC da Receita Federal.

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10. Como saber se eu estou em dia com o Imposto de Renda?

Você pode verificar o status da sua declaração do IR e, com isso, descobrir se tem algum pagamento em atraso. A busca é feita por meio do portal e-CAC. O sistema informa se a declaração ainda está sendo processada, se já está concluída, se está na fila de restituição ou se está com alguma pendência.

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Boa declaração!

Deu para tirar todas as dúvidas em relação à declaração do Imposto de Renda 2022? Se precisar de apoio, conte com a BRASCT, um escritório de contabilidade em São Paulo que está sempre pronto para atender quem precisa de ajuda neste e em outros assuntos tributários e contábeis!

Não fiz minha declaração de IRPF 2021. E agora?

Não entregou a declaração do Imposto de Renda 2021? Veja o que acontece se você não declarar no prazo e como fazer essa declaração depois.

Erros e divergências na declaração podem levar o contribuinte a cair na chamada malha fina. Quem fica nessa situação tem a restituição de imposto retida para verificação de pendências e eventual correção dos erros, ou pode, até mesmo, ser alvo de uma investigação mais aprofundada da Receita Federal.

O que acontece se eu não declarar?

A multa mínima para quem não entregou dentro do prazo é de R$ 165,74, mas pode atingir até 20% do imposto devido.

O CPF pode ser negativado impedindo a liberação de empréstimos, tirar passaportes, obter certidão negativa para venda ou aluguel de imóvel e até prestar concurso público.

Por isso, é melhor cumprir o prazo do que pagar multa. Entregue a declaração no prazo mesmo com informações incompletas, porque a Receita possibilita corrigir depois.

Como declarar imposto de renda atrasado?

Gere um novo Darf com a multa e os juros por atraso no www.regularize.pgfn.gov.br e clique na opção “Emitir Guia de Pagamento”. Calcule os juros e a multa com o programa Sicalcweb, disponível no site da Receita.

Erros mais comuns na declaração

  • Omissão de rendimento;
  • Dados incompatíveis com os informados pelas fontes pagador;
  • Lançamento de despesas médicas que não são dedutívei.

Erros e divergências na declaração podem levar o contribuinte a cair na malha fina.

Como não cair na malha fina

  • Informe todos os rendimentos;
  • Declare corretamente as despesas dedutíveis;
  • Não deixe nenhum bem ou direito de fora;
  • Rendimentos isentos devem ser declarados;
  • Especifique os impostos recolhidos através de DARF.

Quem fica nessa situação tem a restituição de imposto retida.

Quando começa a restituição?

Começou dia 31/05 a restituição do primeiro lote.

Para consultar se foi contemplado, acesse o site da Receita Federal .

Está precisando de ajuda? Conte com a gente!

Como calcular os impostos de uma pequena empresa?

Você tem ou trabalha em uma pequena empresa e quer saber como calcular os impostos corretamente? Você sabia que ao apresentar o regime tributário mais adequado para o seu negócio, o escritório de contabilidade pode ajudá-lo a economizar dinheiro através de uma taxa reduzida de impostos?

É verdade que muitas empresas passam anos pagando tributos acima do necessário porque a escolha do regime tributário não foi feita adequadamente. Por esse motivo, o escritório de contabilidade deve estar sempre atendo às mudanças na legislação e também à situação financeira de seus clientes. 

A escolha do regime tributário depende não só do faturamento como do segmento no qual a empresa está enquadrada e as atividades exercidas. 

O escritório de contabilidade deve apresentar o melhor regime tributário para a sua empresa

O regime tributário irá definir quais impostos deverão ser pagos pela sua empresa, quando e em quais períodos. Existem três tipos de regimes tributários no Brasil: 

  • Simples Nacional
  • Lucro real
  • Lucro presumido

1. Simples Nacional

O Simples Nacional é o Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. 

Trata-se de um regime tributário simplificado e também facultativo; ou seja, as microempresas e empresas de pequeno porte que cumpram os requisitos podem optar ou não por ele. O Simples é um sistema que apresenta alíquotas mais baixas em comparação aos outros regimes, além de uma agenda tributária mais simples e fácil de cumprir e controlar.

Por esses motivos, o Simples costuma ser um sistema vantajoso para microempresas e empresas de pequeno porte. No entanto, nem todas as empresas podem optar por esse regime de tributação. 

1.1 Restrições para adesão ao Simples Nacional

  • Para microempresas, o faturamento no ano/calendário anterior não pode exceder R$ 360.000,00;
  • Para pequenas empresas, o limite máximo de receita bruta anual é R$ 4.800.000,00 (conforme alteração de 2018);
  • Existe uma relação de atividades restritas, como instituições financeiras, sociedades de crédito, corretoras e seguradoras, ou fábricas de cigarros, por exemplo. A lista completa está prevista na Lei Complementar 123 e disponível no site da Receita Federal

1.2 Quais impostos devem ser pagos pelas empresas optantes do Simples Nacional

Ao optar pelo Simples, a empresa simplifica o pagamento de vários impostos devidos ao Município, ao Estado e à União. Vários impostos serão recolhidos através de uma única guia chamada de DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).

Os 8 tributos abrangidos pelo DAS são: 

  • IRPJ – Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica
  • CSLL – Contribuição sobre o Lucro Líquido
  • PIS/PASEP – Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público
  • COFINS – Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social
  • IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados
  • ICMS – Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços
  • ISS – Imposto Sobre Serviços
  • CPP – Contribuição Patronal Previdenciária

Além desses, existem ainda impostos que não são recolhidos por meio do DAS, mas precisam ser pagos, como:

  • impostos sobre importação e exportação; 
  • contribuição para o FGTS;  
  • Imposto de Renda relativo aos pagamentos ou créditos efetuados pela pessoa jurídica a pessoas físicas; 
  • PIS, COFINS e IPI incidentes na importação de bens e serviço; 
  • taxas de licenças; 
  • alvarás; dentre outros.

Além do pagamento dos tributos, existem ainda as chamadas obrigações acessórias, que consistem em declarações, guias e planilhas que devem ser emitidas e preenchidas periodicamente (anuais, trimestrais ou mensais).

1.3 Como calcular e pagar o DAS

O cálculo do valor dos tributos devidos é feito através de um sistema informatizado, disponível no Portal do Simples Nacional. As empresas aderentes devem, obrigatoriamente, utilizar esse Portal. 

1.4 Quando não optar pelo Simples Nacional

A principal desvantagem do Simples Nacional diz respeito ao faturamento anual x lucro. O Simples se baseia no faturamento anual ao invés do lucro real da empresa, portanto ao optar pelo Simples Nacional sua empresa pode estar recolher impostos mesmo tendo prejuízos.

2. Lucro presumido

O Lucro Presumido é um regime tributário simplificado para a apuração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) devidos pela pessoa jurídica.

Como o próprio nome já diz, a Receita Federal presume, a partir da atividade exercida pela empresa, que uma determinada percentagem do faturamento é o lucro; ou seja, para esse regime de tributação não são consideradas as despesas, apenas o faturamento. 

O cálculo do lucro presumido varia conforme a atividade da empresa. O percentual de faturamento que será tributado varia de 1,6% até 32%; sendo, por exemplo, de 8% para atividades que envolvam a indústria e comércio e de 32% nos casos de prestação de serviços.

2.1 Impostos de apuração mensal

  • Imposto Sobre Serviços (ISS): de 2,5 a 5% do preço cobrado pelo serviço, conforme a cidade e serviço prestado (o ISS deve ser pago individualmente, em cada serviço que é prestado).
  • Programa de Integração Social (PIS): 0,65% (incide sobre a receita bruta da empresa).
  • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS): 3%. (incide sobre a receita bruta da empresa).

2.2 Impostos de apuração trimestral

  • IRPJ (Imposto de Renda): 15% sobre o percentual de presunção de lucro (calculado conforme atividade);
  • CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido): 9% sobre o percentual de presunção de lucro (calculado conforme atividade).

2.3 Restrições ao regime de Lucro Presumido

Algumas empresas não podem optar pelo Lucro Presumido e precisam se enquadrar no Lucro Real. É o caso das empresas que:

  • Atuam no mercado financeiro (como bancos, financeiras, factoring e corretoras);
  • Faturam mais de R$ 78.000.000,00 por ano;
  • Possuem algum tipo de benefício fiscal;
  • Tem capital oriundo do exterior.

3. Lucro Real

Para as empresas enquadradas no Lucro Real a tributação das alíquotas acontecerá somente após a apuração real do lucro e não sobre o faturamento. Por esse motivo, esse regime tributário exige um controle financeiro mais eficaz, que deve auferir todas as receitas e despesas.

De certa forma, apesar de mais burocrático, pode-se afirmar que o Lucro Real é mais justo, pois baseia-se nos resultados efetivamente ocorridos (balanço contábil). Entretanto, por comodidade, várias empresas optam pelo Lucro Presumido.

O Lucro Real pode ser interessante para as empresas que possuem muitas despesas. Portanto, cabe uma análise, pelo menos anual, verificando nos balancetes contábeis qual seria a tributação em cada um dos regimes. Mesmo as empresas optantes pelo Simples Nacional podem fazer esse comparativo anualmente, de forma a certificar-se de que estão a utilizar o melhor regime tributário.

3.1 Período de apuração do Lucro Real

O período de apuração pode ocorrer trimestralmente, encerrando-se em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro de cada ano-calendário; ou pode ocorrer anualmente, encerrando-se em todo último dia do ano, 31 de dezembro.

3.2 Cálculo dos impostos no Lucro Real

Para cálculo do IRPJ a alíquota é de 15% para lucro de até R$20.000,00 mensais, e 25% nos casos em que o lucro for superior a esse valor no mesmo período. O CSLL é taxado em 9% em relação a qualquer lucro apurado durante o período.

A alíquota do PIS é de 1,65% e o Cofins de 7,6% da Receita. No entanto, é possível fazer deduções a partir dos pagamentos feitos a outras empresas. Essas deduções são conhecidas como PIS não cumulativo e COFINS não cumulativa e representam uma redução de impacto que tornam as tarifações inferiores aos números mencionados.

A Brasct é um escritório de contabilidade que publica conteúdos periodicamente. Acompanhe-nos para saber mais acerca dos regimes tributários e questões relacionadas à contabilidade e empreendedorismo. Além disso, estamos a disposição para esclarecer quaisquer outras dúvidas a respeito desses assuntos.

3 vantagens que os investimentos isentos do Imposto de Renda podem trazer

Investimentos isentos de Imposto de Renda (IR), como o próprio nome já diz, são um tipo específico de aplicação onde o Governo deixa de cobrar o Imposto de Renda.

Dentre as principais razões para que qualquer investimento seja isento do IR está a necessidade, na maioria dos casos, de se injetar dinheiro em uma área específica.

Quando se busca formas de investimentos que estejam livres das alíquotas do Imposto de Renda, pensa-se logo na Caderneta de Poupança.

Porém, apesar de ser a mais comum, a poupança está longe de ser o melhor investimento possível e existem diversas possibilidades que garantem um maior retorno. Além disso, esse tipo de aplicação ainda traz consigo três grandes vantagens.

Maior Rendimento Total

De forma geral, os impostos cobrados sobre cada Investimento não são retirados do valor depositado, mas são abatidos do total de retorno que o investidor tem a receber.

Assim, quem investe não paga no momento que é feito o aporte, mas quando vai retirar o valor a que se tem direito. Portanto, ao se escolher uma aplicação isenta de IR, o dinheiro que retorna ao dono do investimento estará livre deste tipo de taxação e, por isso, será maior.

Maior Lucro em Investimentos de Curto Prazo

Essa vantagem vem a partir da porcentagem das alíquotas de IR, que variam de acordo com o tempo que o dinheiro permanece investido.

Nesse sentido, em uma aplicação comum, quanto menor o tempo de manutenção do dinheiro, maior será o imposto cobrado sobre ele. Dessa forma, caso não exista cobrança de IR, essas alíquotas desaparecem, tornando aplicações curtas mais rentáveis.

A variação das alíquotas de Imposto de Renda costuma ser calculada da seguinte forma: até 180 dias de aplicação = 22,5% de imposto. De 181 até 360 dias de aplicação = 20% de imposto. De 361 até 720 dias = 17% de imposto. Acima de 721 dias = 15% de imposto.

Assim, investimentos de curto prazo podem acabar rendendo até 7,5% a menos do que aplicações com tempo de depósito mais longo.

Segurança

É de se pensar que, por não ter o Imposto de Renda descontado, esse tipo de investimento não seja tão bem visto pelo Governo, que deixa de lucrar.

Contudo, a isenção de IR não chega a ser um problema e essa maneira de aplicação é sim bem vista e incentivada. Isso acontece, como dito anteriormente, muito pela necessidade de injetar dinheiro para que determinada área siga funcionando.

Dessa forma, ao passo que deixa de lucrar com a arrecadação das alíquotas de Imposto de Renda sobre diversos investimentos, o Governo vê diminuir a necessidade de injetar dinheiro na área específica, já que as aplicações servem para suprir a necessidade.

Dessa forma, fica claro como os Investimentos sem IR têm importância dentro da economia e estão longe de operar de forma “clandestina”.

Exemplos de Investimentos Isentos do Imposto de Renda

O primeiro deles é a LCI (Letra de Crédito Imobiliário). Este é um investimento de renda fixa, onde um banco “pega empréstimos” com investidores para então oferecer ajuda financeira para pessoas e empresas do ramo imobiliário.

Em seguida, o banco que recebeu o dinheiro o devolve corrigido de acordo com a tabela de juros.

Já a LCA (Letra de Crédito para o Agronegócio), funciona da mesma maneira. A única diferença é que, ao invés de pegar seu dinheiro e reinvestir no meio imobiliário, os bancos o utilizam para aportes financeiros no Agronegócio. Os dois tipos de aplicação são incentivados pelo Governo.

Por fim, destaca-se o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio). Este tipo de Investimento só tem isenção de Imposto de Renda para Pessoas Físicas, sendo que empresas tem, somente, a isenção de IOF.

Nesta opção, o CRA é emitido por empresas securitizadoras, que funcionam transformando dívidas em títulos.

Essa forma de investimentos pode render mais lucros do que outras aplicações de renda fixa, porque traz um retorno acima da inflação. Contudo, a garantia do seu investimento está na saúde financeira da empresa. Caso a companhia investida vá a falência, por exemplo, seu investimento é perdido.

Investimentos com isenção do Imposto de Renda podem se tornar uma excelente forma aumentar a renda obtida através de aplicações. Quer mais informações sobre operações desse tipo? Entre em contato conosco pelo WhatsApp.

 

Declaração do Imposto de Renda: 4 dicas para não errar na hora de fazer a sua!

A Declaração do Imposto de Renda precisa ser feita todos os anos por pessoas que estão enquadradas dentro de determinados critérios. Só que é muito comum errar ao fazer a declaração, principalmente se for sem ajuda. Este artigo traz 4 dicas para não errar na hora de fazer a sua.

1. Não se esqueça dos seus dependentes

Com os documentos em mãos, você já pode começar a Declaração do Imposto de Renda, mas precisa levar em conta que as informações serão conferidas e, se houver algum problema com elas, o Imposto de Renda será retido, está bem?

Um dos erros que muita gente comete é deixar de colocar os seus dependentes na declaração. Pois é, é preciso colocar quanto ganha cada um dos seus dependentes, o que inclui estágios.

Se um filho estiver estagiando de maneira remunerada, a empresa vai declarar o pagamento. Aí, já viu, não é? Se houver essa inconsistência, e não declaração de um lado e a declaração de outro, isso pode ser apontado claramente como erro.

2. Saiba os valores reais do seu patrimônio

Outro erro que o ocorre muito é não declarar o patrimônio que uma pessoa tem, colocar o valor que acha que esse patrimônio vale, ignorando o quanto realmente pagou pelos itens.

O que acontece é que, apesar de ser mais fácil saber quanto pagou nos itens que a pessoa adquiriu recentemente, para os itens antigos não é, como você já imagina, fácil assim. Mesmo assim, procure colocar quanto pagou em cada item que você possui.

Se você está com dúvidas nisso, solicite um contato com a gente, pois teremos o prazer de ajudar.

3. Declaração de imóveis e de veículo

Ao declarar o imóvel incorretamente, é possível cair na chamada malha fina e ser pego pelo Leão. Isso porque não basta apenas declarar o valor do imóvel, mas também o valor de todas as reformas e melhorias realizadas.

Para ilustrar isso, você sabia que as construtoras e cartórios todos os anos entregam a Declaração sobre Bens Imobiliários? Isso significa que eles apresentam o valor e que você precisa declarar o mesmo valor que eles, para não gerar inconsistências.

A declaração do veículo também precisa da sua atenção. Nela, é preciso informar modelo, marca, ano de fabricação, a placa do automóvel e o registro. Ufa! Se esta é sua primeira declaração e o automóvel foi adquirido há mais tempo, você precisa repetir as informações na página.

4. Cuidado com os erros simples

Os erros citados acima são bastante comuns e são erros maiores, por assim dizer, mas isso não significa que você deve deixar de se preocupar com erros menores. É o caso, por exemplo, dos erros de digitação, que precisam ser evitados justamente por ser o suficiente para cair na malha.

A omissão de documentos também deve ser evitada, portanto reencha todos os documentos que você possui, inclusive Certificado de Reservista e Título de Eleitor. Caso você omita documentos, pode ficar com o CPF irregular e ter sua conta bloqueada.

A Declaração do Imposto de Renda pode ser complicada de fazer sozinho, então, por via das dúvidas, conte com uma empresa que resolve isso para você. Envie-nos uma mensagem no WhatsApp:

WhatsApp contabilidade em são paulo

FONTES: contsimples.com.br/blog/irpf-10-dicas-para-nao-errar-na-sua-declaracao

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2019/02/11/internas_economia,736628/saiba-como-nao-errar-na-declaracao-do-ir-e-assim-evitar-a-malha-fina.shtml

https://economia.uol.com.br/imposto-de-renda/noticias/redacao/2020/03/07/ir-2020-veja-dicas-para-um-principiante-entender-como-faz-a-declaracao.htm