Descubra o potencial do ecommerce: entenda o modelo de negócio e estratégias para o sucesso

O comércio eletrônico, ou ecommerce, é uma modalidade de negócio que tem crescido significativamente nos últimos anos, principalmente em virtude da pandemia e das mudanças nos hábitos de consumo dos consumidores. O modelo de negócio consiste na venda de produtos ou serviços pela internet, por meio de uma loja virtual ou plataforma de marketplace.

Para que um ecommerce tenha sucesso, é fundamental entender as estratégias e boas práticas que podem ser adotadas para atrair e fidelizar clientes, aumentar as vendas e garantir a satisfação do público-alvo. A seguir, vamos destacar algumas dessas estratégias:

  • Escolha da plataforma: esse é um dos aspectos mais importantes para o sucesso de um ecommerce. É preciso escolher uma plataforma que ofereça uma boa experiência de compra para o cliente, que seja fácil de usar e que possibilite a personalização do site.
  • Design e Usabilidade: O design e a usabilidade do site são fundamentais para atrair e manter a atenção dos visitantes. É importante que o site seja atraente, organizado e fácil de navegar, para que o cliente possa encontrar o que procura de forma rápida e intuitiva.
  • Marketing Digital: essencial para o sucesso do ecommerce, aqui é preciso criar campanhas de publicidade online, utilizar as redes sociais para divulgar produtos e serviços e investir em SEO (Search Engine Optimization) para aparecer nos primeiros resultados dos mecanismos de busca.
  • Gestão de estoque e logística: É preciso garantir que os produtos estejam sempre disponíveis, que os prazos de entrega sejam cumpridos e que os produtos cheguem em perfeitas condições aos clientes.
  • Atendimento ao cliente: Estar sempre disponível para responder dúvidas e solucionar problemas, garantindo a satisfação do cliente.
  • Análise de dados: aqui temos uma estratégia importante para avaliar o desempenho do ecommerce e identificar pontos de melhoria. Monitorar as métricas de vendas, visitas ao site, conversões, entre outros indicadores é fundamental para garantir que as estratégias adotadas estejam trazendo resultados positivos.

Vantagens do modelo de negócio de ecommerce

1.   Acesso a um público maior: aqui é possível atingir um público muito maior do que em uma loja física. A internet permite que pessoas de diferentes regiões, estados e até países possam comprar seus produtos.

2.  Baixo custo operacional: Ao contrário de uma loja física, o e-commerce não exige o pagamento de aluguel, energia elétrica e etc. Além disso, é possível trabalhar com uma equipe reduzida, economizando ainda mais financeiramente.

3.  Flexibilidade de horários: Uma loja física geralmente tem um horário de funcionamento fixo. Já o e-commerce funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. Isso significa que é possível receber pedidos a qualquer hora do dia ou da noite.

4.  Possibilidade de personalização: O e-commerce permite a experiência do cliente de acordo com suas preferências, histórico de compras e outros dados. Isso pode aumentar a fidelização dos clientes e, consequentemente, as vendas.

Desvantagens do modelo de negócio de ecommerce:

1.   Concorrência acirrada: Como o e-commerce permite que qualquer pessoa crie uma loja virtual, a concorrência é grande. É preciso investir em diferenciais para se destacar no mercado.

2.  Dependência de plataformas: Para criar uma loja virtual, é preciso contar com uma plataforma de e-commerce. Isso pode limitar a personalização e as funcionalidades da loja. Além disso, se a plataforma escolhida sair do ar ou apresentar problemas, toda a loja pode ficar prejudicada.

3.  Necessidade de investimento em tecnologia: Para oferecer uma boa experiência ao cliente, é preciso investir em tecnologia, como um site responsivo, uma boa conexão de internet e sistemas de pagamento seguros.

Fornecedores

Nesse modelo de negócio, uma das coisas mais importantes é escolher fornecedores confiáveis para trabalhar. Confira algumas dicas:

Faça sua pesquisa – pesquise online e veja o que outros varejistas estão dizendo, procure por comentários e avaliações, especialmente em sites de comércio eletrônico e em fóruns da indústria.

Peça referências – se você conhece outros varejistas que trabalham com fornecedores semelhantes aos que você está procurando, pergunte a eles se podem recomendar alguém. Isso pode ajudar a reduzir sua pesquisa e lhe dar uma visão mais precisa da qualidade do serviço que você pode esperar.

Verifique a qualidade dos produtos – peça amostras ou compre um pequeno lote de produtos para testar antes de fazer um grande pedido.

Considere o preço – certifique-se de que os preços sejam justos e competitivos em relação a outros fornecedores do mercado.

Verifique a capacidade de produção e entrega – é importante verificar se eles têm capacidade para lidar com pedidos grandes e se possuem logística para entregá-los no tempo desejado.

Analise as políticas de devolução e reembolso – veja se os fornecedores ofereçam políticas flexíveis de devolução e reembolso, caso algo dê errado com a entrega ou a qualidade dos produtos.

Estratégias de marketing

Para impulsionar as vendas em um negócio de ecommerce, é preciso ter uma estratégia de marketing bem definida e focada em atrair e fidelizar clientes. Algumas estratégias eficazes incluem:

Marketing de Conteúdo: criando conteúdo relevante e interessante para o público-alvo.

SEO: otimizando o site e o conteúdo para aparecer nos primeiros resultados dos mecanismos de busca.

Campanhas de e-mail marketing: enviando e-mails personalizados para os clientes com promoções e ofertas exclusivas.

Publicidade paga: investindo em anúncios pagos nas redes sociais e em sites relevantes para o público-alvo.

Programa de afiliados: incentivando outros sites e influenciadores a promoverem seus produtos em troca de comissões.

Tendências e novidades

O mercado tem se tornado cada vez mais competitivo e exigente, com novas tendências e tecnologias surgindo a todo momento. As novidades contemplam:

Realidade aumentada: permitindo que os clientes visualizem produtos em suas próprias casas antes de comprá-los.

Chatbots: oferecendo atendimento automatizado e personalizado para os clientes.

Vendas sociais: possibilitando que os clientes comprem produtos diretamente em plataformas de mídia social.

Entregas no mesmo dia: atendendo à crescente demanda por entregas rápidas e eficientes.

Sustentabilidade: dando ênfase à responsabilidade social e ambiental, com produtos e embalagens mais sustentáveis.

Para se preparar para o futuro do ecommerce, as empresas devem estar sempre atualizadas com as novas tecnologias e tendências, e serem flexíveis o suficiente para se adaptar rapidamente às mudanças do mercado. É fundamental manter o foco no cliente, oferecendo uma experiência excepcional de compra e investindo em diferenciais que possam garantir a fidelização dos clientes.

4 tendências para o e-commerce em 2023 e como aproveitá-las

Como grande parte dos gestores de e-commerces e lojas virtuais já sabe, a pandemia do Covid-19 impulsionou o comércio online. Para além disso, os dados dos últimos dois anos mostram que o mercado se consolidou e a tendência é que o comércio online se torna ainda mais forte nos próximos anos.

9 em cada 10 brasileiros já tem o hábito de fazer compras online. 57% fazem compras ou pagamentos online com frequência, mas esse número cresce para 86,3% quando somamos as pessoas que alegam fazer compras online às vezes.

Quer saber onde investir e como agradar o público-alvo em 2023? Esteja sempre atento às tendências, pois é por meio delas que entendemos as mudanças de comportamento do consumidor e como podemos aproveitá-las. A Brasct é um escritório de contabilidade especializado em e-commerces que está sempre se atualizando com o intuito de propor melhorias para os clientes e para a própria empresa.

Por isso, preparamos esse artigo. Leia até o final para saber 4 das principais tendências para 2023 e como aproveitá-las, ficando à frente no mercado.

Cada vez mais os consumidores buscam por experiências que lhes tragam facilidade e agilidade. A operação omnichannel é uma estratégia que busca trazer essa comodidade e facilidade ao cliente por meio da integração dos canais de comunicação da empresa.

Estratégia omnichannel

O conceito omnichannel começou a ser utilizado nos EUA em 2011 e significa “todos os canais”. “Omni” tem a origem do latim, com o sentido de “todo”, “tudo” ou “total”, e channel é de origem inglesa e significa “canal”.

No que diz respeito à estratégia omnichannel, quando nos referimos aos canais de comunicação de uma empresa estamos falando da integração entre os canais de venda, de atendimento ao cliente ou de marketing.

As empresas que adotam a estratégia omnichannel conseguem oferecer ao cliente uma experiência contínua, independente do canal que ele está utilizando naquele momento. Na prática, isso significa que o cliente consegue comprar um item pela internet e retirar na loja física ou num centro de distribuição, ou que o cliente pode, por exemplo, começar um atendimento pelo chat e continuar pelo telefone.

Para oferecer esse diferencial para o consumidor, é preciso que os diferentes setores da empresa tenham uma boa comunicação e que os dados e as informações dos clientes estejam bem armazenados e organizados, por meio de um bom ERP  (Sistema de Gestão Integrado), por exemplo. 

Online shopping abstract concept illustration

Mobile commerce

Um dos comportamentos que tem mudado entre os consumidores é a preferência pelos smartphones. Apesar de muitos clientes ainda preferirem concretizar a compra no desktop, durante a etapa de pesquisa pelo produto ou serviço grande parte dos acessos é feita nos smartphones.

Em outubro de 2022 mais de 75% dos acessos a e-commerces foram feitos a partir de um smartphone. A tendência é que esses números cresçam com a expansão da internet móvel e rápida no Brasil.

Por isso, é muito importante que os gestores de e-commerces e de lojas virtuais invistam em websites de fácil navegação para celulares. Para aproveitar essa tendência é preciso que as páginas carreguem rapidamente, os menus estejam adaptados para celulares, bem como as imagens, os canais de interação e outras ferramentas.

Uma forma ainda mais efetiva de aproveitar essa tendência é ter um aplicativo próprio.

Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial tem auxiliado diversos setores e, da mesma forma, também traz novidades para os e-commerces e lojas virtuais. A Inteligência Artificial permite que as máquinas sejam capazes de aprender comportamentos, reconhecer padrões, analisar possibilidades e apresentar soluções.

A Inteligência Artificial tem ganhado destaque nos e-commerces pois permite que o site seja personalizado de acordo com o perfil do cliente, incluindo preferências, necessidades, gostos, etc.

O Carrefour é uma das empresas que começou a usar Inteligência Artificial em 2020 e já observou um expressivo crescimento nas vendas. 

Um dos objetivos do uso de Inteligência Artificial em e-commerces é tornar o site mais atrativo e intuitivo para o cliente, de acordo com o seu perfil. Além é possível simplificar o processo de compra pensando no comportamento de cada usuário. 

Outro fator a ter em conta são os resultados de pesquisas. Como a análise dos dados é feita pelo próprio computador é possível poupar tempo e ter resultados muito mais rápidos. 

Existem várias formas de aplicar a Inteligência Artificial nos e-commerces, entre elas estão: busca inteligente, automação de armazéns, recomendações personalizadas, precificação dinâmica e chatbots (atendimentos por robôs).

Personalização

Dando continuidade ao que foi falado sobre Inteligência Artificial e o seu potencial para tonar o site personalizado, a personalização é um fator importante para a experiência do consumidor. Embora 80% dos consumidores seja cauteloso quanto ao compartilhamento de dados pessoais, eles ainda esperam experiências personalizadas.

A personalização é uma forma de oferecer ao potencial cliente produtos nos quais ele esteja realmente interessado. Essa é uma estratégia que aposta na exclusividade e na individualidade.

Boas parcerias para o seu e-commerce

Uma das formas de aproveitas as tendências do mercado para e-commerces e lojas virtuais em 2023 é fazer parcerias que permitam que a sua empresa possa crescer com qualidade e consistência.

No que diz respeito às questões financeiras e de contabilidade é importante contar com um escritório de contabilidade que possua conhecimento específico para e-commerces, como a Brasct. Além de oferecer soluções contábeis, a Brasct também faz a Gestão Fiscal e de Departamento Pessoal, com um time de especialistas em diversas áreas. 

Prestamos consultoria especializada em Planejamento Tributário, Regimes Especiais Tributários especialmente para e-commerce, Contencioso Tributário, Consultoria Tributária, Recuperação de Créditos Tributários, Direito Aduaneiro.

A Brasct é um escritório de contabilidade que auxilia empresas em todo o Brasil e que apresenta soluções para descomplicar o processo de vendas online, trazendo maior segurança e comodidade para você e para seu e-commerce.

Benefícios fiscais para e-commerces: o que são e como conseguir

O número de lojas online cresce à cada dia. Torna-se cada vez mais interessante, e até necessário, que o empreendedor que gere ou deseja gerir um e-commerce tenha conhecimento de ferramentas que podem reduzir custos sem prejudicar a qualidade e a entrega de produtos ou serviços.

Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em 2020 foram abertas cerca de 150 mil novas lojas virtuais no Brasil entre abril e setembro de 2020. A associação estima que 20,2 milhões de consumidores fizeram sua primeira compra pela Internet também no ano de 2020. 

Acredita-se que esses números sejam reflexo da pandemia do coronavírus, mas, ainda segundo a ABComm essa necessidade de comprar online durante a pandemia contribuiu para uma mudança de hábitos de consumo dos brasileiros e a tendência é a consolidação do mercado.

Pensando nisso, a Brasct preparou algumas informações sobre os benefícios fiscais para e-commerces. Alguns estados possuem incentivos fiscais para lojas virtuais e nesse texto vamos falar um pouco sobre como conseguir esses benefícios. 

Além disso, é essencial cuidar bem da contabilidade da empresa. O e-commerce ou loja virtual é um negócio e precisa ser gerido com uma empresa, ou seja, há obrigações fiscais que precisam ser seguidas para não pagar multas e estar sempre em dia com o Fisco. Outro ponto importante a ser levado em consideração é que, com uma boa contabilidade, a empresa não paga mais tributos que o necessário e o gestor tem a tranquilidade necessária para cuidar de outras demandas da empresa.

Benefícios fiscais para e-commerces em Santa Catarina (TTD)

O estado de Santa Catarina oferece para as lojas virtuais ou e-commerces o chamado TTD (Tratamento Tributário Diferenciado) do e-commerce. Esse regime especial de benefícios e incentivos fiscais foi instituído em Santa Catarina com o intuito de incentivar a atividade do e-commerce.

De forma resumida, o incentivo fiscal do TTD consiste em oferecer crédito presumido em substituição aos créditos efetivos de ICMS. 

O crédito presumido é calculado sobre o valor do ICMS devido e aplica-se para as operações interestaduais de venda direta a consumidor não contribuinte do imposto. As vendas precisam ter sido realizadas pela internet ou através do serviços de telemarketing. Lembrando que o incentivo fiscal é válido apenas para vendas a outros estados.

Em outras palavras, o percentual de crédito é aplicado diretamente sobre o valor do imposto destacado nas notas fiscais e varia de acordo com as alíquotas de cada operação, dessa forma: 

Destaque do ICMSCrédito presumidoTributação efetivaGanho
4%75%1%3%
7%71,43%2%5%
12%83,33%2%10%

Na prática, o que acontece é: quando o destaque do ICMS é de 4%, o crédito presumido sobre o valor do impostao é de 75%. Portanto, ao invés de 4% a tributação efetiva será de apenas 1%; ou seja, o crédito concedido como benefício ao e-commerce é de 3% do valor do imposto.

Entretanto, para usufruir desses incentivos existem algumas regras e restrições. A empresa não pode ser optante do Simples Nacional e, se optar por esse crédito, a empresa deve permanecer nessa sistemática por período não inferior a 12 (doze) meses. 

Além disso, o benefício fiscal não pode ser utilizado com outros benefícios previstos na legislação. Outro ponto a considerar é que, sobre as alíquotas efetivas, existe um acréscimo de 0,4% que é destinado ao Fundo do Estado de Santa Catarina.

Como solicitar o TTD?

Antes de se beneficiar, o e-commerce precisa fazer o registro. A solicitação é feita por meio do ambiente eletrônico do Sistema de Administração Tributária (S@T), e pode ser feito pelo contador ou pelo contribuinte. 

Benefícios fiscais para vendas online no Espírito Santo

No estado do Espírito Santo existe o COMPETE-ES, criado com o intuito de tornar o estado mais competitivo no cenário nacional. O COMPETE engloba incentivos fiscais não só para e-commerces e lojas virtuais como também para outros setores.

No caso das lojas virtuais, com o COMPETE o dono do e-commerce obtém um desconto de aproximadamente 80% no pagamento de ICMS. Os benefícios fiscais são:

I – 5% nas operações com carga tributária de 25%;

II – 3,5% nas operações com carga tributária de 17%;

III – 2%, nas operações com carga tributária inferior 17%;

Assim como os benefícios para Santa Catarina, no caso do COMPETE o lojista também não pode ser optante do Simples Nacional. 

Como aderir ao COMPETE-ES?

O contribuinte precisará assinar um termo de adesão; entregar autoavaliação da gestão; e aplicar 0,2% de suas operações interestaduais em iniciativas fiscais. Vale lembrar que, além disso, o termo de adesão ao contrato deve ser atualizado uma vez por ano, até o mês de maio.

Incentivos fiscais para e-commerces em Tocantins

Tocantins também possui incentivos para fomentar os negócios, promover o comércio e gerar empregos.

Em Tocantins a alíquota é de 1% de ICMS sobre o valor das vendas para outros estados, pela Internet ou por correspondência. No caso da importação de produtos do exterior para revenda a alíquota é de 2%.

O contribuinte que deseja aderir a esse benefício deve encaminhar os documentos da empresa, a Carta Consulta e o projeto de viabilidade econômico-financeira. Além disso é necessário formalizar o Termo de Acordo de Regime Especial (TARE).

Benefícios fiscais para e-commerce em outros estados e como solicitar

Outros estados, como Bahia e Minas Gerais, também possuem incentivos fiscais interessantes para e-commerces e lojas virtuais. 

Um escritório de contabilidade experiente e bem preparado, como a Brasct, está sempre atento à esses benefícios para garantir que seus clientes paguem menos impostos. 

Ainda não é nosso cliente e quer saber se o seu e-commerce está pagando mais impostos do que deveria? Entre em contato conosco. A Brasct é um escritório de contabilidade com mais de 40 anos de mercado. Somos especializados em e-commerces e possuímos parceiros em todo o Brasil.

ICMS no E-commerce: Aprenda a calcular os impostos da sua loja virtual

Assim como uma loja física, uma loja virtual também precisa pagar impostos e manter-se em dia com o Fisco. Os tributos de um e-commerce devem ser calculados e devidamente pagos para garantir que o seu negócio se mantenha na legalidade.

Um dos principais tributos empregados no Brasil é o ICMS, e ele costuma ser ainda mais importante para as lojas virtuais, pois trata-se do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Mas se você ainda não sabe como pagar o ICMS e como o ICMS funciona, acompanhe esse artigo pois vamos explicar.

O que é o ICMS?

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um tributo estadual que incide sobre vários tipos de produtos e serviços. Para além, o fornecimento de água e luz também inclui esse imposto.

O ICMS é repassado ao consumidor no preço final das mercadorias ou dos serviços, portanto ele é cobrado do consumidor de forma indireta. Quando você compra um produto ou um serviço o valor do ICMS já está adicionado ao preço.

Esse tributo também é aplicado para mercadorias que vêm do exterior.

Como empreendedor, é importante compreender que a venda é o fato gerador do ICMS, portanto o ICMS é cobrado quando a titularidade do bem ou serviço passa para o comprador. Em outras palavras, o ICMS só é cobrado quando ocorre a venda. 

Qual é o valor do ICMS?

De início, O ICMS pode parecer um imposto difícil de calcular pois a alíquota varia de acordo com o estado, operação, regime tributário da empresa e por produto. 

Além disso, como trata-se de um imposto estadual, as regras do ICMS também variam de acordo com o estado. Os estados podem determinar benefícios como isenções, reduções de base, etc. A alíquota também pode variar de acordo a essencialidade do produto. Bens essenciais, como arroz e feijão, pagam menos ICMS que produtos como bebidas alcóolicas e cigarros.

Portanto, o primeiro passo é considerar o regime tributário da empresa, pois o ICMS é recolhido de maneira muito mais simplificada para as empresas optantes do Simples Nacional.

Quanto se paga de ICMS no Simples Nacional?

Para as empresas que se enquadram no Simples Nacional a alíquota do ICMS é padronizada pela Lei Complementar 123/2006 .

A partir desta Lei é possível ter acesso às tabelas de ICMS para comércio e indústrias. 

Lembrando que o recolhimento do ICMS para as empresas optantes do Simples Nacional também é mais fácil, pois o ICMS está incluído no DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), junto com outros tributos.

Vale ressaltar que as empresas enquadradas no Simples Nacional não devem recolher o DIFAL (Diferencial de Alíquota do ICMS), sobre o qual vamos explicar mais adiante. Essa mudança foi aplicada em 2016 e caso ocorra a cobrança indevida dessa alíquota, o empreendedor pode procurar a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) para corrigir essa situação.  

Como calcular o ICMS em operações no próprio estado?

Para as empresas que optaram pelo Lucro Real ou Lucro Presumido, o primeiro passo para calcular o ICMS é determinar se a operação será realizada dentro da mesma Unidade Federativa ou se a venda é interestadual.

Se a venda será realizada dentro do estado de operação da empresa, então é preciso saber qual é a alíquota praticada no estado. Nesse caso a fórmula é simples, basta múltiplicar o preço do produto ou do serviço pela alíquota praticada.

No estado de São Paulo a alíquota básica é 18%. Essa é a alíquota aplicada para a maioria dos produtos. Portanto, se um produto custa R$100,00 e sobre ele incide uma alíquota de 18%, o valor do ICMS é R$18,00 e o preço final repassado ao consumidor é R$118,00.

Como calcular o ICMS em operações interestaduais?

Para as operações interestaduais é aplicado o DIFAL. O DIFAL é o Diferencial de Alíquota do ICMS, criado para que o recolhimento do ICMS fosse feito de maneira mais justa entre os estados.

Um dos pricipais motivadores da mudança do DIFAL em 2015 foi justamente as vendas pela Internet, pois com o aumento das lojas online o que acontecia era que alguns estados estavam arrecadando muito mais impostos que outros. 

Antes de 2015 a arrecadação do ICMS era destinada apenas ao estado de origem do produto ou do serviço. O que acontecia era que os estados em que os produtos eram mais baratos concentravam as vendas e, consequentemente, também a arrecadação do ICMS, gerando uma concentração de renda ainda maior.

Com a implementação do DIFAL reduziu-se a desigualdade na arrecadação. Essa mudança no DIFAL foi feita gradualmente ao longo dos anos. Sendo que em 2015 o estado de origem ficava com 80% da arrecadação, em 2016 esse valor passou para 60% e em 2017 para 40%. Em 2018, 20% destinava-se ao estado de origem e 80% ao estado de destino. Em 2019 o valor passou a ser integralmente destinado ao estado de destino. 

Como pagar o ICMS?

Empresas do Simples

O ICMS é recolhido mensalmente por meio do DAS.

Empresas do Lucro Real ou Lucro Presumido

Para fazer o recolhimento do ICMS a empresa deve estar cadastrada na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). No momento do cadastro, a empresa receberá a Inscrição Estadual (IE). É através da Sefaz que a empresa pode gerar as guias de recolhimento do ICMS.

Mais uma vez, como o ICMS é de responsabilidade do estado, os documentos exigidos e o procedimento para fazer a Inscrição Estadual podem variar para cada UF.

Além disso, se a empresa realizou transações interestaduais, o pagamento deve ser feito com a GNRE (Guia Nacional de Recolhimento Estadual).

ICMS e o papel do escritório de contabilidade

Ocorreram várias mudanças no Brasil no que diz respeito ao pagamento do ICMS, seja no valor das alíquotas, prazos ou formas de recolhimento. O escritório de contabilidade tem o importante papel de garantir que a empresa esteja em dia com o Fisco e sem pagar mais impostos que o devido. 

A Brasct é um escritório de contabilidade com mais de 48 anos de experiência. Somos especialistas em tributação para e-commerces e estamos sempre atentos às mudanças, cuidando da saúde financeira dos nossos clientes.

Controle e emissão de notas fiscais para e-commerce: os 5 principais erros

No que diz respeito à emissão de notas fiscais, um e-commerce é muito parecido à uma loja física, ou seja, são necessários procedimentos e cuidados para garantir que o negócio esteja em dia com o Fisco. 

É comum que alguns empreendedores, especialmente aqueles que estão iniciando no mundo dos negócios, acreditem que não há problemas em manter a venda de produtos na informalidade. Esse é um erro grave! 

Se você também está começando o seu e-commerce fique atento e confira algumas das nossas dicas para estar dentro da legalidade e evitar transtornos. Nesse artigo vamos falar sobre o controle e emissão de notas fiscais para e-commerce e o que você deve fazer para manter tudo em dia.

O que é a Nota Fiscal e para que ela serve no e-commerce?

Toda empresa é obrigada a enviar para os órgãos públicos informações relativas ao seu faturamento.  A Nota Fiscal é um documento oficial que registra uma venda realizada pela sua empresa. Sempre que o seu negócio receber um pagamento de um cliente será necessário emitir uma Nota Fiscal. 

Portanto, a Nota Fiscal comprova que houve uma troca comercial, oficializando as transações realizadas. Também é através dela que o escritório de contabilidade poderá apurar a cobrança de impostos que devem ser pagos.

No caso de uma fiscalização da Receita Federal por exemplo, será necessário apresentar as Notas Fiscais emitidas. Outro ponto muito importante é a garantia concedida ao comprador, pois é a Nota Fiscal que comprova que o cliente realmente pagou por aquele produto. 

Além disso, o controle das Notas Fiscais é um importante aliado na gestão financeira de qualquer negócio.

Agora que você já entendeu porque a emissão de Nota Fiscal é tão importante para o e-commerce, vamos falar sobre os erros que o seu negócio não deve cometer.

1º: Não emitir Nota Fiscal

Parece um pouco óbvio que a Nota Fiscal deve ser emitida, mas infelizmente muitos empreendedores cometem esse erro grave na tentativa de pagar menos impostos. Não emitir Nota Fiscal é crime e, além de multa, pode resultar em reclusão.

Outro ponto importante a considerar é a imagem do negócio perante o cliente. Os e-commerces que emitem Nota Fiscal corretamente dão mais segurança e credibilidade ao comprador.

2º: Confundir a Nota Fiscal com o DANFE

Se você ainda está iniciando no mundo dos negócios não se preocupe, pois essa é uma dúvida muito comum: Qual a diferença entre o DANFE e a Nota Fiscal?

Primeiro, é preciso compreender que esses documentos tem finalidades diferentes: DANFE é a abreviação de Documento Auxiliar de Nota Fiscal Eletrônica. Como o próprio nome já diz, ele é um documento complementar e apenas apresenta, de forma resumida, as principais informações da Nota Fiscal:

  • Chave de acesso
  • Endereço do remetente
  • Nome e CNPJ do emitente
  • Valor e quantidade do produto

Normalmente, no e-commerce o DANFE é enviado junto com o produto para o cliente, mas ele não substitui a Nota Fiscal. O DANFE não possui validade jurídica, por isso, nesses casos, a Nota Fiscal ainda precisa ser enviada para o cliente eletronicamente.

3º: Não saber qual o tipo de Nota Fiscal que deve emitir

“Que tipo de Nota Fiscal devo emitir no meu e-commerce?” 

Essa é outra dúvida comum dos nossos clientes quando começam a vender online ou estão fazendo o processo de abertura de empresa. Não se preocupe! A Brasct é expert em e-commerces e sabemos tudo que é necessário para garantir que o seu negócio funcione dentro da lei! 

Existe um tipo de Nota Fiscal específico para cada situação, portanto, pode ser que o seu e-commerce emita mais de um tipo. Fazer a emissão corretamente garante que você não pague nem mais e nem menos impostos do que é devido. Os principais tipos de Nota Fiscal para e-commerce são:

Nota Fiscal Eletrônica de Produtos ou Mercadorias (NF-e): 

Quando efetuar a venda de produtos que sejam bens físicos ou tangíveis no seu e-commerce.

Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e): 

Esse é o documento que registra a prestação de um serviço, seja entre empresas ou entre uma empresa e uma pessoa física.

Conhecimento de Transporte Eletrônico (CT-e): 

Emitida para transporte de cargas por via rodoviária, ferroviária, aérea ou fluvial. Essa Nota Fiscal é importante para conferir as alíquotas do ICMS de transportes interestaduais.

4º: Não armazenar as Notas Fiscais com cuidado

Sabia que os órgãos fiscalizadores podem exigir a apresentação de documentos fiscais por um período de até cinco anos? Para garantir o armazenamento adequado e o controle desses documentos o que mais indicamos é a utilização de um bom ERP.

Além de auxiliar no controle e armazenamento dos documentos fiscais, um software específico para e-commerces também fará a emissão da Nota Fiscal, reduzindo assim a probabilidade de erros. 

No último artigo falamos um pouco sobre uma plataforma excelente para e-commerces, com planos muito econômicos: o Bling (link)

5º: Não ter atenção às principais siglas presentes nas Notas Fiscais

Você não precisa entender tudo de contabilidade, especialmente quando confia em um bom escritório de contabilidade, que cuida de tudo para você, como a Brasct. Entretanto, como gestor é sempre bom saber os principais termos e assim não cometer erros quando precisar fazer a emissão de uma Nota Fiscal no seu e-commerce.

Abaixo seguem os principais exemplos de siglas que você vai encontrar nas Notas Fiscais:

CFOP (Código Fiscal de Operações e Prestações): utilizada para identificar a circulação de produtos no país e, assim, saber quais impostos recolher. 

O primeiro determina o local do destinatário:

  1. entrada e/ aquisição de serviços do estado;
  2. entrada e/ aquisição de serviços de outras unidades federativas;
  3. entrada e/ aquisição de serviços de fora do país;
  4. saídas ou prestação de serviços para o estado;
  5. saídas ou prestação de serviços para outros estados;
  6. saídas ou prestação de serviços para o exterior.

NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul): código composto por 8 dígitos, utilizado para identificar mercadorias comercializadas entre Brasil, Paraguai, Uruguai, Argentina.

CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas): código nacional que identifica a atividade econômica de uma empresa. 

Na Brasct nós falamos muito sobre a importância de escolher corretamente o CNAE no momento de abrir empresa.

A Brasct é um escritório de contabilidade com mais de 48 anos de experiência. Além disso, trabalhamos com uma equipe muito empenhada, que é especialista em e-commerces e negócios digitais. Entre em contato conosco e saiba como podemos ajudá-lo!


Controle e emissão de notas fiscais para e-commerce: os 5 principais erros


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3 tendências em alta para o mercado online de autopeças


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Como funciona a tributação e o pagamento de impostos numa loja virtual?


Como funciona a tributação e o pagamento de impostos numa loja virtual?



Live commerce: tendência para sua loja virtual vender mais

O live commerce é o futuro das compras online. Ele é considerado a maior tendência atual do comércio eletrônico brasileiro. Também chamado de live shop, funciona de forma parecida com os canais de televendas, no estilo Shoptime.

A China foi o primeiro país a utilizar essa estratégia, e hoje 37,4% das vendas do comércio eletrônico chinês já funcionam com live commerce. Essa novidade pode aumentar em até 10 vezes o engajamento e a taxa de conversão, segundo o B2W Marketplace. Além disso, ela também permite a captação de leads.

Se você ainda não conhecia essa ideia ou se já havia ouvido falar, mas estava em dúvida sobre como aplicá-la, este texto vai ajudar muito no crescimento do seu e-commerce. Confira tudo sobre essa tendência para sua loja virtual vender mais.

O que é o live commerce?

O live commerce é a divulgação e venda de produtos online ao vivo. O vendedor apresenta o produto em detalhes, faz demonstrações de uso e tira dúvidas. Devem ser oferecidas promoções que valem apenas durante a live. Além de vendas diretas, ele também promove divulgação. Assim, pode até ser que uma pessoa não compre durante a live, mas fique conhecendo o produto e volte para comprar depois.

Além de fins comerciais, também tem características de entretenimento e gamificação. Pode contar com um convidado, como um influenciador digital, para gerar maior engajamento. Tem intensão não só de vender, mas também de criar relação com o público. Além de divulgar os produtos, é possível dar dicas e fazer comentários sobre o setor em que a loja trabalha.

Como fazer uma live?

O live commerce pode ser feito nas mídias sociais, em plataformas de streaming ou em marketplaces que já oferecem essa opção. As lives costumam ter, em média, 1h de duração. Para ser mais efetivo, o live commerce demanda investimentos em equipamentos, cenário, Internet, convidados, etc.

Você deve fazer o máximo possível para atrair as pessoas para a live. Portanto, pense em benefícios exclusivos que elas podem ter ao acompanhar a sua transmissão. Isso pode incluir, por exemplo, o sorteio de brindes ou o oferecimento de descontos nas próximas compras para quem se cadastrar durante a live.

É importante mostrar proximidade com as pessoas que estão assistindo. Para isso, leia os comentários delas e fale os seus nomes. Faça perguntas para cada uma. Isso vai incentivar que outras pessoas também queiram interagir. Também faça perguntas gerais, enquetes, para que várias pessoas respondam e você possa ir lendo enquanto isso.

Essas são algumas estratégias para fazer uma boa live:

  • Prepare um bom roteiro para não depender só do improviso. Seja criativo.
  • O apresentador deve ser carismático, didático e ficar à vontade com a câmera.
  • Crie um cenário atraente e com boa iluminação.
  • Faça uma boa divulgação com antecedência, dizendo que sorteios e promoções irão acontecer.
  • Relembre os seguidores sobre a live pouco tempo antes de ela começar.

Concretizando as vendas

É importante se preocupar com a logística das vendas. Se os clientes forem comprar na plataforma automática do seu e-commerce, você pode oferecer um cupom de desconto valendo apenas pelo período da live. Mas outra opção é realizar as vendas de forma direta, o que é mais compatível com as lives feitas em mídias sociais.

Nesse caso, é preciso ter colaboradores preparados para atender rapidamente as pessoas pelo WhatsApp da loja ou por mensagens diretas na rede social. Também é dessa foram que você pode cadastrar pessoas para sorteios, por exemplo. Você pode dar um número sequencial para cada pessoa que quiser participar e depois sortear um deles.

O atendimento individualizado é importante porque fica muito confuso acompanhar as mensagens de todas as pessoas apenas pelos comentários da live. Os comentários podem ser usados para que as primeiras pessoas que comentarem tenham um desconto especial, por exemplo. Mas depois é importante pedir para que cada uma entre em contato individualmente para acertar os detalhes.

Essa parte das vendas, dos sorteios e dos descontos tem que funcionar muito bem, senão as pessoas vão ficar frustradas, comentar negativamente e não vão querer mais participar das próximas livres. Então lembre-se que você não deve se preocupar apenas com a apresentação.

Conte com os melhores parceiros para o seu e-commerce

Agora que você já sabe o que é o live commerce e como ele é uma tendência para sua loja virtual vender mais, o seu negócio tem tudo para estar um passo à frente no mercado. Mas não adianta estar conectado com as novas estratégias do e-commerce se você não trabalhar com quem te dá todo o suporte necessário.

A Brasct é um escritório de contabilidade em São Paulo especializado em estratégias para e-commerce. Ela está sempre atenta às tendências e preparada para atender às atuais necessidades dos clientes. Conheça a Brasct!


Live commerce: tendência para sua loja virtual vender mais


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5 estratégias eficientes e com menos complexidade operacional para sua loja online


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E-commerce: 16 fatores que influenciam na escolha do consumidor


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Shopee: nova taxa para vendedores CPF

A Shopee continua restringindo as possibilidades de venda com CPF na plataforma. Apesar de ser possível vender tanto com CNPJ quanto com CPF na Shopee, esse marketplace tem feito mudanças para incentivar os vendedores CPF a migrarem para o regime CNPJ.

Esse não é um movimento único da Shopee, muitos marketplaces não aceitam vendas por CNPJ, enquanto outros têm estabelecido restrições semelhantes, como o Mercado Livre, por exemplo. Acompanhe abaixo tudo o que você precisa saber sobre a nova taxa para vendedores CPF na Shopee.

O que muda para os vendedores CPF na Shopee?

No dia 1 de fevereiro de 2022, a Shopee começou a cobrar uma taxa adicional de R$ 3 para cada produto vendido por vendedores CPF que possuem grande volume de vendas. Recentemente, em 1 de junho de 2022, esse valor ficou ainda maior.

Os vendedores CPF que tiverem emitido mais de 900 produtos nos últimos três meses (média de 10 produtos por dia) passaram a ter que pagar R$ 5 de taxa por produto vendido, ao invés dos R$ 3 que estavam sendo cobrados anteriormente. Para os casos de produtos abaixo de R$ 10, a taxa estabelecida é a de metade do valor do item.

Além dessa taxa, ainda continua sendo necessário pagar uma comissão de 12% sobre o preço de cada produto. Portanto, se for vendido 1 item de R$ 100, o vendedor terá que pagar R$ 5 de taxa e R$ 12 de comissão, totalizando R$ 17.

Mas se forem vendidos 4 produtos de R$ 25 cada (totalizando R$ 100), o vendedor terá que pagar R$ 20 de taxa (4 x R$ 5) e R$ 12 de comissão (4 x R$ 3), totalizando R$ 32. Mesmo que o volume de vendas diminua posteriormente, essas taxas continuarão sendo cobradas.

Além disso, vendedores que têm faturamento anual superior a R$ 81 mil passaram a ter obrigação de emitir nota fiscal e, portanto, precisarão ter CNPJ.

Processo de migração para CNPJ 

As alterações foram apenas para vendedores CPF. Para os que vendem com CNPJ, as regras continuam as mesmas. Isso quer dizer que os vendedores CNPJ continuam não tendo que pagar uma taxa fixa por produto vendido, devendo arcar apenas com a comissão de 12%. Isso torna o regime CNPJ muito mais vantajoso para quem tem grande volume de vendas.

Os vendedores CPF podem evitar as novas taxas migrando para o regime CNPJ. A mudança de status ocorre em até 7 dias úteis. O processo de migração para CNPJ garante também o acesso ao sistema logístico da Shopee. Com isso, o vendedor pode enviar os produtos através de transportadoras parceiras.

Quem pretende continuar vendendo com CPF, terá que aumentar o valor dos produtos se quiser continuar tendo a mesma margem de lucro. Isso faz com que os itens de vendedores CPF sejam menos competitivos do que os de vendedores CNPJ.

Quem for abrir um CNPJ pode fazer isso de forma descomplicada através do regime MEI (Microempreendedor Individual), mas apenas se o faturamento anual for de até R$ 81 mil. Caso contrário, é preciso abrir uma ME (Microempresa) ou EPP (Empresa de Pequeno Porte).

Qual o motivo das mudanças

O principal motivo para que a Shopee e outros marketplaces, como o Mercado Livre, restrinjam as possibilidades de vender com CPF em suas plataformas é a tentava de garantir mais segurança jurídica.

Os órgãos de fiscalização governamental têm intensificado a supervisão das atividades em marketplaces. Além das questões tributárias, a venda com CNPJ torna mais clara a procedência das mercadorias.

Outro motivo é incentivar os vendedores a usarem o sistema de logística da Shopee. Para utilizar os serviços das transportadoras parceiras, é preciso emitir nota fiscal. Portanto, é preciso que o vendedor seja CNPJ.

A obrigação de emitir nota fiscal para quem fatura mais de 81 mil por mês se deve ao fato de que esse é o limite de faturamento para o enquadramento MEI. A questão é que o MEI não é obrigado a emitir nota fiscal quando vende para pessoa física, mas quem tem faturamento superior a esse limite é obrigado a fazer a emissão.

Conte com ajuda especializada para fazer a migração

O cerco contra a utilização de CPF nos marketplaces está cada vez maior. É por isso que a Shopee resolveu adotar essa nova taxa para vendedores CPF. Para evitar dores de cabeça, recomendamos que você faça já sua migração para CNPJ.

A Brasct é um escritório de contabilidade em São Paulo especializado em e-commerce e vendas por marketplaces. Conte com uma assistência especializada no tipo de negócio da sua empresa para fazer essa migração. Clique aqui.


Shopee: nova taxa para vendedores CPF


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Por que o ERP é a ferramenta mais importante para o e-commerce?


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7 maiores marketplaces do Brasil 2022: como vender neles?

As vendas pela Internet têm se tornado uma tendência cada vez maior no mercado brasileiro. Por isso, se você ainda não faz vendas online, pode estar perdendo uma grande oportunidade. Mas, quando falamos nesse tema, é comum que muitos empreendedores não saibam nem por onde começar. Por isso, vamos te dar todas as dicas a seguir.

As vendas online costumam acontecer de duas formas: através de e-commerces ou de marketplaces. Os e-commerces são lojas virtuais próprias de cada empresa. Os marketplaces, por outro lado, são como shoppings virtuais, nos quais você encontra uma diversidade de produtos de diferentes vendedores.

Criar uma loja virtual própria exige mais investimento e estratégias de marketing para atrair clientes. Por isso, os marketplaces são a forma mais fácil e eficiente de entrar no mercado online. Neste artigo, vamos te explicar como vender nos 7 maiores marketplaces do Brasil em 2022. Acompanhe a lista abaixo:

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1. Mercado Livre

O Mercado Livre é amplamente reconhecimento como o maior marketplace do Brasil. O sucesso da plataforma é tão grande que, em 2020, ela superou a Vale, se tornando a empresa mais valiosa da América Latina. A plataforma conta com mais de 300 milhões de usuários cadastrados em todo o mundo.

  • Quem pode se inscrever: É possível criar uma conta no site tanto como pessoa física (CPF) quanto como pessoa jurídica (CNPJ).
  • Quanto é cobrado: A cada produto vendido, é cobrada uma comissão que varia entre 11% e 19%, dependendo do tipo de anúncio e de produto. Há uma opção gratuita limitada para as primeiras vendas.
  • Como funciona o envio: Dependendo da reputação do vendedor, ele ganha desconto de até 50% no frete grátis. É obrigatório oferecer frete grátis nas compras acima de R$ 79.

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2. Shopee

A Shopee tem se tornado rapidamente um dos marketplaces mais populares no Brasil pela facilidade com que as compras podem ser realizadas no aplicativo e pelos preços baixos. Um grande diferencial da Shopee é oferecer 2 cupons de frete grátis por mês para os clientes, além de 3 cupons de frete grátis extras que podem ou não ser aceitos pelos vendedores cadastrados.

  • Quem pode se inscrever: É possível criar uma conta no site tanto como pessoa física (CPF) quanto como pessoa jurídica (CNPJ).
  • Quanto é cobrado: É cobrada uma comissão de 12% por produto vendido, até o máximo de R$ 100.
  • Como funciona o envio: O vendedor não paga nada pelo envio quando o comprador usa um cupom de frete grátis. Se o vendedor optar por aceitar cupons de frete grátis extras, é cobrada uma taxa adicional de 6% por produto vendido.
  • Observação: O Shopee está restringindo a quantidade de vendas que podem ser feitas por pessoas físicas. Em abril de 2022, passará a haver o limite de 100 vendas por mês para quem usa o CPF. A partir de maio, esse limite cairá para 30 vendas por mês.

Images and videos | Amazon.com, Inc. - Press Room

3. Amazon

Inicialmente voltada apenas para a comercialização de livros, a Amazon se abriu para outros segmentos, tornando-se um dos marketplaces de maior destaque. Ela é a maior empresa do mundo na atualidade, mas não tem tanta liderança do mercado brasileiro quanto tem em outros países mundo afora.

  • Quem pode se inscrever: É possível criar uma conta no site tanto como pessoa física (CPF) quanto como pessoa jurídica (CNPJ).
  • Quanto é cobrado: Há dois planos, o Profissional e o Individual. É cobrada uma taxa mensal de R$ 19 no primeiro, e uma taxa de R$ 2 por item vendido no segundo. Além dessas taxas, também é cobrada uma comissão que varia entre 8% e 20%, dependendo do tipo de produto.
  • Como funciona o envio: A Amazon entrega os produtos para os clientes, cobrando o valor integral do vendedor, que varia de acordo com o item.

Magazine Luiza Logo – Magalu Logo - PNG e Vetor - Download de Logo

4. Magazine Luiza

Partindo do sucesso da rede de lojas físicas, a apelidada Magalu se tornou uma presença muito forte no mercado online brasileiro. Destacando-se inicialmente no ramo de móveis e eletrodomésticos, nas vendas online, ela conta com a mais diversa variedade de produtos. Recentemente incorporou a Netshoes.

  • Quem pode se inscrever: Só é possível criar uma conta no site como pessoa jurídica (CNPJ). 
  • Quanto é cobrado: Para quem é MEI ou optante pelo Simples Nacional, é cobrada uma comissão de 3,99%. Para outras empresas, é cobrada uma comissão que varia entre 10% e 20%, dependendo do tipo de produto.
  • Como funciona o envio: A Magazine Luiza entrega os produtos para os clientes. É obrigatório oferecer frete grátis acima de R$ 79, sendo cobrada uma coparticipação do vendedor, que pode ser zerada se ele cumprir os prazos de entrega.
  • Observação: Existe a possibilidade de criar uma conta como “divulgador”, cadastrando-se como pessoa física (CPF). Mas ela não possibilita vender produtos próprios, apenas anunciar produtos oferecidos por empresas. Ainda assim, pode ser um bom investimento, já que, com essa modalidade, é possível ganhar uma comissão que varia entre 1% e 12%.

Onboarding

5. Via Marketplace

Via Marketplace é o novo nome do antigo Via Varejo. Esse conglomerado é composto pelas Casas Bahia, pelo Extra e pelo Ponto. Portanto, cadastrando-se nele, você tem seu produto divulgado nesses três sites. Todas essas empresas têm forte presença no mercado brasileiro a partir das suas lojas físicas, tornando-se uma forte potência quando unidas no ambiente online.

  • Quem pode se inscrever: Só é possível criar uma conta no site como pessoa jurídica (CNPJ).
  • Quanto é cobrado: É cobrada uma comissão que varia entre 18,5% e 21%, dependendo do tipo de produto.
  • Como funciona o envio: O Via Marketplace tem um sistema próprio de entregas chamado Envvias, que sai mais em conta para o vendedor.

File:Lojas Americanas Logo.svg - Wikimedia Commons

6. Americanas Marketplace

Americanas Marketplace é o nome que a B2W, dona da plataforma, tem usado atualmente. Mesmo assim, ela ainda é muito referida como B2W Marketplace. Esse conglomerado é composto pelas Americanas, pelo Submarino e pela Shoptime. Portanto, cadastrando-se nele, o vendedor tem seus produtos divulgados nesses três sites.

A Americanas, enquanto rede de lojas físicas, já trazia uma imensa variedade de produtos. Nas vendas online, ela ampliou seu alcance se juntando a esses veteranos da Internet.

  • Quem pode se inscrever: Só é possível criar uma conta no site como pessoa jurídica (CNPJ).
  • Quanto é cobrado: É cobrada uma comissão que varia entre 12% e 19% por venda, dependendo do tipo de produto. A comissão é sobre o valor do produto + o valor do frete.
  • Como funciona o envio: As entregas são feitas pelo Americanas Marketplace. O custo do frete grátis tem um desconto de 80% para os vendedores que aderirem ao programa Fulfillment.

OLX Logo - PNG and Vector - Logo Download

7. OLX

A OLX surgiu como uma espécie de classificados online, muito relacionada à venda de produtos usados. Mas o crescimento do site tem atraído cada vez mais empresas para ele.

Inicialmente, todo o processo de pagamento e envio ocorria entre o vendedor e o cliente, de forma independente da plataforma. Mas com a criação da carteira digital OLX Pay, passou a existir a possibilidade de o site intermediar esses processos.

Também é conhecida por permitir anúncios de imóveis e veículos.

  • Quem pode se inscrever: Qualquer um pode se inscrever. O cadastro no site é bastante simples, podendo ser feito até mesmo através da conta do Facebook ou do Google.
  • Quanto é cobrado: Há uma opção gratuita, que permite até 40 anúncios por mês, e o Plano Profissional, que custa a partir de R$ 59,90 por mês. É cobrada uma taxa de 10% para quem usa a OLX Pay. Caso contrário, o pagamento não é feito pela plataforma.
  • Como funciona o envio: A forma de entrega é combinada diretamente com o cliente. Mas nas compras com OLX Pay, é possível usar o serviço Entrega em Casa, pago pelo cliente.

Young asian woman entrepreneur business owner working with computer at home Premium Photo

Pronto para começar a vender online?

Deu para entender como vender nos 7 maiores marketplaces do Brasil em 2022? A BRASCT é um escritório de contabilidade em São Paulo preparado para te ajudar a dar esse passo no seu negócio. Precisa de ajuda para organizar suas vendas online? Fale com a gente!

Os melhores Cnaes para o digital

O mercado digital está em expansão e cada vez mais empreendedores migram para a Internet. Com isso, também vão surgindo dúvidas.

No processo de formalização de uma empresa, um dos pontos importantes é a definição do CNAE. Mas muitos empreendedores que atuam no mercado digital ainda têm dificuldade de saber o CNAE correto para a atividade (ou as atividades) que desempenham.

 

 

Por isso, a seguir, vamos apresentar os melhores CNAEs para o digital e para os diferentes tipos de negócios. Acompanhe:

O que é o CNAE

CNAE significa Classificação Nacional de Atividades Econômicas. É a definição da atividade-fim de uma empresa. Por isso, se ela possuir mais de uma atividade, também deve ter mais de um CNAE.

Quando falamos de atividades desempenhadas no ambiente virtual, a lista de CNAEs ainda encontra-se desatualizada. Isso torna ainda mais difícil saber com precisão qual é o CNAE mais adequado para cada atividade no mercado digital.

Além disso, ao abrir uma empresa, nem sempre é possível encontrar um CNAE perfeito para cada atividade, então o correto é escolher o mais adequado entre os disponíveis.

Vale ressaltar que não existe uma norma definitiva que ligue cada atividade digital a um CNAE de forma oficial. Portanto, o que vamos apresentar é o que tem sido considerado o melhor CNAE para cada um dos negócios digitais.

Portais e ferramentas de busca na internet

Algumas empresas possuem como atividade prover informação na internet, por meio de websites ou ferramentas de busca. Essas empresas geram e mantêm um determinado tipo de conteúdo ou uma grande base de dados para pesquisa e informação. Existem também empresas que atualizam periodicamente o conteúdo e atuam como meios de comunicação no mundo digital.

Para essas empresas o CNAE adequado é 6319-4/00 – Portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet.

Esse CNAE engloba, por exemplo, bancos de informações para pesquisa e análise; serviços de distribuição online de conteúdo; serviços de música através da internet; páginas de publicidade; páginas de entretenimento na internet, como jogos (com exceção de jogos de azar); entre outros.

E-commerce

Empresas que trabalham com a venda de produtos pela Internet, seja através de site, mídia social, aplicativo, etc., devem usar o CNAE correspondente ao tipo de produto que comercializam. Portanto, o CNAE será o mesmo utilizado por uma loja física do mesmo setor. O CNAE de uma loja virtual que vende roupas, por exemplo, é:

4781-4/00 – Comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios

Produção digital

A produção digital, também chamada de infoprodução, é a criação de produtos digitais. Nesse caso, o CNAE varia de acordo com o tipo do produto. 

  • E-book: 5811-5/00 – Edição de livros
  • Curso online para desenvolvimento profissional: 8599-6/04 -Treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial

Afiliados

Em outubro de 2021 a Receita Federal criou um CNAE específico para esta atividade:

  • 7490-1/04 – divulgação de serviços na internet (afiliados digitais), exceto por provedores de conteúdo

Anteriormente, como ainda não existia um CNAE específico, dois deles eram usados em conjunto: 7319-0/02  (Promoção de vendas) e 7319-0/03 (Marketing direto).

Posts pagos

Podemos dizer que os influenciadores digitais exercem uma atividade econômica quando fazem publicidade para determinadas marcas. Também nesse caso ainda não há um CNAE específico. O que tem sido usado é relacionado às agências de publicidade, pois a atividade é similar.

  • 7311-4/00 – Agências de publicidade

Gestão de tráfego

Gestão de tráfego é o gerenciamento dos anúncios de uma empresa visando atrair usuários. Essa atividade também é enquadrada como similar à publicitária:

Para MEI usamos:  

  • 7319-0/02 – Promoção de vendas
  • 5819-1/00 – Edição de cadastros, listas e de outros produtos gráficos

Para ME usamos:

  • 7319-0/03 – Marketing direto
  • 7319-0/04 – Consultoria em publicidade
  • 6319-4/00 – Portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na internet 
  • 5819-1/00 – Edição de cadastros, listas e de outros produtos gráficos 
  • 7319-0/02 – Marketing direto

Copywriting

Copywriting é o processo de criação de textos persuasivos para publicidade ou marketing. Assim como no caso dos influenciadores digitais e dos gestores de tráfego, mais uma vez o CNAE utilizado é  o mesmo de agências publicitárias:

  • 7311-4/00 – Agências de publicidade

Neste caso, também é possível utilizar os CNAEs de edição:

  • 5812-3/01 – Editor(a) de jornais diários independente
  • 5812-3/02 – Editor(a) de jornais não diários independente
  • 5819-1/00 – Editor(a) de lista de dados e de outras informações independente
  • 5811-5/00 – Editor(a) de livros independente
  • 5813-1/00 – Editor(a) de revistas independente

Canais de vídeos

Esse é mais um caso sem CNAE específico para o digital. Para esses casos, têm sido utilizados dois CNAEs diferentes, descritos abaixo. O primeiro é adequado para qualquer canal de vídeos, e o segundo é adicional para os canais que são monetizados:

  • 5912-0/99 – Atividades de pós-produção cinematográfica, de vídeos e de programas de televisão não especificadas anteriormente
  • 7319-0/03 – Marketing direto

Desenvolvimento de aplicativos

Para essa atividade digital existe um CNAE muito aproximado, relacionado ao desenvolvimento de programas de computador. De certa forma, são atividades muito similares. Portanto, o CNAE abaixo é comumente utilizado para o desenvolvimento de aplicativos, mas a descrição está desatualizada:

  • 6201-5/01 – Desenvolvimento de programas de computador sob encomenda

Marketing digital

Para o Marketing digital é utilizado um CNAE que engloba atividades de marketing direto. Porém, uma agência que faz trabalhos de marketing digital possui diversas outras estratégias de marketing. Esse CNAE para o digital é:

  • 7319-0/04 – Consultoria em publicidade
  • 7319-0/03 – Marketing direto

Segurança da informação

Essa atividade também não tem um CNAE exclusivo, mas encaixa-se bem em um mais abrangente:

  • 6209-1/00 – Suporte técnico, manutenção e outros serviços em tecnologia da informação

Análise de dados

Esse caso é parecido com o da segurança da informação. Entretanto, o CNAE que tem sido usado para análise de dados é:

  • 6311-9/00 – Tratamento de dados, provedores de serviços de aplicação e serviços de hospedagem na internet

Freelance

No caso de freelancers, é muito importante ressaltar que o CNAE vai depender da atividade que o profissional desempenha. Portanto, vários CNAES podem ser adequados para quem realiza serviços de freelance para o digital. Neste texto, apontamos dois como exemplo:

  • Redator: 5812-3/01 Edição de jornais diários
  • Tradutor: 7490-1/01 – Serviços de tradução, interpretação e similares

Precisa de mais esclarecimentos?

Definir qual é o melhor CNAE para seu negócio ou empresa digital não é simples. Além disso, o assunto pode se tornar ainda mais complicado se você também não estiver certo quanto às atividades desempenhadas pela empresa. 

Essas são dúvidas com as quais estamos acostumados. Vários profissionais chegam à Brasct sem saber os melhores CNAES para o digital. Nosso escritório de contabilidade em São Paulo está pronto para ajudá-lo a escolher as atividades e realizar as etapas necessárias para tornar o seu sonho de empreender uma realidade!

Loja virtual ou Marketplace?

Você sabe a diferença entre loja virtual e marketplace? Ambos são canais de venda pela Internet, mas com estratégias distintas. Neste artigo vamos falar sobre as principais características de cada um deles.

Uma loja virtual, também chamada de e-commerce, é um site em que uma marca vende seus produtos ou serviços online. Já no marketplace, não há uma marca específica ligada aos produtos e serviços ofertados. Ao invés disso, são oferecidos produtos e serviços de diversas marcas. 

Para entender melhor a diferença, é possível estabelecer uma relação com as lojas físicas que estamos acostumados a frequentar nas ruas e nos shoppings. A loja virtual é semelhante a uma loja física de uma determinada marca, onde você encontra vários produtos exclusivos dela. Já o marketplace é como uma loja física que vende produtos de diversas outras marcas; um hipermercado, por exemplo.

Portanto, há duas estratégias para que uma empresa venda seus produtos online: criando uma loja virtual própria ou entrando em um ou mais marketplaces.

Vantagens e desvantagens de uma loja virtual

Numa loja virtual o empreendedor não precisa se preocupar com concorrentes oferecendo produtos similares no mesmo site. A empresa também possui muito mais liberdade para personalizar a plataforma, oferendo ferramentas exclusivas e definindo como será a navegabilidade do cliente. 

Há ainda outra grande vantagem: poder reforçar a marca, deixando-a evidente para quem está navegando. Além disso, a empresa que possui uma estrutura própria, geralmente, transmite mais profissionalismo para o consumidor.

No que diz respeito à logística, é mais fácil controlar o fluxo de pedidos e o faturamento nas lojas virtuais, não havendo mediação de outra empresa. O empreendedor também pode contar com as ferramentas de gerenciamento do site para coletar dados sobre os acessos e traçar o perfil do seu público-alvo.

A principal desvantagem de uma loja virtual é o custo, pois contratar a criação e a personalização de um site do zero pode ter um custo alto. Além do mais, um site demanda manutenções constantes. Pode ser oneroso e trabalhoso manter uma boa plataforma de vendas atualizada e funcionando.

Ademais, especialmente para as pequenas e médias empresas, pode demorar até que os clientes conheçam o e-commerce, havendo a possibilidade de o retorno das vendas acontecer somente a médio ou longo prazo. 

Para conseguir o engajamento necessário, a empresa precisará investir em divulgação; além de  empregar estratégias de comunicação para conquistar o consumidor, pois alguns clientes podem ter receio de fazer compras num site que ainda não conhecem.

Vantagens e desvantagens de um marketplace

A grande diferença do marketplace em relação à loja virtual é a descomplicação. A empresa pode disponibilizar seus produtos em alguns marketplaces e rapidamente concretizar vendas; sem muita burocracia e com pouco investimento.

No marketplace, a empresa pode atingir um número muito grande de clientes em potencial. Além disso, o prestígio e a qualidade do marketplace acabam sendo transferidos para os produtos.

Entretanto, o marketplace possui a desvantagem da concorrência direta. Outros produtos muito semelhantes podem estar sendo oferecidos por um preço menor, por exemplo. Além disso, se o número de marcas oferecendo os mesmos produtos for grande, os produtos da empresa podem simplesmente passar despercebidos. Para contornar esse problema, muitos marketplaces disponibilizam ao vendedor a opção de pagar uma taxa extra para que seus produtos tenham destaque no site.

Outra desvantagem para grande parte das empresas é não criar uma relação entre o cliente e a marca; uma vez que num marketplace muitos clientes compram sem observar quem é o fabricante do produto. Assim, torna-se mais difícil fidelizar a clientela.

No marketplace, o vendedor ou o empreendimento também ficam submetidos a certas normas e procedimentos, não havendo como flexibilizar o processo. 

Para finalizar, um dos pontos mais importantes: o marketplace cobra uma porcentagem pela venda dos produtos. Dependendo do valor da mercadoria e do custo de produção, essa taxa pode ser relativamente alta e inviabilizar a comercialização.

Contabilidade para vendas online

A contabilidade de uma loja virtual funciona de maneira semelhante à das lojas físicas, mas há alguns detalhes que precisam ser observados. Se a empresa não existia anteriormente, de forma física, o primeiro passo é abrir um CNPJ. É possível fazer vendas online por meio de CPF, mas um CNPJ garante mais vantagens e mais profissionalismo. 

Em seguida, é preciso escolher o CNAE e o regime tributário. Os impostos a serem pagos são os mesmos das empresas físicas, mas alguns cálculos são feitos de maneira específica dependendo do tipo de venda. Também há impostos que incidem sobre as vendas para o exterior. 

O mais aconselhado é contratar um escritório de contabilidade de confiança para garantir que tudo seja feito de acordo com a lei e que a empresa pague a menor carga tributária possível.

No caso da contabilidade para marketplace, há processos específicos, como, por exemplo, a emissão de notas fiscais. A empresa emite uma nota com o valor total da venda para o cliente, e o marketplace repassa para a empresa o valor da venda menos a porcentagem devida. Depois disso, o marketplace também emite uma nota fiscal para a empresa, no valor desse desconto.

Como escolher entre uma loja virtual ou um marketplace?

A loja virtual é um caminho interessante para quem já tem uma loja física e deseja expandir. Já o marketplace pode ser uma boa opção para empresas que estão começando e ainda não têm como manter uma loja virtual. Entretanto, o marketplace pode limitar a empresa depois que ela cresce. Por isso, cabe à empresa investir na consolidação da marca e construir uma boa relação com os consumidores.

É claro que é possível trabalhar com as duas opções. A empresa pode usar o marketplace como apoio e também manter uma loja virtual.

Em qualquer uma das alternativas é importante ter atenção à contabilidade da empresa. A Brasct é um escritório de contabilidade em Osasco que possui mais de 48 anos de mercado. Além de atuar nas áreas de contabilidade e recuperação tributária, oferecemos consultoria empresarial; realizamos treinamentos com os gestores da empresa e apresentamos as soluções mais adequadas a cada demanda.