Regime Tributário: como escolher o melhor tipo para sua empresa

Existem três tipos de regimes tributários: O Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. Caso você ainda não tenha familiaridade com o termo, é necessário compreender que regime tributário é um conjunto de normas e leis que determinam a forma de apuração dos tributos da empresa, ou seja, qual é o sistema e os prazos para o pagamento de impostos.

A escolha do regime tributário é uma decisão importante para qualquer empresa, seja do ponto de vista financeiro ou contábil, pois o regime tributário mais adequado garante que o seu empreendimento terá a menor carga tributária dentro das possibilidades estabelecidas pela legislação. 

Resumidamente, escolher o regime tributário certo é importante para manter-se dentro da legislação e não pagar mais impostos que o necessário.

O que é definido pelo regime tributário?

O Regime Tributário determinará quais são os impostos necessários, os prazos e a alíquota aplicada, ou seja, o percentual que incidirá sobre os ganhos da empresa. Em alguns casos serão aplicadas isenções ou não incidências.

Quando é preciso escolher o regime tributário?

O regime tributário é escolhido no momento de abertura da empresa e pode ser alterado ou mantido no início de cada ano. Portanto, após a escolha, não há como mudar o regime tributário até o início do ano seguinte.

O ideal é reavaliar a escolha do regime tributário anualmente, pois a situação da empresa pode mudar muito de um ano para o outro. 

O escritório de contabilidade responsável pela contabilidade da empresa deve verificar os balancetes contábeis anualmente e averiguar qual seria a tributação em cada um dos regimes, para, dessa forma, fazer um comparativo.

Como escolher o melhor regime tributário?

O ideal é apoiar-se numa boa assessoria contábil, pois um escritório de contabilidade experiente levará em conta todos os fatores necessários, incluindo a legislação vigente, a situação atual da empresa e as particularidades do negócio.

No que diz respeito às micro e pequenas empresas, muitos empreendedores têm a ideia de que o Simples Nacional é o melhor regime. Apesar de isso ser verdade em muitos dos casos, nem sempre é assim. 

O Simples Nacional possui algumas restrições e existem situações em que até mesmo o Lucro Real pode ser mais vantajoso. Isso acontece quando o lucro efetivo da empresa é consideravelmente menor do que o lucro presumido para sua área de atuação. Caso você ainda não esteja familiarizado com esses termos, vamos explicar melhor.

Existem alíquotas que são definidas a partir do lucro que se espera que o negócio tenha. Essa estimativa é feita a partir da atividade da empresa. Esse é o caso do Lucro Presumido, em que, como o próprio nome já diz, as taxas a serem pagas variam de acordo com o que se presume que a empresa tenha de lucro a partir da sua área de atuação.

No entanto, pode ser que o lucro do seu negócio seja consideravelmente menor do que se é esperado para a área de atuação. Isso acontece quando a empresa tem muitos gastos com funcionários ou fornecedores, por exemplo.

Portanto, nesse caso, o Lucro Real faria mais sentido. Para muitos empreendedores, o ponto negativo do Lucro Real é o rigor com que a documentação financeira deve ser apresentada. Nesse regime tributário é preciso conferir todos os comprovantes e calcular cuidadosamente todas as receitas e despesas. 

Porém, como dissemos, se o lucro real for consideravelmente menor em relação ao lucro presumido, o trabalho de reunir e organizar a documentação vale a pena diante da economia em impostos. 

Quais são os regimes tributários para empresas?

Simples Nacional

Este é o regime tributário com a agenda fiscal mais descomplicada. Ele unifica oito impostos (PIS, COFINS, IPI, ICMS, CSLL, ISS, IRPJ e CPP), que são pagos por meio de uma guia única, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). 

No caso do Simples Nacional a alíquota dos impostos depende da faixa de faturamento da empresa.

Restrições para escolher o Simples Nacional

Existem algumas restrições para a adesão ao Simples Nacional. A primeira delas diz respeito ao faturamento. Apenas microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) podem fazer a adesão.

Para microempresas (ME) o faturamento no ano/calendário anterior não pode exceder R$ 360.000,00. Para pequenas empresas (EPP) o limite máximo de receita bruta anual é R$ 4.800.000,00.

Além disso, algumas atividades são restritas e não podem aderir ao Simples Nacional, como instituições financeiras, sociedades de crédito, corretoras e seguradoras, ou fábricas de cigarros. Portanto, antes de solicitar a adesão ao Simples Nacional é necessário certificar-se de que o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) da empresa é aceito.

Lucro Presumido

Empresas que tenham o faturamento até R$ 78 milhões por ano podem optar pelo Lucro Presumido. Empresas com faturamento acima desse valor precisam aderir obrigatoriamente ao Lucro Real.

No regime tributário Lucro Presumido as alíquotas são calculadas a partir do lucro que é estimado para a atividade da empresa, ou seja, os impostos são calculados a partir do que é esperado para aquele tipo de negócio.

Portanto, as taxas variam de acordo com a área de atuação e os valores são definidos pela Receita Federal.

No que diz respeito aos prazos, para as empresas optantes do Lucro Presumido há alguns impostos a serem pagos mensalmente, como PIS, COFINS e ISS; e há também impostos que devem ser pagos a cada três meses, como IRPJ e CSLL.

Lucro Real

Este regime tributário é obrigatório para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões ao ano. É também obrigatório para as empresas do setor financeiro. 

Entretanto, como explicamos anteriormente, outras empresas podem optar por esse regime. O ponto principal do Lucro Real é que as alíquotas são calculadas a partir do lucro efetivo da empresa, ou seja, do valor da sua receita menos o valor das suas despesas. 

Neste regime tributário, se houver prejuízo, os impostos IRPJ e CSLL não precisam ser pagos.

Para averiguar adequadamente o lucro real, é exigido que a empresa seja rigorosa com toda a documentação financeira. É preciso uma conferência minuciosa de todas as receitas e despesas.

Para empresas que possuem muitas despesas, o Lucro Real pode ser vantajoso, pois os impostos são cobrados a partir do resultado efetivo da empresa.

Como escolher um bom escritório de contabilidade para auxiliá-lo?

Um levantamento cuidadoso das projeções de gastos e receitas é o que vai garantir uma boa escolha do regime tributário. Para as empresas já em operação, é também essa análise, feita anualmente, que verificará se é necessário mudar de regime tributário ou não.

Um escritório de contabilidade experiente e bem preparado pode tomar essa decisão com assertividade, avaliando as particularidades da sua empresa. O comprometimento com o trabalho é muito importante na escolha de um escritório de contabilidade, pois a falta de atenção acarreta em gastos desnecessários, capazes de comprometer a saúde financeira da empresa.

No momento de indicar o melhor regime tributário para uma empresa, a Brasct leva em consideração vários fatores relacionados, como o tamanho da empresa, os processos internos e os produtos ou serviços comercializados. 

Essa atenção dedicada aos nossos clientes é que nos da tranquilidade, pois sabemos que as empresas que confiam em nós estão sempre em dia com a legislação, e sem pagar impostos a mais.

Tudo sobre a Declaração anual do MEI 2022

O Brasil tem cada vez mais empreendedores submetidos ao regime MEI. Só em 2021, foram mais de 3 milhões de novos microempresários individuais. Isso corresponde a 80% das novas empresas abertas no ano passado!

Por causa disso, muita gente vai precisar preencher a declaração anual do MEI pela primeira vez. É muito importante ficar atento a essa obrigação, porque quem perde o prazo paga multa. Confira abaixo todos os detalhes sobre a declaração anual do MEI 2022.

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DASN-SIMEI

Todo ano, quem é MEI precisa preencher um formulário chamado DASN-SIMEI, que é a Declaração Anual do Simples Nacional do Microempreendedor Individual. Ela é uma prestação de contas para o governo dos rendimentos que o microempreendedor teve no último ano.

Não é uma apuração para geração de Imposto de Renda (IR) ou outra tributação adicional. Os impostos gerados pelo MEI (INSS, ICMS e ISS) são pagos mensalmente. Já o IR do microempreendedor está condicionado à sua Declaração Anual do Imposto de Renda, que só precisa ser feita se o empreendedor se enquadrar em um dos critérios de obrigatoriedade.

Desse modo, não se paga nada para fazer a DASN-SIMEI. A não ser que o faturamento tenha excedido o limite do MEI, quando há cobrança dos impostos referentes aos valores excedentes, ou se houver atraso no preenchimento, quando há a aplicação de multa.

Mesmo que a empresa não tenha gerado nenhum faturamento no ano anterior, ainda é necessário preencher a DASN-SIMEI informando isso.

Limite de faturamento

Em 2021, o limite anual de faturamento do MEI era de R$ 81 mil. Com a declaração, o microempreendedor comprova para o governo que não ultrapassou esse valor. Mas se tiver ultrapassado, a empresa deverá ser reenquadrada. Nesse caso, o empreendedor precisará da ajuda de um contador.

Se o MEI foi aberto em 2021, o valor máximo de faturamento será proporcional ao número de meses em atividade. Se tiver sido aberto em julho, por exemplo, será de R$ 40,5 mil.

Para saber qual é o limite de acordo com a abertura do MEI em cada um dos meses de 2021, basta dividir o limite anual por 12 (R$ 81 mil / 12 = R$ 6.750) e depois multiplicar pelo número de meses nos quais o MEI esteve ativo até o fim do ano.

Se o faturamento ultrapassar o valor máximo em até 20%, será possível fazer a declaração, mas será gerada uma cobrança dos impostos relativos ao valor excedente. Se o valor ultrapassar 20% do limite, não será possível fazer a declaração, e o empreendedor precisará ajustar seus impostos relativos a todo o regime de 2021 já no novo enquadramento.

Prazo

O prazo final para declaração, que seria no dia 31 de maio, foi prorrogado pela Receita Federal. Com isso, as declarações poderão ser feitas até o dia 30 de junho no Portal do Simples Nacional.

Quem perder a data terá que pagar uma multa, que não sai por menos de R$ 50. Mas se a multa for paga em menos de 30 dias, há um desconto de 50%, saindo a partir de R$ 25.

O pagamento dos impostos mensais também precisa estar em dia. Ele deve ser feito por meio do DAS-MEI (Documento de Arrecadação Simplificada do Microempreendedor Individual), gerado através do PGMEI (Programa Gerador de DAS do Microempreendedor Individual).

Caso haja algum pagamento em atraso, primeiro é preciso regularizar a situação.

Como preencher

Para saber que valor informar, é recomendável reunir todos os documentos de vendas, como notas fiscais, boletos emitidos, recibos de cartão de crédito ou débito, extratos bancários, etc.

Esses documentos servirão para que o microempreendedor consiga apurar qual foi o seu faturamento no ano anterior, mas não será necessário anexar nenhum deles à declaração.

Mesmo os valores que ainda não tiverem sido recebidos precisam ser considerados, desde que a venda tenha ocorrido em 2021.

O preenchimento é bastante simples, basta informar o faturamento total, sem precisar discriminar cada venda. É preciso separar apenas o faturamento ligado a atividades de comércio ou indústria, sob o qual incide o ICMS, e o faturamento ligado a prestação de serviços, sob o qual incide o ISS.

Além desses valores, só é necessário declarar se o MEI teve ou não funcionário no ano anterior. Caso tenha tido, nenhum dado adicional, como salário, é solicitado.

Após esse preenchimento, o site mostra um resumo dos pagamentos mensais ocorridos em 2021 para fins de informação.

Passo a passo

Abaixo, vamos mostrar em 10 passos como fazer a declaração anual do MEI 2022 de forma simples e descomplicada. Veja só:

  1. Entre no Portal do Simples Nacional
  2. Acesse a opção “DASN SIMEI”
  3. Informe o CNPJ
  4. Em “Tipo de Declaração”, selecione “Original”
  5. Selecione o ano a ser declarado (2021)
  6. Preencha as informações de faturamento
  7. Marque se teve funcionário
  8. Confira as informações sobre os pagamentos mensais
  9. Clique em “Transmitir”
  10. Salve o comprovante

Porque é importante preencher corretamente?

Alguns empreendedores que se cadastram como MEI geram um faturamento maior do que o limite para esse regime e mentem no preenchimento da DASN-SIMEI para não terem que fazer o reenquadramento.

Isso configura sonegação e, portanto, trata-se de um crime. O empresário pode ser fiscalizado pela Receita através do cruzamento de dados e autuado caso haja irregularidade. Nesse caso, há desenquadramento do MEI, cobrança dos impostos sonegados, aplicação de multa e até abertura de processo penal.

Portanto, tanto por razões éticas quanto para evitar prejuízo e problemas com a Justiça, preencha a DASN-SIMEI sempre com os dados corretos. Se precisar passar por um reenquadramento, fique tranquilo, o seu contador vai te ajudar a fazer isso com tranquilidade.

Conte com a BRASCT

Como deu para perceber, preencher a declaração anual do MEI 2022 não é complicado. Basta calcular o faturamento anual e informá-lo no Portal do Simples Nacional. O preenchimento pode ser feito com poucos minutos.

No entanto, a coisa complica principalmente quando o faturamento excede o limite do MEI. Nesse caso, é essencial contar com um contador para te ajudar a fazer o reenquadramento. 

A BRASCT é um escritório de contabilidade em São Paulo pronto para te ajudar a resolver problemas com o preenchimento da DASN-SIMEI e quaisquer outras questões contábeis e tributárias da sua empresa.

Minha empresa se enquadra no Simples Nacional?

Quem pensa em abrir empresa no Brasil atualmente deve seguir uma série de procedimentos. Um deles é a opção por um regime tributário vantajoso, que consiga diminuir os custos com tributos de maneira legal. Uma opção comum para grande parte dos micro e pequenos empreendedores é o Simples Nacional.

Entretanto, vale lembrar que o Simples Nacional nem sempre é o regime tributário mais vantajoso. Essa opção vai depender de algumas questões além do tamanho da empresa, como a atividade, as despesas, os gastos com a folha de pagamento, entre outros. 

A Brasct é um escritório de contabilidade em São Paulo especializado nas áreas de abertura de empresa e recuperação tributária. Por isso, nossa equipe está preparada para avaliar qual é o melhor regime tributário, de forma que a sua empresa não pague a mais em tributos e esteja sempre dentro da legalidade.

Mas para não restar dúvidas, vamos responder à sua questão: Será que minha empresa se enquadra no Simples Nacional? Veja os pontos principais que você precisa saber sobre o tema!

O que é o regime tributário chamado Simples Nacional?

De acordo com a Receita Federal, o Simples Nacional é um “regime compartilhado de arrecadação, cobrança e fiscalização de tributos aplicável às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte”. Ele está previsto na Lei Complementar nº 123/2006.

Confira a seguir as principais características desse regime tributário:

  • O regime abrange vários tributos, como IRPJ, CSLL, IPI, PIS/Pasep, Cofins, ICMS, ISS e CPP;
  • O recolhimento dos tributos abrangidos se dá por meio do DAS (Documento Único de Arrecadação) e deve ser feito até o dia 20 do mês subsequente àquele de aferição da receita bruta;
  • As empresas enquadradas no Simples podem utilizar o sistema eletrônico para realizar o cálculo do valor mensal devido, gerar o DAS e constituir o crédito tributário;
  • Existência de sublimites para EPP, estabelecidos pelos estados, em função da respectiva participação no PIB;
  • O empresário deve apresentar uma declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais;
  • É facultativo, sendo somente uma das opções de regime ao abrir empresa.

Posso abrir empresa e enquadrá-la no Simples Nacional?

Ao abrir empresa, o empresário deve atender aos requisitos previstos na legislação para poder optar pelo Simples. Caso obedeça a todos, deve formalizar sua opção pelo regime tributário. Veja a seguir os principais critérios.

Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte

O primeiro requisito é se enquadrar na definição de Microempresa (ME) ou de Empresa de Pequeno Porte (EPP), conforme consta no artigo 1o da LC nº 123/2006.

Dentro desse conceito, estão a Sociedade Empresária, a Sociedade Simples e a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI). Portanto, na abertura de empresa, é preciso se enquadrar em uma dessas possibilidades.

Atividade econômica relacionada na lista de atividades do Simples

A opção pelo regime tributário do Simples Nacional depende da atividade econômica. Portanto, após abrir empresa, tenha em mente que sua atividade deve estar relacionada na lista de atividades permitidas.

Na Brasct estamos sempre atentos à legislação vigente e averiguamos se o CNAE da sua empresa se enquadra no Simples. São diversos estabelecimentos de comércio, indústrias e serviços que possuem um código CNAE com previsão de adesão ao regime. Diversos varejistas, inclusive.

Isso é fundamental, porque existem algumas atividades cujo enquadramento é proibido. Recentemente, foram promulgadas novas leis que integraram mais atividades ao rol de permissão. Foi o caso de serviços advocatícios, escritórios de contabilidade e pequenos produtores de bebidas alcoólicas (exceto atacado).

Limites de faturamento

Mais um critério que deve ser respeitado no enquadramento do Simples Nacional é o faturamento.

A receita bruta anual de uma microempresa não pode ultrapassar R$ 360 mil. No caso de Empresas de Pequeno Porte, o teto é R$ 4,8 milhões.

Apesar do teto atingir esse valor, a empresa que ultrapassa R$ 3,6 milhões deve ficar atenta a uma questão. O ISS e o ICMS serão recolhidos como as empresas não optantes por este regime tributário. Na prática, os impostos federais serão recolhidos no DAS, mas esses dois terão guias geradas à parte, seguindo as regras do Lucro Presumido e Real.

Por este motivo, é importante contar com um escritório de contabilidade atualizado, atento e de confiança. Afinal, nem sempre o Simples Nacional será o regime mais vantajoso.

A seguir, você vê uma tabela (Anexo I da LC nº 123/2006) referente às empresas de comércio que relaciona o faturamento e a alíquota cobrada:

Receita Bruta TotalAlíquotaValor a ser descontado
Até R$ 180.000,004%0
De 180.000,01 a 360.000,007,3%R$ 5.940,00
De 360.000,01 a 720.000,009,5%R$ 13.860,00
De 720.000,01 a 1.800.000,0010,7%R$ 22.500,00
De 1.800.000,01 a 3.600.000,0014,3%R$ 87.300,00
De 3.600.000,01 a 4.800.000,0019%R$ 378.000,00

Mas como calcular o faturamento ao abrir empresa? O valor considera os últimos 12 meses de faturamento bruto, sem descontos. Após a abertura de empresa, durante o 1º ano de funcionamento, o cálculo é feito de maneira diferente. Veja:

  • 1° mês: faturamento do mês multiplicado por 12 meses.
  • 2° mês: faturamento do 1º mês multiplicado por 12 meses.
  • 3° mês: média do faturamento dos dois primeiros meses multiplicado por 12 meses.

Vedações de enquadramento e outros requisitos

Para se enquadrar no Simples Nacional, a Lei estabelece uma série de restrições (art. 3º, §4º). A empresa não pode:

  • ter sócios que possuem outras empresas cuja soma do faturamento de todas seja maior do que R$ 4,8 milhões;
  • ter outra empresa no quadro societário (somente pessoas físicas podem ser sócias);
  • ser sócia de outra empresa (participar do capital social de outra pessoa jurídica);
  • ter débitos com a Receita Federal, Estadual, Municipal e/ou INSS;
  • ser uma sociedade por ações (S/A);
  • ter sócios que morem no exterior;
  • ter cadastros fiscais irregulares.

Opção pelo Simples

Por fim, quando da abertura de empresa, é preciso realizar a opção pelo Simples Nacional. Ela pode ser feita a qualquer momento, neste caso. Se você já possui um negócio e deseja modificar o regime tributário, a escolha deverá ocorrer no primeiro mês de cada ano.

Antes de realizar a opção, é importante contar com o seu escritório de contabilidade para avaliar a situação atual da empresa, pois ela pode mudar ao longo dos anos. A Brasct pode aconselhá-lo sobre o enquadramento mais adequado à sua empresa, considerando os critérios que já mencionamos.

Como ressaltado, existem particularidades do negócio que podem direcionar o empresário a outras opções mais econômicas do que o Simples. Número de colaboradores e margem de lucro são algumas delas.

O Simples Nacional é uma opção vantajosa para muitas pessoas que desejam abrir empresa. Mas não serve para todos os empresários. Por este motivo, consulte a Brasct para ajudá-lo a fazer a melhor escolha!

Como saber qual o melhor regime tributário para minha empresa?

A escolha do regime tributário é uma decisão, financeira e contábil, muito importante para a sua empresa; essa opção é feita logo no início do negócio e deve ser reavaliada todos os anos. Decidir pelo regime tributário mais adequado garante que o seu empreendimento terá a menor carga tributária dentro das possibilidades estabelecidas pela legislação. Na verdade, trata-se de não pagar mais do que o devido.

Os regimes tributários são conjuntos de regras que definem como os impostos de uma empresa devem ser recolhidos. Existem três regimes tributários: o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. Abaixo, vamos falar sobre as principais características de cada um deles.

Conheça os três regimes tributários para empresas

O Simples Nacional é o regime com a agenda fiscal mais descomplicada. Ele unifica oito impostos (PIS, COFINS, IPI, ICMS, CSLL, ISS, IRPJ e CPP), pagos por meio de uma guia única, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). A alíquota dos impostos depende da faixa de faturamento da empresa. 

Existem algumas restrições para a adesão ao Simples Nacional. A primeira delas diz respeito ao faturamento. Apenas microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) podem fazer a adesão, sendo que para microempresas, o faturamento no ano/calendário anterior não pode exceder R$ 360.000,00; para pequenas empresas, o limite máximo de receita bruta anual é R$ 4.800.000,00.

Além disso, algumas atividades são restritas, como instituições financeiras, sociedades de crédito, corretoras e seguradoras, ou fábricas de cigarros, por exemplo. Portanto, será necessário certificar-se de que o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) da empresa é aceito.

O Lucro Presumido é permitido para empresas cujo faturamento anual não seja superior a R$ 78 milhões. Nesse regime, as alíquotas são calculadas a partir do lucro que se espera que o negócio tenha, estimado por meio da atividade da empresa. Além disso, as taxas variam de acordo com a área de atuação. Os valores são definidos pela Receita Federal.

Para as empresas que optam por esse regime, há impostos a serem pagos mensalmente, como PIS, COFINS e ISS, e outros a serem pagos a cada três meses: IRPJ e CSLL, baseados no lucro presumido.

O Lucro Real é um regime obrigatório para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões ao ano ou voltadas para o setor financeiro. Mas quaisquer outras empresas também podem se cadastrar nesse regime, se quiserem. No Lucro Real, as alíquotas são calculadas a partir do lucro efetivo da empresa, ou seja, do valor da sua receita menos o valor das suas despesas. Se houver prejuízo, os impostos IRPJ e CSLL não precisam ser pagos.

Esse regime exige que a empresa seja rigorosa com toda a documentação financeira, uma vez que é preciso conferir todos os comprovantes e calcular corretamente receitas e despesas. 

Apesar de ser um pouco mais complicado e burocrático, existem algumas vantagens em optar pelo Lucro Real. Para empresas que possuem muitas despesas, por exemplo, o Lucro Real pode ser mais interessante, uma vez que os impostos são cobrados a partir do resultado efetivo da empresa.

É importante lembrar que existe também o MEI, que é uma alternativa para microempreendedores individuais. Quem escolhe essa opção paga apenas uma taxa fixa mensal, correspondente ao INSS e ao ICMS ou ISS. Entretanto, para optar pelo MEI é preciso faturar até R$ 81 mil reais por ano e ter no máximo um funcionário.

O que é preciso levar em conta ao escolher o regime tributário?

Existe a ideia de que o Simples Nacional é sempre o melhor regime para as microempresas e as empresas de pequeno porte, mas não é bem assim. Apesar de ser um regime simplificado, ele não é sempre o melhor.

Apesar de ser mais complicado, do ponto de vista da contabilidade, o Lucro Real pode ser uma opção melhor que o Lucro Presumido ou que o Simples Nacional. Quando o lucro efetivo da empresa é consideravelmente menor que o lucro presumido para sua área de atuação, o trabalho de reunir e organizar a documentação vale a pena diante da economia em impostos. 

É importante lembrar que o regime tributário escolhido na abertura da empresa pode ser alterado ou mantido no início de cada ano. No entanto, uma vez escolhido, não há como mudá-lo até o início do ano seguinte. Por isso, é preciso o auxílio de um escritório de contabilidade no momento de tomar essa decisão.

Além disso, a situação da sua empresa pode mudar muito de um ano para o outro. É interessante fazer uma análise, pelo menos anual, verificando nos balancetes contábeis qual seria a tributação em cada um dos regimes. O ideal é que o escritório de contabilidade responsável pela empresa faça esse comparativo anualmente.

O escritório de contabilidade deve ser o seu parceiro nessa decisão

Não existe uma fórmula para dizer que tipo de regime é melhor para cada tipo de empresa. Afinal, cada negócio tem suas especificidades. Só é possível saber qual é o melhor regime tributário após um levantamento cuidadoso das projeções de gastos e receitas para o próximo ano fiscal. Para as empresas que estão analisando a possibilidade de mudar de regime, também devem ser observados todos os registros dos anos anteriores.

Um escritório de contabilidade experiente e bem preparado pode avaliar a situação da sua empresa para que essa decisão seja tomada de forma assertiva. A falta de atenção ou cuidado acarreta em gastos desnecessários, capazes de comprometer a saúde financeira da sua empresa.

Além disso, um escritório de contabilidade experiente, como a Brasct, leva em consideração outros fatores, como o tamanho da sua empresa, os processos internos e os produtos ou serviços comercializados. Dessa forma, é possível calcular a incidência de cada imposto, anualmente, com a clareza de que a sua empresa estará sempre em dia com a legislação, e sem pagar impostos a mais.