Recomposição de Alíquota de ICMS Simplificada:
Contabilidade como Aliada

Sabendo que o sistema tributário brasileiro é um dos — se não o mais — complexo do mundo, alguns dos seus impostos aumentam bastante o nível de dificuldade da operação de empresas de diversos nichos e portes no país, principalmente as empresas de e-commerce, por conta da sua natureza logística.

O ICMS e a Recomposição de Alíquota:

Um imposto em especial se destaca neste meio: o ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, sendo ele o principal e mais complexo imposto a impactar as empresas de comércio eletrônico no território nacional. Com alíquotas variadas e regras específicas para cada estado, o recolhimento desse tributo pode se tornar um desafio para as empresas que realizam vendas interestaduais.

Nesse cenário já bastante complicado, surge a Recomposição de Alíquota de ICMS, que é uma estratégia utilizada por alguns estados para aumentar a alíquota do imposto em operações interestaduais envolvendo produtos primários e semielaborados que foram beneficiados pela isenção da famosa Lei Kandir. Com isso, busca-se recuperar parte da receita que foi desonerada em decorrência das exportações e reequilibrar as finanças estaduais.

Essa recomposição pode trazer mudanças significativas na tributação das vendas online, exigindo uma atenção redobrada das empresas de e-commerce.

O Papel da Contabilidade:

Nesse contexto, a contabilidade desempenha um papel crucial como aliada das empresas, principalmente as focadas em comércio eletrônico/e-commerce.

Afinal, ela é a responsável por acompanhar as mudanças na legislação tributária e orientar os empresários sobre as novas obrigações e os impactos em suas operações. Principalmente em um cenário tão contabilmente complexo, como o mercado brasileiro.

Os Benefícios de Contar com a Assessoria Contábil:

1. Atualização Tributária: A legislação tributária é dinâmica e está sujeita a alterações frequentes. Contar com uma assessoria contábil especializada mantém a empresa informada e atualizada sobre as mudanças na legislação e, assim, evita-se o risco de descumprir obrigações fiscais.

2. Planejamento Tributário: Com o suporte da contabilidade, é possível realizar um planejamento tributário eficiente, buscando formas legais de reduzir a carga tributária da empresa, inclusive antecipando-se às possíveis recomposições de alíquota.

3. Elaboração e Análise de Documentos: A contabilidade é responsável pela elaboração e análise dos documentos fiscais, garantindo que estejam de acordo com as normas e requisitos legais, evitando autuações e problemas com o Fisco.

4. Eficiência Financeira: A contabilidade ajuda a empresa a ter um melhor controle financeiro, identificando possíveis gargalos e oportunidades de economia, especialmente em momentos de ajuste tributário.

5. Redução de Riscos: Com a contabilidade como aliada, a empresa minimiza os riscos de penalidades, autuações e prejuízos decorrentes de falhas ou desconhecimento das obrigações fiscais.

Concluir um processo de Recomposição de Alíquota de ICMS de forma simplificada é uma grande oportunidade para as empresas recuperarem valores pagos a mais e melhorarem a gestão financeira. No entanto, esse procedimento pode ser complexo e apresentar desafios, tornando imprescindível a participação de uma equipe de contabilidade especializada.

Aqui na BRASCT Contabilidade você poderá contar com o apoio e suporte necessário para essa e outras demandas. Entre em contato conosco para que possamos te auxiliar nesse processo.

Dicas para Otimizar a Precificação de Produtos em um E-commerce

A precificação adequada dos produtos é uma das etapas mais importantes para o sucesso de um negócio de e-commerce. Determinar preços competitivos e lucrativos pode fazer toda a diferença na atração de clientes, na maximização das vendas e no aumento dos lucros. Neste artigo, compartilharemos algumas dicas essenciais para otimizar a precificação dos produtos em seu e-commerce.

  1. Conheça seus custos:
    Antes de definir os preços dos produtos, é fundamental entender os custos envolvidos em cada venda. Considere os custos de produção, logística, embalagem, armazenamento, marketing, impostos e outras despesas relacionadas. Analisar esses custos permitirá que você estabeleça preços que cubram suas despesas e ainda proporcionem margem de lucro.
  1. Pesquise a concorrência:
    Realize uma pesquisa detalhada dos preços praticados pelos concorrentes. Isso fornecerá uma referência para a precificação dos seus produtos. Analise produtos semelhantes em termos de qualidade, recursos, marca e posicionamento no mercado. Lembre-se de que nem sempre é necessário ter os preços mais baixos, mas sim oferecer um valor competitivo para atrair clientes.
  1. Utilize estratégias de precificação:
    Experimente diferentes estratégias de precificação para atrair diferentes segmentos de clientes. Por exemplo, você pode adotar a precificação psicológica, estabelecendo preços como R$ 19,99 em vez de R$ 20,00. Outra opção é a precificação dinâmica, ajustando os preços com base na demanda, estoque e sazonalidade. Além disso, considere a implementação de promoções, descontos e pacotes especiais para incentivar as vendas.
  1. Acompanhe os indicadores financeiros:
    Monitore regularmente os indicadores financeiros relacionados à precificação dos produtos. Analise métricas como margem de lucro, rentabilidade por produto, ticket médio e taxa de conversão. Essas informações permitirão que você identifique oportunidades de otimização e faça ajustes nos preços, caso necessário.
  1. Ofereça opções de frete:
    O custo do frete pode ter um impacto significativo na decisão de compra dos clientes. Considere oferecer diferentes opções de frete, como frete grátis para pedidos acima de um determinado valor ou a possibilidade de escolha entre entrega expressa e entrega padrão. Além disso, negocie com fornecedores de logística para obter tarifas mais competitivas e repassar os benefícios aos clientes.
  1. Avalie a elasticidade da demanda:
    Entenda como a variação de preços afeta a demanda por seus produtos. Alguns produtos podem ser mais sensíveis a alterações de preço do que outros. Analise o comportamento do consumidor e identifique o ponto ideal de precificação que equilibre a lucratividade e a demanda.

  2. Considere os custos de marketplaces: Se você vende seus produtos em marketplaces, lembre-se de levar em conta as taxas e comissões cobradas por essas plataformas na hora de definir seus preços. Certifique-se de que sua margem de lucro seja suficiente para cobrir esses custos adicionais.

  3. Utilize ferramentas de precificação: Existem diversas ferramentas e softwares disponíveis para auxiliar na precificação de produtos em e-commerce. Essas ferramentas podem ajudar a automatizar o processo, analisar dados, monitorar a concorrência e sugerir preços otimizados.

Ao implementar essas dicas, você estará melhor preparado para otimizar a precificação dos produtos em seu e-commerce. Lembre-se de que a precificação é um processo contínuo, que deve ser revisado e ajustado regularmente para se adaptar às mudanças no mercado e nas condições do seu negócio.

Na BRASCT Contabilidade, estamos comprometidos em auxiliar empreendedores de e-commerce a alcançar o sucesso financeiro. Entre em contato conosco para obter suporte e orientação personalizada para o seu negócio.

Estratégias para Reduzir os Custos Operacionais em um Negócio de E-commerce

No mundo competitivo do comércio eletrônico, é fundamental encontrar maneiras de reduzir os custos operacionais e maximizar a lucratividade do seu negócio. Ao implementar estratégias eficientes, você pode otimizar suas operações e aumentar sua margem de lucro. Neste artigo, exploraremos algumas estratégias práticas para reduzir os custos operacionais em um negócio de e-commerce, ajudando você a alcançar maior eficiência financeira.

  1. Automatize processos manuais:
    Automatizar tarefas repetitivas e manuais pode economizar tempo e recursos significativos. Considere a utilização de ferramentas de automação para gerenciar o estoque, processar pedidos, emitir faturas, rastrear remessas e realizar outras atividades operacionais. Isso não apenas reduzirá os custos relacionados à mão de obra, mas também minimizará erros humanos e melhorará a eficiência geral.
  1. Otimize a logística e o transporte:
    A logística e o transporte podem representar uma parcela significativa dos custos operacionais em um negócio de e-commerce. Considere negociar melhores contratos com fornecedores de transporte, explorar opções de frete mais econômicas e implementar estratégias de gestão de estoque para minimizar custos de armazenamento e remessas. Além disso, realizar análises regulares dos seus processos logísticos para identificar ineficiências e oportunidades de otimização.
  1. Implemente um atendimento ao cliente eficiente:
    Um atendimento ao cliente eficiente pode ajudar a reduzir custos, minimizando retornos, trocas e reembolsos. Invista em sistemas de suporte ao cliente bem estruturados, como chatbots, FAQ detalhados e respostas automáticas por e-mail, para lidar com perguntas e problemas comuns de forma rápida e eficiente. Isso não apenas melhora a experiência do cliente, mas também reduz a carga de trabalho do suporte ao cliente.
  1. Negocie com fornecedores:
    Mantenha uma comunicação ativa com seus fornecedores e busque oportunidades de negociação. Ao consolidar pedidos, comprar em grandes volumes ou estabelecer parcerias estratégicas, você pode obter descontos ou condições mais favoráveis. Além disso, esteja aberto a alternativas de fornecedores para comparar preços e garantir que esteja obtendo a melhor relação custo-benefício.
  1. Otimize suas estratégias de marketing:
    Os custos de marketing podem ser significativos em um negócio de e-commerce. É essencial otimizar suas estratégias para garantir um retorno positivo sobre o investimento. Analise o desempenho de suas campanhas publicitárias, direcione seus esforços para canais mais eficazes, segmente seu público-alvo de forma mais precisa e utilize estratégias de marketing de conteúdo para atrair clientes de forma orgânica. Dessa forma, você pode reduzir custos de aquisição de clientes (CAC) e maximizar seus resultados.
  1. Monitoramento e análise de dados:
    Acompanhe de perto seus dados financeiros e operacionais para identificar áreas de desperdício, ineficiências ou oportunidades de melhoria. Utilize ferramentas de análise e relatórios para entender os padrões de venda, identificar produtos de baixo desempenho, ajustar preços e otimizar suas estratégias de compras. Uma abordagem baseada em dados permite tomar decisões informadas para reduzir custos e aumentar a eficiência operacional.

Reduzir os custos operacionais em um negócio de e-commerce é essencial para melhorar a lucratividade e garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo. Ao implementar estratégias como automação, otimização logística, atendimento ao cliente eficiente, negociação com fornecedores, otimização de marketing e análise de dados, você estará no caminho certo para alcançar maior eficiência financeira e competitividade em um mercado dinâmico de e-commerce.

Lembre-se de revisar regularmente suas estratégias e ajustá-las de acordo com as necessidades em constante mudança do seu negócio.

Como calcular impostos para vendas online

Se você possui um e-commerce, é importante estar ciente dos impostos que precisam ser pagos sobre as vendas realizadas online. O cálculo dos impostos pode parecer complicado, mas com as informações corretas e uma boa organização, é possível realizar essa tarefa com eficiência. Neste post, iremos mostrar como calcular os impostos para vendas online.

  1. Identifique os impostos que incidem sobre as vendas online
    Antes de começar a calcular os impostos, é necessário entender quais tributos são aplicáveis às vendas online. Os impostos que geralmente incidem sobre as vendas realizadas em um e-commerce são o ICMS, o PIS e a COFINS.

  2. Verifique a alíquota do ICMS
    O ICMS é um imposto estadual que incide sobre a circulação de mercadorias e serviços. A alíquota do ICMS varia de acordo com o estado em que a empresa está registrada e para onde é realizada a venda. Para calcular o valor do ICMS que deve ser pago, é necessário verificar a alíquota correspondente ao estado do remetente e ao estado de destino da venda.

  3. Calcule o PIS e a COFINS
    O PIS e a COFINS são tributos federais que incidem sobre o faturamento da empresa. A alíquota desses impostos é de 0,65% e 3,00%, respectivamente. Para calcular o valor a ser pago, basta multiplicar o faturamento mensal do e-commerce pelas alíquotas correspondentes.

  4. Verifique a possibilidade de utilização do Simples Nacional
    Para facilitar a gestão tributária de empresas de pequeno porte, foi criado o Simples Nacional. Esse regime tributário unifica o pagamento de diversos impostos, como o ICMS, o PIS e a COFINS, em uma única guia de pagamento. Se sua empresa se enquadra nos critérios do Simples Nacional, a tributação das vendas online pode ser simplificada.

  5. Na dúvida, contrate uma consultoria especializada
    Caso você precise de ajuda para fazer os cálculos necessários e saber se os está realizando da forma correta, você pode contar com a nossa ajuda! Será um prazer atendê-lo!

Calcular os impostos para vendas online pode ser um desafio. Por isso, lembre-se de manter a documentação em dia e de contar com a ajuda de uma empresa de contabilidade de confiança para evitar erros tributários e garantir a conformidade fiscal do seu e-commerce.

Fale conosco agora mesmo e garanta a ajuda que você precisa.

ICMS no E-commerce: Aprenda a calcular os impostos da sua loja virtual

Assim como uma loja física, uma loja virtual também precisa pagar impostos e manter-se em dia com o Fisco. Os tributos de um e-commerce devem ser calculados e devidamente pagos para garantir que o seu negócio se mantenha na legalidade.

Um dos principais tributos empregados no Brasil é o ICMS, e ele costuma ser ainda mais importante para as lojas virtuais, pois trata-se do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços. Mas se você ainda não sabe como pagar o ICMS e como o ICMS funciona, acompanhe esse artigo pois vamos explicar.

O que é o ICMS?

O ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um tributo estadual que incide sobre vários tipos de produtos e serviços. Para além, o fornecimento de água e luz também inclui esse imposto.

O ICMS é repassado ao consumidor no preço final das mercadorias ou dos serviços, portanto ele é cobrado do consumidor de forma indireta. Quando você compra um produto ou um serviço o valor do ICMS já está adicionado ao preço.

Esse tributo também é aplicado para mercadorias que vêm do exterior.

Como empreendedor, é importante compreender que a venda é o fato gerador do ICMS, portanto o ICMS é cobrado quando a titularidade do bem ou serviço passa para o comprador. Em outras palavras, o ICMS só é cobrado quando ocorre a venda. 

Qual é o valor do ICMS?

De início, O ICMS pode parecer um imposto difícil de calcular pois a alíquota varia de acordo com o estado, operação, regime tributário da empresa e por produto. 

Além disso, como trata-se de um imposto estadual, as regras do ICMS também variam de acordo com o estado. Os estados podem determinar benefícios como isenções, reduções de base, etc. A alíquota também pode variar de acordo a essencialidade do produto. Bens essenciais, como arroz e feijão, pagam menos ICMS que produtos como bebidas alcóolicas e cigarros.

Portanto, o primeiro passo é considerar o regime tributário da empresa, pois o ICMS é recolhido de maneira muito mais simplificada para as empresas optantes do Simples Nacional.

Quanto se paga de ICMS no Simples Nacional?

Para as empresas que se enquadram no Simples Nacional a alíquota do ICMS é padronizada pela Lei Complementar 123/2006 .

A partir desta Lei é possível ter acesso às tabelas de ICMS para comércio e indústrias. 

Lembrando que o recolhimento do ICMS para as empresas optantes do Simples Nacional também é mais fácil, pois o ICMS está incluído no DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), junto com outros tributos.

Vale ressaltar que as empresas enquadradas no Simples Nacional não devem recolher o DIFAL (Diferencial de Alíquota do ICMS), sobre o qual vamos explicar mais adiante. Essa mudança foi aplicada em 2016 e caso ocorra a cobrança indevida dessa alíquota, o empreendedor pode procurar a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) para corrigir essa situação.  

Como calcular o ICMS em operações no próprio estado?

Para as empresas que optaram pelo Lucro Real ou Lucro Presumido, o primeiro passo para calcular o ICMS é determinar se a operação será realizada dentro da mesma Unidade Federativa ou se a venda é interestadual.

Se a venda será realizada dentro do estado de operação da empresa, então é preciso saber qual é a alíquota praticada no estado. Nesse caso a fórmula é simples, basta múltiplicar o preço do produto ou do serviço pela alíquota praticada.

No estado de São Paulo a alíquota básica é 18%. Essa é a alíquota aplicada para a maioria dos produtos. Portanto, se um produto custa R$100,00 e sobre ele incide uma alíquota de 18%, o valor do ICMS é R$18,00 e o preço final repassado ao consumidor é R$118,00.

Como calcular o ICMS em operações interestaduais?

Para as operações interestaduais é aplicado o DIFAL. O DIFAL é o Diferencial de Alíquota do ICMS, criado para que o recolhimento do ICMS fosse feito de maneira mais justa entre os estados.

Um dos pricipais motivadores da mudança do DIFAL em 2015 foi justamente as vendas pela Internet, pois com o aumento das lojas online o que acontecia era que alguns estados estavam arrecadando muito mais impostos que outros. 

Antes de 2015 a arrecadação do ICMS era destinada apenas ao estado de origem do produto ou do serviço. O que acontecia era que os estados em que os produtos eram mais baratos concentravam as vendas e, consequentemente, também a arrecadação do ICMS, gerando uma concentração de renda ainda maior.

Com a implementação do DIFAL reduziu-se a desigualdade na arrecadação. Essa mudança no DIFAL foi feita gradualmente ao longo dos anos. Sendo que em 2015 o estado de origem ficava com 80% da arrecadação, em 2016 esse valor passou para 60% e em 2017 para 40%. Em 2018, 20% destinava-se ao estado de origem e 80% ao estado de destino. Em 2019 o valor passou a ser integralmente destinado ao estado de destino. 

Como pagar o ICMS?

Empresas do Simples

O ICMS é recolhido mensalmente por meio do DAS.

Empresas do Lucro Real ou Lucro Presumido

Para fazer o recolhimento do ICMS a empresa deve estar cadastrada na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz). No momento do cadastro, a empresa receberá a Inscrição Estadual (IE). É através da Sefaz que a empresa pode gerar as guias de recolhimento do ICMS.

Mais uma vez, como o ICMS é de responsabilidade do estado, os documentos exigidos e o procedimento para fazer a Inscrição Estadual podem variar para cada UF.

Além disso, se a empresa realizou transações interestaduais, o pagamento deve ser feito com a GNRE (Guia Nacional de Recolhimento Estadual).

ICMS e o papel do escritório de contabilidade

Ocorreram várias mudanças no Brasil no que diz respeito ao pagamento do ICMS, seja no valor das alíquotas, prazos ou formas de recolhimento. O escritório de contabilidade tem o importante papel de garantir que a empresa esteja em dia com o Fisco e sem pagar mais impostos que o devido. 

A Brasct é um escritório de contabilidade com mais de 48 anos de experiência. Somos especialistas em tributação para e-commerces e estamos sempre atentos às mudanças, cuidando da saúde financeira dos nossos clientes.

O que mudou em 2021 com as novas alíquotas do ICMS em São Paulo?

Este ano ocorreram várias mudanças no ICMS em São Paulo; entre elas, os aumentos das alíquotas, aplicados a partir do dia 15 de Janeiro de 2021. Esse aumento faz parte das medidas que integraram o grande pacote da reforma administrativa e ajuste fiscal desenhado pelo governador do estado de São Paulo, João Dória.

O projeto foi aprovado em Outubro de 2020 pela Assembleia Legislativa, com o objetivo de diminuir o rombo das contas do Estado e liberar recursos para investimentos em outras áreas, de acordo com o governo. A previsão de deficit para esse ano era de R$ 10,4 bilhões e as medidas da reforma representariam uma economia de R$ 7 bilhões.

Vale ressaltar que alguns aumentos de ICMS foram revogados no início do ano e, a partir dos novos números, a previsão de economia caiu para R$ 6,5 bilhões. 

Aumentos nas alíquotas do ICMS previstos para o início do ano que foram revogados

Após pedidos de representantes do agronegócio e a mobilização de protestos por parte dos sindicatos rurais e cooperativas, o governo de São Paulo decidiu cancelar o aumento nas alíquotas do ICMS para os setores de insumos agropecuários, produção de alimentos e medicamentos genéricos. 

Implementos agrícolas e geração de energia para estabelecimentos rurais também tiveram seus aumentos revogados.

Produtos e serviços impactados pelo aumento das alíquotas do ICMS

Dentre a lista de produtos que tiveram o aumento da cobrança do ICMS estão os veículos automotores, preservativos, materiais de construção, biodiesel, querosene, TV por assinatura, móveis, entre outros.

Quanto ao reflexo desse aumento nos preços finais, vale ressaltar que existem ainda os impactos indiretos, pois a cobrança pode incidir sobre diferentes partes da cadeia de produção de um determinado produto. 

No caso do setor de construção por exemplo, houve um aumento de 12% para 13,3% nas alíquotas de diversos produtos, como pregos, argamassa, blocos de concreto, tijolos, telhas e louças sanitárias.

Além disso, existem comerciantes que conseguem transferir esse aumento para o consumidor final. Outros, como os pequenos comerciantes, podem ter mais dificuldade de aplicar os valores e arcar com os novos custos.

Reajuste nas alíquotas do ICMS em São Paulo a partir de Janeiro de 2021

A maioria dos reajustes foi de 1% a 4% a mais de imposto. Em outras palavras, um produto que em 2020 possuía uma alíquota de 5%, em 2021 passa a ser entre 6% e 9%.

Por exemplo, as vendas dentro do estado de São Paulo que estavam sujeitas a alíquotas de 7% serão majoradas para 9,4%. Já as comercializações com taxas de 12% passarão para 13,3%.

Alíquotas de ICMS interestaduais 

Vale lembrar que o pacote da reforma administrativa e ajuste fiscal projetado pelo governador de São Paulo não afeta as alíquotas interestaduais. Em relação às cobranças interestaduais, a decisão não compete aos governadores.

Portanto, as alíquotas interestaduais de 4%, 7% e 12% foram mantidas.

O que é o ICMS?

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços (ICMS) é um imposto de competência dos Estados e do Distrito Federal, cuja regulamentação constitucional está prevista na Lei Complementar 87/1996, chamada de “Lei Kandir”. 

O ICMS incide sobre:

  • Operações de circulação de mercadorias, como o fornecimento de alimentos e bebidas em restaurantes, bares ou outros estabelecimentos similares; 
  • Prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal; 
  • Prestações de serviços de comunicação;
  • Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios;
  • Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre serviços, de competência dos Municípios, quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual.
  • Importação de mercadorias do exterior;
  • Serviços prestados no exterior ou que tenham origem fora do país;
  • Entrada, no Estado de destino, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou à industrialização.

Como calcular o ICMS?

Quando as operações são realizadas dentro do mesmo estado, o cálculo é simples. Basta multiplicar o preço do produto pela alíquota praticada no estado.

ICMS = preço do produto x alíquota praticada no estado

Se as operações forem realizadas entre estados será necessário observar a tarifa cobrada pelos dois estados envolvido, portanto a alíquota muda de acordo com o estado de origem e o destinatário. Nesse caso, ocorre a cobrança do Diferencial de Alíquota (DIFAL), com o objetivo de reduzir a diferença de arrecadação entre as unidades da federação.

Dessa forma, os estados dividem a carda tributária, evitando que os estados com alíquotas superiores fiquem em desvantagem. O DIFAL é a diferença entre a alíquota interna do destinatário e a alíquota interestadual do remetente.

Santa Catarina, por exemplo, tem um percentual interestadual de 12% de origem para o Rio Grande do Sul. A alíquota interna do Rio Grande do Sul é 18%, portanto o DIFAL é 6%.

Escritório de Contabilidade em São Paulo

Um bom escritório de contabilidade mantém-se a par de todas essas mudanças e acompanha quaisquer alterações na legislação. O intuito é garantir um trabalho sério e de confiança, para que seus clientes estejam sempre dentro da lei e não paguem impostos indevidos. 

A Brasct é uma empresa especializada, com muitos anos de experiência em contabilidade, análise e recuperação tributária e consultoria empresarial.