Novas regras para a declaração do Imposto de Renda 2023

A Receita Federal anunciou as novas regras do Programa da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) para o ano de 2023. O prazo para a entrega da DIRPF foi estendido e agora vai de 15 de março a 31 de maio.

Uma das principais novidades é a utilização da declaração pré-preenchida, que permitirá a recuperação de diversos dados desde o início do prazo, facilitando a organização tanto dos contribuintes como dos profissionais da contabilidade que realizarão as declarações de seus clientes.

Também foi estabelecido um novo limite para a obrigatoriedade de declaração do IR para os contribuintes que operam na Bolsa de Valores (B3), que agora passa a valer para operações acima de R$40 mil ou que obtiveram ganhos com a incidência do IR.

Outro ponto de destaque é o programa de Cidadania Fiscal, que permite que parte do IRPF devido seja direcionada para os fundos, com o valor destinado sendo somado à restituição e atualizado pela taxa Selic, ou abatido do valor que o contribuinte deveria pagar de imposto.

Mais uma mudança importante é a possibilidade de recebimento da restituição do IRPF via PIX, além das prioridades para recebimento da restituição, que agora incluem aqueles que optarem pela utilização da declaração pré-preenchida e/ou também pela restituição via PIX. Essa medida tem como objetivo incentivar a utilização de meios eletrônicos para a entrega da declaração e também para o recebimento da restituição, trazendo mais segurança e agilidade para o processo.

Quem deve declarar:

Segundo o órgão federal, devem declarar o IR pessoas físicas que atendem a alguns critérios específicos.

Entre as situações que obrigam a declaração do Imposto de Renda estão:

  • Recebimento de rendimentos tributáveis, sujeitos ao ajuste na declaração, cuja soma foi superior a R$ 28.559,70;
  • Recebimento de rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40 mil;
  • Obtenção de ganho de capital na alienação de bens ou direitos à incidência do Imposto em qualquer mês;
  • Realização de operações de alienação na bolsa de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas cuja soma foi superior a R$ 40 mil; ou com apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto;
  • Receita bruta em valor superior a R$ 142.798,50 para atividade rural, ou pretensão de compensar prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2022;
  • Posse ou propriedade de bens, ou direitos, inclusive terra nua, de valor total superior a R$ 300 mil em 31 de dezembro;
  • Condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;
  • Opção pela isenção do IR incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no país, no prazo de 180 dias, contado da celebração do contrato de venda.

Em relação ao ano passado, não houve mudanças nos valores para quem ganha rendimentos tributáveis ou para atividades rurais.

Preenchimento e entrega da declaração

O Imposto de Renda é uma obrigação anual para os cidadãos brasileiros, e a declaração precisa ser preenchida e entregue dentro do prazo estabelecido pela Receita Federal. Ficará disponível para download no site da Receita Federal o Programa Gerador da Declaração (PGD) e o acesso ao “Meu Imposto de Renda” será feito também pelo site da Receita, pelo portal e-CAC, e pelo aplicativo “Meu Imposto de Renda” para dispositivos móveis.

Os contribuintes devem preencher todas as informações solicitadas pela Receita Federal, como dados pessoais, informações de renda, despesas dedutíveis, entre outras. É importante lembrar que a falta de informações precisas ou a omissão de dados pode levar o contribuinte a cair na malha fina da Receita Federal. Por isso, é necessário ter atenção e conferir todas as informações antes de enviar a declaração.

Se o contribuinte atrasar a entrega da declaração, a Receita Federal cobrará uma multa. Ela é calculada com base no tempo de atraso e no valor do imposto devido. O valor da multa é de 1% ao mês-calendário ou fração de atraso, lançada de ofício e calculada sobre o total do imposto devido nela apurado, ainda que integralmente pago. A multa mínima é de R$ 165,74 e o valor máximo corresponde a 20% do Imposto sobre a renda devido.

Veja como será a restituição

Idosos com idade igual ou superior a 80 anos terão prioridade, seguidos por idosos com idade igual a 60 anos, deficientes e portadores de moléstia grave. Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério também terão prioridade no recebimento da restituição.

É importante lembrar que, mesmo com a prioridade para alguns grupos, é necessário cumprir com as obrigações legais para a entrega da declaração, independente da forma de envio e/ou recebimento da restituição. O não cumprimento dessas obrigações pode acarretar em multas e penalidades.

As datas para a restituição do IRPF 2023 foram definidas da seguinte forma: o primeiro lote será pago no dia 31 de maio, o segundo lote no dia 30 de junho, o terceiro lote no dia 31 de julho, o quarto lote no dia 31 de agosto e o quinto lote no dia 29 de setembro.

Vale destacar que as restituições são feitas quando o contribuinte paga mais impostos do que deveria, ele direito a receber de volta a diferença, que é conhecida como restituição. Sem declarar o imposto corretamente, é impossível receber essa devolução de forma legal.

Ao pagar os impostos corretamente, o contribuinte colabora com a arrecadação de recursos para a realização de políticas públicas nas áreas de saúde, educação, segurança e infraestrutura. Além de poder avaliar e controlar melhor seus gastos e investimentos, o que pode levar a um maior planejamento financeiro e à realização de metas de longo prazo.

Neste ano, a Receita Federal espera receber ao menos 39,5 milhões de declarações. É importante que os contribuintes não deixem para a última hora e procurem um profissional da contabilidade para agilizar a sua Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF) 2023.

Imposto de Renda 2023: tudo que você precisa saber

Todas às vezes que um novo ano se inicia, vem com ele a prestação de contas do Imposto de Renda. Em breve, será necessário declarar o de 2023, mas você sabe quais são os documentos necessários para a declaração? Milhares de brasileiros se retorcem em dúvidas e os questionamentos são desde quais documentos básicos são obrigatórios para a declaração, até o que precisa ser incluído nela. 

Lembre-se que a declaração do Imposto de Renda é uma obrigação e é fundamental para manter a sua situação financeira em dia perante a Receita Federal. Portanto, não deixe para última hora e garanta a correta prestação de contas. 

Mesmo as pessoas já acostumadas com esse processo de prestação também estão vulneráveis ao déu o “branco”, e aí, vale dar aquela pesquisada e refrescar a memória. Por isso, decidimos trazer este artigo.

O que é o Imposto de Renda (IR)?

Criado em 1922, o Imposto de Renda, também conhecido como IR, é um tributo cobrado pelo governo brasileiro sobre a renda e o patrimônio dos indivíduos e empresas. É uma das principais fontes de arrecadação para o governo, sendo utilizado para financiar diversos programas e serviços públicos.

Ele é cobrado anualmente e sua declaração é obrigatória para muitos contribuintes, incluindo pessoas físicas e jurídicas.

Existem diversas deduções e isenções previstas na legislação tributária que permitem aos contribuintes reduzir o valor a ser pago.

IRPF

É aplicado às pessoas físicas, ou seja, indivíduos, que tenham faturamento anual superior a R$ 28.559,70, ou cerca de R$ 2.380 por mês. A base para o cálculo do IRPF é composta pelos rendimentos tributáveis, como salários, aposentadorias, aluguéis, entre outros, calculado de acordo com uma tabela progressiva, ou seja, quanto maior a renda, maior a alíquota a ser paga.

Vale destacar que o IRPF é fundamental para a arrecadação de recursos pelo governo, permitindo a execução de políticas públicas e o desenvolvimento do país.

Veja a tabela do IR 2023 que está disponível até agora, a qual é a mesma desde 2015. Ainda não foi divulgado pela Receita Federal as regras deste ano:

Tabela do Imposto de Renda 2023

SalárioAlíquota do IRPFParcela dedutível
Até R$1.903,98Isento0
De R$1.903,99 até R$2.826,657,5%142,8
De R$2.826,66 até R$3.751,0515%354,8
De R$3.751,06 até R$4.664,6822,5%636,13
Acima de R$ 4.664,6827,5%869,36

via GIPHY

Para que serve?

O Imposto de Renda serve como uma forma de arrecadação de recursos pelo governo para financiar suas atividades e investimentos em áreas como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Além disso, é uma forma de equalização de renda, pois aqueles que têm maiores rendimentos contribuem proporcionalmente mais para a sociedade, pois as pessoas com maior renda são obrigadas a contribuir proporcionalmente mais. Em resumo, o Imposto de Renda é fundamental para garantir o funcionamento do Estado e o bem-estar da população.

Quando deve ser feito?

A declaração do Imposto de Renda 2023 deve ser feita entre 1 de março e 30 de abril de 2023, exclusivamente pela internet, no site da Receita Federal. É importante estar atento aos prazos e aos dados informados na declaração, pois erros ou atrasos na entrega podem resultar em multas e juros.  Então, se você precisa fazer a declaração do tributo, é bom separar a documentação com antecedência para conseguir fazer esse processo de forma tranquila e sem preocupações.

via GIPHY

Quais documentos são necessários?

Os documentos exigidos para a declaração do Imposto de Renda 2023 da Pessoa Física incluem:

– CPF;

– Documento de identificação, como RG ou CNH;

– Comprovante de residência;

– Informações sobre rendimentos recebidos ao longo do ano, incluindo salários, aposentadoria, aluguéis, entre outros;

– Extratos bancários e informações sobre investimentos;

– Receitas médicas, despesas com educação, doações, entre outras deduções permitidas por lei.

Observe que essa lista pode não incluir todos os documentos necessários para a declaração do Imposto de Renda, mas são os mais comuns. É importante verificar a Receita Federal para mais informações e atualizações.

via GIPHY

Declaração feita

Ao fazer a declaração, é fundamental prestar atenção aos prazos e aos valores declarados para evitar vexames. Vale ressaltar que erro ou omissão pode resultar em multas e até mesmo em processos judiciais. Lembre-se que é importante incluir todos os bens e direitos que possua, como imóveis, veículos, ações e outros ativos financeiros.

Para facilitar o processo, é possível utilizar o programa da Receita Federal ou contar com a ajuda de um contador. É imprescindível escolher a opção que mais se adéque às suas necessidades e aos seus conhecimentos fiscais.

Além disso, é importante estar atento às mudanças na legislação tributária. Novas regras e isenções podem ser incluídas a cada ano, sendo preciso estar atualizado para aproveitá-las ao máximo.

Quem tem direito à restituição do IR?

A restituição do Imposto de Renda (IR) é um benefício concedido aos contribuintes que pagaram mais impostos do que deveriam. Neste caso, a Receita Federal devolve a diferença paga a mais. A restituição é concedida aos contribuintes, com direito ao crédito fiscal, ou seja, aqueles que apresentam uma dedução de impostos maior do que o valor devido.

Para ter direito à restituição, o contribuinte deve preencher e entregar a Declaração de Imposto de Renda (DIRPF) corretamente, informando todos os rendimentos tributáveis, despesas dedutíveis e outros fatores que possam influenciar no valor do imposto a ser pago.

Em geral, os contribuintes, com direito à restituição são aqueles que apresentam deduções de despesas médicas, previdenciárias, educacionais e outras, além de aqueles que têm rendimentos tributáveis menores do que o limite estabelecido pela Receita Federal.

via GIPHY

Sonegação e suas consequências

A sonegação de Imposto de Renda pode ocorrer tanto em pessoas físicas quanto em pessoas jurídicas. Em ambos os casos, consiste em não declarar ou declarar de forma inadequada a renda e bens para evitar o pagamento de impostos devidos ao governo, como ocultar ou mentir sobre documentos financeiros e o aumento de patrimônio.

É um comportamento ilegal e antiético que prejudica a arrecadação do Estado, a sociedade e a imagem pública da pessoa ou empresa sonegadora. As consequências da sonegação fiscal incluem multas, juros, processos criminais, prejudicando a credibilidade e reputação e, em casos graves, a perda da capacidade de contratar com o Estado.

Carnê-Leão: o que é e quem deve declarar

Você já ouviu falar do Carnê-Leão? Se não, pode ser que você esteja deixando de pagar impostos relativos a alguns dos seus rendimentos, o que pode acarretar em diversos problemas. Estão entre esses rendimentos, por exemplo, os ganhos na bolsa de valores.

Abaixo, preparamos uma explicação detalhada sobre o que é o Carnê-Leão, indicando quando, como e quem deve declarar.

Photo of thoughtful handsome adult european man holds chin and looks pensively away tries to solve problem Free Photo

O que é o Carnê-Leão

O Carnê-Leão é o sistema de recolhimento mensal de Imposto de Renda de pessoas que recebem pagamentos que não são tributados diretamente na fonte.

Isso se aplica a pessoas físicas que recebem pagamento de outras pessoas física sem que haja vínculo empregatício entre elas. Essa condição inclui profissionais autônomos que prestam serviço para pessoas físicas, locatários de imóveis e até mesmo beneficiários de pensão alimentícia.

Quaisquer pagamentos vindos do exterior também devem ser declarados através do Carnê-Leão, já que, nesse caso, o governo brasileiro só tem como cobrar o imposto do recebedor.

É obrigado a preencher o cartão-leão quem receber mais de R$ 1.903,98 no mês a partir desses tipos de rendimento.

O que muita gente não sabe é que os ganhos com a venda de ações na bolsa de valores também precisa ser declarado por meio do Carnê-Leão. Explicaremos sobre isso mais adiante.

Origem

O Carnê-Leão foi instituído em 1979 e era, de fato, um carnê de papel que continha DARFs (Documentos de Arrecadação de Receitas Federais) em branco. Eles precisavam ser preenchidos manualmente com os valores de imposto calculados pelo próprio contribuinte.

Foi justamente no momento da criação dessa modelo de recolhimento do Imposto de Renda que o leão passou a ser usado como símbolo da Receita Federal: um animal justo, mas pronto para atacar quem o desafia.

Nos anos 1990, com a informatização, o Carnê-Leão se tornou um programa para preenchimento dos dados de forma eletrônica que permitia a impressão do DARF.

Finalmente, em 2021, o processo se tornou totalmente online. A partir de então, ele passou a ser chamado oficialmente de Carnê-Leão Web.

Livro-caixa

O Carnê-Leão funciona como um livro-caixa no qual o profissional autônomo registra todos os seus rendimentos, mas também todas as suas despesas para realização da atividade profissional. Isso inclui gastos como:

  • Aluguel e IPTU
  • Eletricidade, água e Internet
  • Materiais de trabalho
  • Pagamentos de funcionários

Essas despesas são deduzidas do cálculo do Imposto de Renda que ele deve pagar.

Dessa forma, além de uma maneira de calcular o imposto devido, o Carnê-Leão também é uma ferramenta administrativa para o profissional, que tem seus gastos e ganhos registrados através do preenchimento desse documento.

Por isso, o profissional deve ter o registro de cada um dos seus recebimentos, por meio de emissão de recibo, para que os valores possam ser registrados com precisão.

Recebimento de pessoa jurídica

Quando o autônomo presta serviço para uma pessoa jurídica é ela quem deve recolher o Imposto de Renda diretamente da fonte. O recolhimento deve ser feito sempre que o valor a ser pago mensalmente for maior que R$1.903,98, pois pagamentos menores que esse valor estão isentos.

Nesse caso, a fonte pagadora deve disponibilizar um informe de rendimentos anual para o prestador de serviço.

Bolsa de valores

O Imposto sobre ganhos obtidos com a venda de ações na bolsa também não é totalmente debitado na fonte. Acontece que apenas uma pequena parcela desse tributo incide diretamente sobre as operações, o chamado “dedo-duro”.

O imposto dedo-duro é de apenas 0,005% nas operações comuns. O restante precisa ser pago através de um DARF gerado pelo Carnê-Leão. Mas só precisa fazer o preenchimento quem receber acima de R$ 20 mil por mês com a venda de ações, valores menores estão isentos.

O investidor precisa preencher o Carnê-Leão com o código 6015, informando os ganhos obtidos e descontando o valor do imposto dedo-duro.

Como pagar?

O contribuinte deve preencher o Carnê-Leão na plataforma e-CAC, da Receita Federal. Após o preenchimento, é gerado um DARF para o pagamento do imposto. O pagamento deve ser realizado até o último dia último do mês seguinte ao recebimento dos valores declarados.

Por que preencher corretamente?

Quem não declara todos os seus rendimentos submetidos ao Carnê-Leão está sonegando impostos e, portanto, cometendo um crime.

A Receita realiza cruzamentos de dados e pode identificar que um cidadão tem renda não declarada. Se isso acontecer, ocorre cobrança dos impostos devidos, aplicação de multa e até mesmo a possibilidade de abertura de um processo penal. Para pagar os impostos em atraso, pode ocorrer até mesmo a penhora de bens do contribuinte.

No caso dos ganhos com a bolsa de valores, em especial, é muito fácil para a Receita identificar a sonegação, porque o imposto dedo-duro serve justamente para alertar o governo sobre as transações realizadas pelos investidores.

Por isso, tanto por questões éticas, quando para evitar problemas financeiros e com a Justiça, é essencial a declaração correta dos rendimentos submetidos ao Carnê-Leão.

Declaração Anual do Imposto de Renda

Quem se enquadra em um dos critérios de obrigatoriedade para a Declaração Anual do Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) deve importar os dados do Carnê-Leão. Como o imposto já foi pago mensalmente, não haverá nova cobrança sobre essa renda.

Se o pagamento do Carnê-Leão não tiver sido realizado corretamente, será necessário regularizar a situação, com a geração de multa e juros em relação aos valores em atraso.

Nesse caso, para calcular o valor atualizado dos impostos devidos é necessário usar o programa Sicalcweb, disponível no site da Receita Federal.

Em relação aos serviços prestados para pessoas jurídicas, o preenchimento na declaração anual deve ser feito a partir dos informes de rendimentos repassados pelas empresas.

Tornar-se pessoa jurídica?

Pode ser mais vantajoso para o profissional autônomo passar a recolher seus impostos como pessoa jurídica. A alternativa mais simples é o MEI (Microempreendedor Individual), que permite um rendimento anual de até R$ 130 mil e implica em um pagamento mensal fixo que varia entre R$ 61,60 e R$ 66,60, relativo a INSS, ISS e ICMS.

O MEI não precisa recolher Imposto de Renda mensalmente, apenas na declaração anual, caso sua renda tributável anual seja superior a R$ 28.559,70. Mas nem todas as profissões podem se cadastrar como MEI. No caso de profissionais liberais, é necessário abrir uma ME (Microempresa) ou EPP (Empresa de Pequeno Porte).

A BRASCT pode te ajudar

Esperamos que você tenha entendido o que é o Carnê-Leão e quem deve declarar. Mas esse assunto sempre gera muitas dúvidas e dificuldades no preenchimento, especialmente em situações como os rendimentos com bolsa de valores.

Portanto, se precisar de alguma ajuda nesse processo, conte com a BRASCT, um escritório de contabilidade em São Paulo que está sempre pronto para te auxiliar no que for necessário.

Não fiz minha declaração de IRPF 2021. E agora?

Não entregou a declaração do Imposto de Renda 2021? Veja o que acontece se você não declarar no prazo e como fazer essa declaração depois.

Erros e divergências na declaração podem levar o contribuinte a cair na chamada malha fina. Quem fica nessa situação tem a restituição de imposto retida para verificação de pendências e eventual correção dos erros, ou pode, até mesmo, ser alvo de uma investigação mais aprofundada da Receita Federal.

O que acontece se eu não declarar?

A multa mínima para quem não entregou dentro do prazo é de R$ 165,74, mas pode atingir até 20% do imposto devido.

O CPF pode ser negativado impedindo a liberação de empréstimos, tirar passaportes, obter certidão negativa para venda ou aluguel de imóvel e até prestar concurso público.

Por isso, é melhor cumprir o prazo do que pagar multa. Entregue a declaração no prazo mesmo com informações incompletas, porque a Receita possibilita corrigir depois.

Como declarar imposto de renda atrasado?

Gere um novo Darf com a multa e os juros por atraso no www.regularize.pgfn.gov.br e clique na opção “Emitir Guia de Pagamento”. Calcule os juros e a multa com o programa Sicalcweb, disponível no site da Receita.

Erros mais comuns na declaração

  • Omissão de rendimento;
  • Dados incompatíveis com os informados pelas fontes pagador;
  • Lançamento de despesas médicas que não são dedutívei.

Erros e divergências na declaração podem levar o contribuinte a cair na malha fina.

Como não cair na malha fina

  • Informe todos os rendimentos;
  • Declare corretamente as despesas dedutíveis;
  • Não deixe nenhum bem ou direito de fora;
  • Rendimentos isentos devem ser declarados;
  • Especifique os impostos recolhidos através de DARF.

Quem fica nessa situação tem a restituição de imposto retida.

Quando começa a restituição?

Começou dia 31/05 a restituição do primeiro lote.

Para consultar se foi contemplado, acesse o site da Receita Federal .

Está precisando de ajuda? Conte com a gente!

Day Trade no Imposto de Renda: como funciona a declaração?

E foi dada a largada para o calendário de 2020 para o “acerto de contas com o Leão”, em que uma grande parcela da população brasileira deverá elaborar e entregar a sua Declaração de IRPF — Imposto de Renda Pessoa Física. Com ele, surgem muitas dúvidas de como proceder no preenchimento correto, principalmente, por parte de quem atua como investidor na Bolsa de Valores, afinal, essa atividade está regida sob muitas regras.

Neste artigo abordaremos como declarar as operações de Day Trade no IRPF e, assim, estar em dia com as suas obrigações fiscais e tributárias, evitando cair na tão famosa e temida lista da “malha fina”. Então, continue esta leitura e saiba mais sobre esse tema tão importante!

Apure mensalmente o lucro e recolha o imposto

É caracterizado como uma operação de Day Trade a compra e venda (ou vice-versa) de um mesmo ativo dentro do mesmo pregão. Essa operação pode resultar em lucro ou prejuízo e, no caso de lucro, o investidor deve apurar o IR (Imposto de Renda) sobre os rendimentos a uma alíquota de 20%. Nesse processo você deve aplicar a alíquota informada (20%) e diminuir do valor do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), que está expresso na sua nota de corretagem.

Eis um grande erro cometido por alguns investidores que operam nessa modalidade: não recolher mensalmente o IR sobre os lucros, achando que poderá acertar as contas somente no IRPF. No entanto, a Declaração Anual serve apenas como ajuste do imposto que foi movimentado ao longo do ano, e não para quitar dívidas passadas.

Então, a preparação para a IRPF começa muito antes que você imagina, ou seja, se inicia a partir do recolhimento mensal do imposto devido por meio do DARF — Documento de Arrecadação da Receita Federal.

Se você não recolheu o IR no prazo devido, então gere os DARFs e pague (acrescido da multa) antes de elaborar e entregar a IRPF.

Lembre-se que você pode (e deve) abater os custos das operações, ou seja, os valores de corretagem, emolumentos, registro e demais elementos podem ser descontados do lucro.

Caso precise de ajuda para entender melhor a legislação que regula os investimentos na modalidade Day Trade é só entrar em contato conosco pelo nosso WhatsApp que um dos nossos especialistas vai ajudá-lo.

Partindo para o programa IRPF

Agora que você já apurou os lucros ou prejuízos mensalmente, separou os valores pagos nos DARFs dos seus respectivos meses de referência, chegou o momento de iniciar as atividades no programa IRPF, onde será gerada a sua Declaração Anual de ajuste.

As operações de Day Trade devem ser lançadas na ficha Renda Variável, opção Operações Comuns/Day Trade. Ao escolher essa opção será aberto o formulário mensal. Nele você encontrará a coluna Day Trade e várias linhas de acordo com a natureza (Mercado à Vista, Mercado Opções, Mercado Futuro e Mercado a Termo) e o produto (ações, ouro, dólar, índice, juros e outros) que foi operado nessa modalidade, além das guias com os meses do ano.

Nessa coluna você deve informar o lucro auferido e, caso o mês tenha fechado no prejuízo, você deve colocar o sinal de “-“ (negativo) antes do valor. Nessa mesma coluna, o último campo (Imposto pago) você deve informar o valor pago no DARF referente ao mês de competência.

Lembre-se que esse processo deve ser mês a mês, ou seja, em nenhuma hipótese você pode somar os valores de todos os meses. Assim, cada mês tem suas próprias informações.

Transportando prejuízos do ano anterior

Infelizmente o programa IRPF não importa os prejuízos do ano anterior, devendo o contribuinte informar manualmente. Mas fique tranquilo que o procedimento é simples! Na ficha Renda Variável, opção Operações Comuns/Day Trade. No mês de janeiro, no campo Resultado negativo até o mês anterior você deve informar o prejuízo do ano anterior.

Assim, você estará informando à Receita Federal que no ano anterior as suas operações de Day Trade geraram prejuízos e, assim, poderá compensá-los futuramente nos meses em que for auferido lucro.

Viu como é simples declarar suas operações de Day Trade no imposto de Renda? Ao seguir as dicas desse artigo você terá a tranquilidade de estar em conformidade com as regras vigentes.

Se você precisa de assessoria para elaborar a sua Declaração de Imposto de Renda, nós podemos te ajudar! Entre em contato por meio do nosso WhatsApp!

Entenda como funciona a declaração de ações no Imposto de Renda

Os questionamentos sobre os pontos relativos à declaração de Imposto de Renda são recorrentes todos os anos tanto no âmbito empresarial quanto pessoal.

Dúvidas a respeito de diferentes tópicos do Imposto de Renda assolam contribuintes de todo Brasil ao longo do período de declaração estipulado pela Receita Federal.

É preciso estar atento aos diversos elementos cobrados na declaração para evitar problemas graves com o fisco em um momento posterior. Multas e restrições podem ser impostas ao contribuinte caso determinados erros sejam cometidos no processo de declaração do Imposto de Renda.

Um dos elementos que tem gerado bastante dúvida é a declaração dos rendimentos obtidos através de ações, e o pagamento dos seus respectivos tributos. Descuidos nesse quesito podem gerar prejuízos importantes para o declarante.

Devo declarar todos os rendimentos obtidos com ações?

É muito importante salientar que – mesmo para os contribuintes que não fizeram operações financeiras superiores a 20 mil reais (mensais) – é fundamental declarar todos os rendimentos conquistados através do mercado de ações.

Também é imprescindível lembrar que operações como as EFT de ações, Day Trade, e as relativas aos fundos imobiliários não possuem isenção.

Qual o motivo para declarar ações no Imposto de Renda?

Todo investidor precisa ter em mente que a Receita Federal analisa e interliga os dados transmitidos pelas organizações financeiras com os rendimentos obtidos no mercado de ações informados pelo contribuinte.

Portanto, é fundamental declarar os ganhos com as operações no mercado financeiro, obedecendo à orientação da Receita Federal, que deixa textualmente bem claro na Instrução Normativa (número 1871) que todos que obtiveram rendimentos a partir de operações em bolsas de valores e similares são obrigados a informar o total desses ganhos ao Estado brasileiro, e arcar com os impostos devidos.

Como declarar ações no Imposto de Renda 2020?

O primeiro passo para efetuar a declaração de ações no Imposto de Renda é baixar o programa disponibilizado pela Receita Federal.

Em seguida, o contribuinte deve reunir toda a documentação exigida pelo órgão governamental. Essa documentação deve indicar todas as movimentações financeiras no mercado de ações realizadas pelo investidor entre o dia 1 de janeiro e o dia 31 de dezembro de 2019.

É preciso especificar todos os valores operados mensalmente e os respectivos ativos (ação ou dólar, por exemplo) e suas informações específicas (custo médio, entre outras), bem como, o tipo de venda (Day Trade ou ordinária).

Também é imprescindível anexar os extratos de Imposto de Renda, as notas de corretagem, e os DARFs.

Posteriormente, é preciso somar os resultados das operações, verificando as especificidades de tributação de cada uma.

É necessário, ainda, informar individualmente – na Ficha de Bens e Direitos – os saldos dos ativos (através dos seus códigos).

Qual o valor do imposto sobre o rendimento alcançado?

Também é muito importante frisar que existem alíquotas diferentes para determinados tipos de operação financeira.

Os rendimentos conquistados por meio das operações comuns têm uma tributação de 15%. Já os ganhos obtidos através da operação denominada Day Trade possuem uma alíquota de 20%.

Conheça os tipos de investimentos que são isentos do Imposto de Renda

Entrar no mundo de investimentos significa ter que arcar com a responsabilidade de estudar sobre o mercado e analisar quais fundos são mais pertinentes para aplicação.

Com a taxa Selic em baixa e o crescimento do interesse pela renda variável, muitas dúvidas acabam surgindo, principalmente no que tange às altas cargas tributárias sobre rendimentos.

Mas afinal, quais são os melhores investimentos com isenção de Imposto de Renda? Vamos te contar tudo sobre eles!

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito de Agronegócio e (LCA)

Bastante procurados por investidores de perfil moderado, o LCI e o LCA têm se consagrado como títulos bastante atrativos por conta da ausência de Imposto de Renda.

Na realidade, esses fundos são viabilizados por instituições bancárias que tem por objetivo arrecadar dinheiro para fornecer aos setores de agronegócio e imobiliário.

Quando o título vence, o banco paga o que foi investido mais o valor da taxa de juros.

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA)

Ambos são fundos de renda fixa indicados para investidores que não pretendem se arriscar muito no mercado financeiro. Os títulos normalmente são feitos pelos bancos e o dinheiro aplicado pelo investidor é usado para quitar as dívidas em atividade.

Bônus com ações na bolsa de valores

Quem consegue vender até R$20 mil na bolsa de valores também consegue o benefício de ficar isento do Imposto de Renda. Mas essa condição só vale quando a negociação é feita em dia diferente da compra.

Debêntures

Por fim, a última categoria de investimento não tributável, é a debênture, cujos títulos são emitidos por corporações de capital aberto ou fechado. Assim como as instituições financeiras, esses fundos ficam disponíveis para serem adquiridos para que o dinheiro aplicado seja usado para manter as atividades e os compromissos da empresa.

Títulos isentos de IR valem mesmo a pena?

Como dissemos lá no início desta conversa, o mercado de investimentos é bastante complexo e exige disciplina e comprometimento. Em meio a tantas oscilações e tantos produtos ofertados por carteiras de diversas corretoras, fica até difícil de tomar uma decisão logo de cara, certo? E aí surge a dúvida: será que esses fundos isentos do Imposto de Renda valem mesmo a pena?

Pois é, essa categoria de aplicação é bem atrativa por não ser tributável, mas recomenda-se que o investidor tenha um conhecimento profundo do título que está adquirindo. Isso porque, às vezes, mesmo que haja um certo valor a ser pago a Receita Federal, o rendimento acaba sendo viável.

Mas é claro que esse não é o único aspecto a ser levado em consideração.

Para conseguir aumentar suas chances de sucesso com a rentabilidade do seu investimento, é essencial manter uma rotina de estudos sobre o mercado financeiro. Isso inclui saber sobre as principais empresas de capital aberto e fechado, a influência de decisões políticas na bolsa de valores, entre outras informações.

Quer saber mais sobre como investir do jeito certo? Acompanhe nosso blog e fique por dentro de todas as novidades!

Entenda tudo sobre Imposto de Renda de Pessoa Física

Todo ano é a mesma coisa: quando chega o mês de março começa o período para entrega da declaração do Imposto de Renda. Nessa época, sempre surgem dúvidas sobre o imposto e sobre como fazer a declaração. Para tirar suas dúvidas, elaboramos este post.

Imposto de Renda – conceito

O Imposto de Renda é um tributo com finalidade fiscal, sendo considerado o maior arrecadador entre os impostos federais. Como o nome já diz, ele incide sobre a renda, mas também sobre os proventos de qualquer natureza.

O objetivo do Imposto de Renda é tributar os acréscimos patrimoniais. Portanto, verbas indenizatórias, como vale alimentação, não são tributadas por esse imposto.

Alíquotas para incidência mensal

Diz-se que o Imposto de Renda é progressivo, ou seja, quanto maior a renda do indivíduo, maior o montante a ser pago. Há quatro faixas de alíquotas para o Imposto de Renda, que variam de acordo com os rendimentos mensais do contribuinte. São elas:

7,5 %

15 %

22,5 %

27,5 %

Quem precisa declarar o Imposto de Renda referente ao exercício 2020?

Quem recebeu rendimentos tributáveis cuja soma anual foi superior a R$ 28.559,70;

Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00.

Quem tem bens e/ou propriedades de valor superior a R$300 mil.

Quem comprou ou vendeu ações na bolsa.

Quer informações mais específicas sobre o Imposto de Renda? Então entre em contato ou nos chame no WhatsApp.

WhatsApp contabilidade em são paulo

Tipos de declaração

Existem dois tipos de declaração: a completa e a simplificada.

A declaração simplificada é indicada para quem não tem muitas despesas para deduzir, pois o sistema calcula como padrão um desconto de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34 para o exercício de 2019. É uma forma mais simples e prática.

No modelo completo, o contribuinte precisa detalhar todas as despesas tributárias que teve ao longo do ano. Os gastos mais comumente declarados para obter dedução são os referentes à saúde, educação e previdência.

A declaração completa é mais recomendada para aquelas pessoas que possuem muitas despesas para abater. Nesse caso, é necessário guardar os comprovantes das despesas por cinco anos, para o caso de a Receita Federal solicitar algum esclarecimento.

Como fazer a declaração

Para aqueles que não se encaixam na condição de isentos, é preciso fazer a declaração. Para isso, o primeiro passo é juntar toda a documentação necessária. Isso inclui comprovante de rendimentos cedido pelo empregador, comprovantes de pagamento de plano de saúde, recibos médicos e odontológicos, etc.

É possível fazer a declaração em um computador ou em um dispositivo móvel, como o celular.

No computador, há duas formas: tanto é possível baixar o Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível no site da Receita Federal, como é possível acessar o serviço Meu Imposto de Renda, disponível no Portal e-CAC.

Em dispositivos móveis, é necessário utilizar o serviço “Meu Imposto de Renda”, no APP “Meu Imposto de Renda”.

Caso o contribuinte atrase a entrega da declaração, deverá arcar com uma multa.

Para os contribuintes que estão sem tempo ou não querem ter que se preocupar com o assunto, é indicado contratar um escritório de contabilidade.

Para saber mais sobre o Imposto de Renda, recuperação de impostos ou outros assuntos contábeis, entre em contato ou nos chame pelo WhatsApp.

whatsapp contabilidade em sao paulo

5 dicas para sair do vermelho em 2020

Entra ano, sai ano e um tema que sempre continua no topo da lista de desejos de muitas pessoas é aquela vontade de economizar e sair do vermelho. Para se ter ideia, de acordo com um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), pelo segundo ano consecutivo, 49% dos brasileiros têm como meta principal guardar dinheiro. Outras vontades que dependem de uma organização financeira também estão no ranking da lista, como: fazer uma viagem, (30%), comprar ou reformar a casa, (28%) e tirar as finanças do vermelho (27%). Mas como podemos tirar essa vontade do papel e colocá-la em prática com pequenas atitudes?

 

Sempre digo que o maior erro dos brasileiros está no medo de encarar as contas de frente. Muita gente não tem controle ou não sabe o quanto gasta por mês, então não consegue definir sua renda mensal fixa, gastos com refeição, transporte, saúde, aluguel, entre outros custos. Já vi até pessoas que têm até medo de abrir a conta corrente no aplicativo do celular para ver o saldo ou se assusta quando chega o extrato do banco. É importante ressaltar que precisamos encarar a realidade e manter o equilíbrio nos gastos. Você pode, sem problemas, comprar a calça que tanto quer, mas você deve cortar outros gastos daquele mês e assim por diante. 

 

Para alcançar esse equilíbrio e manter a sua saúde financeira em dia existem algumas dicas simples que podem parecer clichê, mas não são levadas a sério na maioria das vezes e, por isso, estamos entre os países mais endividados do mundo. Segundo o professor do Insper Ricardo Rocha, com dados do CountryMeters e Serasa Experian, o número de endividados no Brasil formariam uma nação maior do que a Colômbia, quase duas vezes o Perú. Para ajudar a driblar os problemas com falta de organização financeira, listo abaixo cinco passos para sair do vermelho em 2020: 

 

1 – Comece o quanto antes: não espere pelo melhor aplicativo ou pela melhor planilha de excel, você pode iniciar de uma maneira mais rápida e simples. Minha dica é pegar um bloquinho de notas e escrever o que você tem de contas para este mês e para os meses seguintes, até o final do ano. Não se esqueça de colocar todas as parcelas que estão em aberto. Outra dica é, para quem tem dívidas, agora é uma boa hora para negociá-las, já que a taxa Selic caiu bastante. 

 

2 – Defina se você ‘quer’ ou se você ‘precisa’: existe uma diferença muito grande nas compras necessárias e nas compras que são para nos agradar. Por exemplo: é preciso deixar uma parte do salário para as refeições, mas você não precisa ir ao restaurante toda semana. Leve marmita ao trabalho, deixe de comprar aquele cafezinho de todos os dias, ou aquele doce após o almoço. Você verá, pequenas atitudes tem um grande resultado no fim do mês. Isso não quer dizer que precisamos nos privar de luxos, mas novamente tudo é uma questão de equilíbrio.

 

3 – Anote seus gastos: pode até ser chato, mas ao anotar cada compra é possível ter um panorama geral de como pequenos custos podem se tornar uma bola de neve no fim do mês. O primeiro passo é anotar tudo o que gasta, seja aquele cafezinho, almoço ou mesmo uma conta maior, como a fatura de um cartão de crédito, por exemplo. Não é preciso nenhuma planilha, você pode pegar um caderninho e ir anotando diariamente seus custos, entradas e retiradas.

 

4 – Guarde uma parte do seu salário: depois de anotar todos seus gastos fixos, se proponha a guardar uma parte do seu salário todo mês, seja 5%, 10% ou até 25%, não importa a quantia, apenas guarde. É importante se propor todo mês a não mexer em uma parte dessa renda que entra, aconselho sempre retirar esse dinheiro logo que o salário cai, depois separar o necessário para os gastos fixos, sem deixar de lado, claro, lazer e alguns mimos, afinal, ninguém é de ferro.

5 – O cartão de crédito pode ser vilão ou até o mocinho das finanças:  para ter cartão de crédito é preciso disciplina.  Na verdade, é uma opção que funciona muito bem, mas é necessário ter  conhecimento sobre o quanto você pode gastar e saber que o segredo é não pagar o mínimo, e sim a fatura cheia. Se você paga o mínimo acaba lidando com um juros absurdo. Caso a pessoa não seja comprometida em pagar a tarifa em dia e não consiga gastar dentro do seu limite, é melhor abrir mão do cartão e se programar para pagar a vista, ao invés de criar parcelas. Eu, por exemplo, só uso o cartão de crédito, já uso pontos, faço milhas,  porque assim, pago menos taxas.