Como Fazer um Balanço Patrimonial Eficiente para seu Negócio de E-commerce

Vamos explorar um aspecto fundamental da saúde financeira do seu negócio de e-commerce: o balanço patrimonial. Apesar de ser frequentemente visto como um desafio, um balanço patrimonial eficiente pode fornecer insights valiosos sobre os ativos, passivos e patrimônio líquido da sua empresa.

Primeiro Vamos Entender: O Que é um Balanço Patrimonial?

O balanço patrimonial é um instantâneo das finanças da sua empresa em um determinado momento. Ele mostra a equação básica da contabilidade: Ativos = Passivos + Patrimônio Líquido.

Os ativos representam o que sua empresa possui, os passivos são as obrigações financeiras e o patrimônio líquido é a diferença entre os dois, representando o valor líquido da empresa.

Passo-a-Passo para um Balanço Patrimonial Eficiente:

  1. Reúna seus Dados Financeiros: Antes de começar, organize todas as informações financeiras relevantes, como registros de vendas, despesas, dívidas e investimentos. Isso garantirá que você tenha uma imagem completa das finanças da sua empresa.
  1. Classifique Ativos e Passivos: Divida seus ativos em categorias como ativos circulantes (caixa, estoque) e ativos não-circulantes (propriedades, investimentos). Faça o mesmo para seus passivos, agrupando-os em passivos circulantes (fornecedores, empréstimos de curto prazo) e passivos não circulantes (empréstimos de longo prazo).
  1. Calcule o Patrimônio Líquido: O patrimônio líquido é a diferença entre seus ativos totais e passivos totais. Ele representa o valor residual que pertence aos proprietários da empresa. Certifique-se de incluir investimentos de proprietários e lucros acumulados nessa categoria.
  1. Verifique a Equação Fundamental: No final do balanço patrimonial, a equação deve sempre se equilibrar: Ativos = Passivos + Patrimônio Líquido. Se os números não coincidirem, reveja seus cálculos para garantir a precisão.

Dicas para uma Análise Mais Profunda

Comparação ao Longo do Tempo: Compare balanços patrimoniais ao longo de diferentes períodos para identificar tendências e mudanças. Isso pode revelar padrões sazonais, crescimento ou áreas de preocupação.

Razões Financeiras: Calcule razões financeiras, como a liquidez corrente (relação entre ativos circulantes e passivos circulantes), para avaliar a capacidade da sua empresa de cumprir obrigações financeiras de curto prazo.

Tomada de Decisão Informada: Com um balanço patrimonial claro, você poderá tomar decisões informadas sobre investimentos, expansões ou otimizações de recursos.

Agora, você já sabe que um balanço patrimonial eficiente é uma ferramenta poderosa para entender a posição financeira do seu negócio de e-commerce. Ele fornece uma visão panorâmica dos seus recursos e obrigações, permitindo que você tome decisões baseadas em dados para o crescimento sustentável.

Lembre-se de que a precisão e a organização são essenciais nesse processo, por isso, você pode contar com a assistência de uma empresa especializada, como a BRASCT Contabilidade, para cuidar disso para você.

Fale conosco, será um prazer atendê-lo.

Contabilidade para E-commerce B2B: Estratégias Específicas para Negócios entre Empresas

Se você é proprietário de um e-commerce voltado para transações entre empresas, sabe que as regras do jogo são um pouco diferentes em comparação com os modelos B2C. A contabilidade nesse contexto exige um olhar mais estratégico e detalhado para garantir que sua operação seja eficiente e próspera.

Para te ajudar nisso, vamos explorar algumas estratégias específicas para a contabilidade de e-commerce B2B e como elas podem impulsionar seu negócio.

Sobre a Segmentação de Clientes e Contas:

Um dos primeiros (e um dos mais cruciais) passos da contabilidade de e-commerce B2B é segmentar seus clientes e contas de forma inteligente.

Diferentes clientes podem ter diferentes prazos de pagamento, descontos negociados e condições comerciais específicas. É essencial criar categorias para distinguir entre clientes, permitindo uma contabilização precisa e a geração de relatórios detalhados para cada grupo.

Por isso, saiba exatamente quem você quer atingir. Defina um perfil de cliente ideal para o seu negócio. Isso ajudará a encontrar um norte e a identificar como você pode explorar melhor suas oportunidades de vendas.

Fique de Olho nos Termos de Pagamento e Faturamento:

Negociações em ambientes B2B frequentemente envolvem prazos de pagamento estendidos. Certifique-se de que seus termos de pagamento estejam claramente definidos e alinhados com suas políticas de crédito.

Afinal, isso não apenas afeta seu fluxo de caixa, mas também requer uma abordagem contábil que reflita os valores a receber de forma precisa e que permita rastrear as datas de vencimento.

Sempre Monitore seus Pedidos e Inventário:

A contabilidade de e-commerce B2B requer um controle rigoroso sobre os pedidos e o inventário.

Ao manter registros detalhados de cada transação, você pode garantir que seus números de estoque estejam sempre alinhados com as vendas efetuadas.

Essa abordagem ajuda a evitar discrepâncias entre o físico e o contábil, proporcionando uma visão precisa dos ativos da sua empresa.

Mantenha a Atenção em Impostos e Regulamentações Específicas

Os impostos e regulamentações no ambiente B2B podem ser mais complexos do que no B2C. Certifique-se de entender os requisitos fiscais específicos para transações entre empresas no seu setor e localização. Isso inclui a correta aplicação de impostos, tratamento de isenções e conformidade com as obrigações fiscais vigentes.

Tenha Orientação Especializada:

A contabilidade para e-commerce B2B requer uma abordagem estratégica e altamente detalhada para garantir que sua empresa funcione sem problemas. Segmentar clientes, estabelecer termos de pagamento claros, monitorar pedidos e inventário e lidar com impostos específicos são passos essenciais para uma contabilidade precisa e eficiente.

Por isso, saiba que você pode contar conosco para auxiliá-lo em todo o processo de orientação sobre impostos, regulamentações e soluções contábeis. Será um prazer atender você.

5 Dicas para Lidar com Devoluções e Reembolsos na Contabilidade de um E-commerce

Se você é dono de uma loja virtual, sabe que situações de devoluções e reembolsos fazem parte da jornada do cliente. Mas como lidar com elas de forma eficiente na contabilidade do seu e-commerce? Dê uma olhada nas dicas práticas que preparamos para manter seus registros precisos e sua operação financeira saudável:

1. Classifique as Devoluções Adequadamente

No âmbito contábil, a primeira etapa é classificar as devoluções de produtos. Isso é fundamental para entender como essas transações afetam suas finanças. Você pode criar categorias específicas, como “Devoluções de Mercadorias” e “Reembolsos de Pagamentos”, para separar as diferentes naturezas das devoluções. Essa organização ajudará a rastrear os montantes envolvidos em cada tipo de transação.

2. Mantenha Registros Detalhados

Manter registros detalhados é a chave para uma contabilidade precisa. Cada devolução deve ser registrada, incluindo informações como o número do pedido, data da compra, item devolvido, motivo da devolução e o valor total. Esses registros não apenas facilitam a identificação de padrões, mas também auxiliam na reconciliação com seus registros de vendas e receitas.

3. Alinhe-se com as Políticas de Reembolso

É importante que suas práticas contábeis estejam alinhadas com suas políticas de reembolso. Se você oferece reembolsos totais ou parciais, esses detalhes devem refletir fielmente nos seus registros contábeis. Lembre-se de que uma abordagem transparente e consistente em relação aos reembolsos constrói confiança com os clientes e ajuda na gestão financeira a longo prazo.

4. Separe Custos de Frete e Impostos

Não se esqueça de considerar os custos associados às devoluções além do valor do produto. Se o cliente originalmente pagou pelo frete ou impostos, você precisará registrar esses valores separadamente nas devoluções. Isso evita distorções nos números e garante que seus relatórios financeiros estejam corretos.

5. Utilize um Software de Contabilidade Integrado

A tecnologia pode ser uma aliada poderosa na gestão das devoluções e reembolsos na contabilidade do seu e-commerce. Considere a utilização de um software de contabilidade integrado que permita rastrear automaticamente as transações, gerar relatórios detalhados e manter seus registros sempre atualizados. Essa abordagem também reduz erros manuais e economiza tempo.

Gostou das dicas?

Lidar com devoluções e reembolsos pode parecer desafiador, mas com uma estratégia sólida e registros precisos, você pode manter suas finanças em ordem. E lembre–se que você poderá sempre contar também com uma empresa especializada para te ajudar a manter a contabilidade atualizada e em dia. Para isso, fale conosco.

Recomposição de Alíquota de ICMS Simplificada:
Contabilidade como Aliada

Sabendo que o sistema tributário brasileiro é um dos — se não o mais — complexo do mundo, alguns dos seus impostos aumentam bastante o nível de dificuldade da operação de empresas de diversos nichos e portes no país, principalmente as empresas de e-commerce, por conta da sua natureza logística.

O ICMS e a Recomposição de Alíquota:

Um imposto em especial se destaca neste meio: o ICMS, Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, sendo ele o principal e mais complexo imposto a impactar as empresas de comércio eletrônico no território nacional. Com alíquotas variadas e regras específicas para cada estado, o recolhimento desse tributo pode se tornar um desafio para as empresas que realizam vendas interestaduais.

Nesse cenário já bastante complicado, surge a Recomposição de Alíquota de ICMS, que é uma estratégia utilizada por alguns estados para aumentar a alíquota do imposto em operações interestaduais envolvendo produtos primários e semielaborados que foram beneficiados pela isenção da famosa Lei Kandir. Com isso, busca-se recuperar parte da receita que foi desonerada em decorrência das exportações e reequilibrar as finanças estaduais.

Essa recomposição pode trazer mudanças significativas na tributação das vendas online, exigindo uma atenção redobrada das empresas de e-commerce.

O Papel da Contabilidade:

Nesse contexto, a contabilidade desempenha um papel crucial como aliada das empresas, principalmente as focadas em comércio eletrônico/e-commerce.

Afinal, ela é a responsável por acompanhar as mudanças na legislação tributária e orientar os empresários sobre as novas obrigações e os impactos em suas operações. Principalmente em um cenário tão contabilmente complexo, como o mercado brasileiro.

Os Benefícios de Contar com a Assessoria Contábil:

1. Atualização Tributária: A legislação tributária é dinâmica e está sujeita a alterações frequentes. Contar com uma assessoria contábil especializada mantém a empresa informada e atualizada sobre as mudanças na legislação e, assim, evita-se o risco de descumprir obrigações fiscais.

2. Planejamento Tributário: Com o suporte da contabilidade, é possível realizar um planejamento tributário eficiente, buscando formas legais de reduzir a carga tributária da empresa, inclusive antecipando-se às possíveis recomposições de alíquota.

3. Elaboração e Análise de Documentos: A contabilidade é responsável pela elaboração e análise dos documentos fiscais, garantindo que estejam de acordo com as normas e requisitos legais, evitando autuações e problemas com o Fisco.

4. Eficiência Financeira: A contabilidade ajuda a empresa a ter um melhor controle financeiro, identificando possíveis gargalos e oportunidades de economia, especialmente em momentos de ajuste tributário.

5. Redução de Riscos: Com a contabilidade como aliada, a empresa minimiza os riscos de penalidades, autuações e prejuízos decorrentes de falhas ou desconhecimento das obrigações fiscais.

Concluir um processo de Recomposição de Alíquota de ICMS de forma simplificada é uma grande oportunidade para as empresas recuperarem valores pagos a mais e melhorarem a gestão financeira. No entanto, esse procedimento pode ser complexo e apresentar desafios, tornando imprescindível a participação de uma equipe de contabilidade especializada.

Aqui na BRASCT Contabilidade você poderá contar com o apoio e suporte necessário para essa e outras demandas. Entre em contato conosco para que possamos te auxiliar nesse processo.

Lucro presumido X Lucro real: como funciona, prós e contras

Lucro Presumido e Lucro Real são ambos regimes tributários, assim como o Simples Nacional. Nesse artigo vamos falar sobre as principais diferenças entre Lucro Presumido e Lucro Real, incluindo as vantagens e desvantagens de cada um. 

Caso ainda não tenha muita familiaridade com o assunto e queira entender melhor sobre o que é um regime tributário, você pode se informar mais no nosso último artigo: Regime tributário: Como escolher o melhor tipo para sua empresa

Em suma, o regime tributário é um conjunto de normas que determinam o pagamento de tributos, incluindo alíquota, periodicidade e sistema de cálculo. Além disso, é importante saber que o regime tributário é escolhido no momento de abertura da empresa e somente pode ser alterado no início de cada ano. 

Simples Nacional 

O Simples Nacional é o regime tributário com a agenda fiscal mais descomplicada e costuma ser a principal opção para muitas micro e pequenas empresas. Apesar disso, o Simples Nacional não é o melhor regime para todos os casos, especialmente para negócios com despesas altas.

Além disso, para aderir ao Simples existem limitações de faturamento. Para microempresas (ME) o faturamento no ano/calendário anterior não pode exceder R$ 360.000,00. Para pequenas empresas (EPP) o limite máximo de receita bruta anual é R$ 4.800.000,00. 

Empresas com atividades como instituições financeiras, sociedades de crédito, corretoras e seguradoras, ou fábricas de cigarros também não podem fazer essa opção.

Restrições: quem pode aderir ao Lucro Real ou ao Lucro Presumido

Empresas que tenham o faturamento até R$ 78 milhões por ano podem optar pelo Lucro Presumido. As demais devem aderir obrigatoriamente ao Lucro Real. 

Existem também algumas atividades impeditivas. Empresas do setor financeiro não podem optar pelo Lucro Presumido. Portanto, bancos comerciais, bancos de investimento, arrendamento mercantil e seguradoras também devem obrigatoriamente aderir ao Lucro Real.

Qualquer empresa pode optar pelo Lucro Real. Porém, esse regime tributário não costuma ser a primeira escolha para muitos empreendedores, pois exige que a empresa seja rigorosa com a documentação financeira, como veremos a seguir.

Cálculo dos tributos PIS e COFINS: diferenças do Lucro Presumido para o Lucro Real

O PIS está relacionado à Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público. Já o COFINS é uma Contribuição para Financiamento da Seguridade Social. Ambos são tributos federais.

Lucro Presumido

No Lucro Presumido é utilizado o chamado regime cumulativo. A alíquota para o PIS é 0,65% e para o COFINS 3,00%.

Para que fique mais claro, no regime cumulativo as alíquotas são aplicadas independente das despesas que a empresa tenha tido. Os impostos são calculados a partir da receita bruta. Isso vale até mesmo para devoluções e cancelamentos. Portanto, pode ocorrer de a empresa ter prejuízo na entrega de um produto ou serviço e ainda assim ter de pagar os impostos.

Lucro Real

No Lucro Real as alíquotas são 1,65% para PIS e 7,60% para COFINS. Porém, o regime é o da “não cumulatividade”. Para o cálculo são abatidas despesas como aluguéis pagos à Pessoa Jurídica, depreciação de equipamentos, insumos de produção e compras de produtos.

Em suma, os gastos que a empresa tiver com a entrega do produto ou do serviço podem ser abatidos. Existem algumas exceções, como é o caso de gastos com mão de obra.

Portanto, já é possível observar que o Lucro Real é um regime tributário vantajoso apenas para empresas que possuem muitas despesas.

Entretanto, vale ressaltar que é preciso atenção para determinar quais são os gastos que podem ser abatidos em relação ao pagamento dos tributos PIS e COFINS. Afinal, é preciso averiguar o que de fato pode ser entendido como insumos de acordo com a legislação.

Como calcular o IRPJ e o CSLL para o Lucro Presumido e para o Lucro Real

Assim como o PIS e o COFINS, o IRPJ e o CSLL também são tributos federais. Esses, no entanto, são calculados a partir do lucro da empresa. As alíquotas são 15% e 9% respectivamente.

Lucro Presumido

No regime tributário Lucro Presumido as alíquotas são calculadas a partir do lucro que é estimado para a atividade da empresa, ou seja, os impostos são calculados a partir do que é esperado para aquele tipo de negócio. Por isso o termo “lucro presumido”. 

Essa estimativa varia muito de acordo com a atividade e se é prestação de serviços, industrial ou comercial. Para a maioria das atividades comerciais ou industriais a estimativa de lucro para tributação da CSLL é de 12% e para o IRPJ de 8%. Já para prestação de serviços essa estimativa já sobe para 32%.

Lucro Real

No caso desse regime tributário o imposto é calculado a partir do lucro real, como o próprio nome já diz. Através do registro e acompanhamento de todas as receitas e despesas da empresa é obtido o lucro e ele é a base de incidência dos impostos.

Este lucro pode ser apurado anualmente ou trimestralmente. Quando a empresa opta pelo modelo anual, o IRPJ e o CSLL é apurado mensalmente. Vale ressaltar que quando a empresa tem prejuízos, esses impostos podem ser reduzidos ou suspensos. 

O principal motivo que faz com que muitas empresas não optem pelo Lucro Real é o fato de que a documentação financeira deve estar muito bem organizada. Será necessário fazer uma conferência de todas as receitas e despesas, obtendo e apresentando os comprovantes.

Portanto, antes de aderir ao Lucro Real é necessário que a empresa tenha os controles e processos internos funcionando adequadamente. O que pode representar por exemplo o uso de um bom ERP, o treinamento das equipes, além do controle de informações e a boa comunicação entre os setores.

É por esse motivo que é tão importante escolher bem o parceiro contábil. Um escritório de contabilidade experiente e atento ao cliente pode calcular, a partir dos balancetes contábeis e também das projeções futuras, qual é o regime tributário mais vantajoso para a empresa.

A Brasct é um escritório de contabilidade com mais de 48 anos de mercado, que conta com uma equipe atualizada e antenada. Antes de indicar o melhor regime tributário para nossos parceiros, levamos em consideração vários fatores, como o tamanho da empresa, os processos internos e os produtos ou serviços comercializados.

Regime Tributário: como escolher o melhor tipo para sua empresa

Existem três tipos de regimes tributários: O Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. Caso você ainda não tenha familiaridade com o termo, é necessário compreender que regime tributário é um conjunto de normas e leis que determinam a forma de apuração dos tributos da empresa, ou seja, qual é o sistema e os prazos para o pagamento de impostos.

A escolha do regime tributário é uma decisão importante para qualquer empresa, seja do ponto de vista financeiro ou contábil, pois o regime tributário mais adequado garante que o seu empreendimento terá a menor carga tributária dentro das possibilidades estabelecidas pela legislação. 

Resumidamente, escolher o regime tributário certo é importante para manter-se dentro da legislação e não pagar mais impostos que o necessário.

O que é definido pelo regime tributário?

O Regime Tributário determinará quais são os impostos necessários, os prazos e a alíquota aplicada, ou seja, o percentual que incidirá sobre os ganhos da empresa. Em alguns casos serão aplicadas isenções ou não incidências.

Quando é preciso escolher o regime tributário?

O regime tributário é escolhido no momento de abertura da empresa e pode ser alterado ou mantido no início de cada ano. Portanto, após a escolha, não há como mudar o regime tributário até o início do ano seguinte.

O ideal é reavaliar a escolha do regime tributário anualmente, pois a situação da empresa pode mudar muito de um ano para o outro. 

O escritório de contabilidade responsável pela contabilidade da empresa deve verificar os balancetes contábeis anualmente e averiguar qual seria a tributação em cada um dos regimes, para, dessa forma, fazer um comparativo.

Como escolher o melhor regime tributário?

O ideal é apoiar-se numa boa assessoria contábil, pois um escritório de contabilidade experiente levará em conta todos os fatores necessários, incluindo a legislação vigente, a situação atual da empresa e as particularidades do negócio.

No que diz respeito às micro e pequenas empresas, muitos empreendedores têm a ideia de que o Simples Nacional é o melhor regime. Apesar de isso ser verdade em muitos dos casos, nem sempre é assim. 

O Simples Nacional possui algumas restrições e existem situações em que até mesmo o Lucro Real pode ser mais vantajoso. Isso acontece quando o lucro efetivo da empresa é consideravelmente menor do que o lucro presumido para sua área de atuação. Caso você ainda não esteja familiarizado com esses termos, vamos explicar melhor.

Existem alíquotas que são definidas a partir do lucro que se espera que o negócio tenha. Essa estimativa é feita a partir da atividade da empresa. Esse é o caso do Lucro Presumido, em que, como o próprio nome já diz, as taxas a serem pagas variam de acordo com o que se presume que a empresa tenha de lucro a partir da sua área de atuação.

No entanto, pode ser que o lucro do seu negócio seja consideravelmente menor do que se é esperado para a área de atuação. Isso acontece quando a empresa tem muitos gastos com funcionários ou fornecedores, por exemplo.

Portanto, nesse caso, o Lucro Real faria mais sentido. Para muitos empreendedores, o ponto negativo do Lucro Real é o rigor com que a documentação financeira deve ser apresentada. Nesse regime tributário é preciso conferir todos os comprovantes e calcular cuidadosamente todas as receitas e despesas. 

Porém, como dissemos, se o lucro real for consideravelmente menor em relação ao lucro presumido, o trabalho de reunir e organizar a documentação vale a pena diante da economia em impostos. 

Quais são os regimes tributários para empresas?

Simples Nacional

Este é o regime tributário com a agenda fiscal mais descomplicada. Ele unifica oito impostos (PIS, COFINS, IPI, ICMS, CSLL, ISS, IRPJ e CPP), que são pagos por meio de uma guia única, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). 

No caso do Simples Nacional a alíquota dos impostos depende da faixa de faturamento da empresa.

Restrições para escolher o Simples Nacional

Existem algumas restrições para a adesão ao Simples Nacional. A primeira delas diz respeito ao faturamento. Apenas microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) podem fazer a adesão.

Para microempresas (ME) o faturamento no ano/calendário anterior não pode exceder R$ 360.000,00. Para pequenas empresas (EPP) o limite máximo de receita bruta anual é R$ 4.800.000,00.

Além disso, algumas atividades são restritas e não podem aderir ao Simples Nacional, como instituições financeiras, sociedades de crédito, corretoras e seguradoras, ou fábricas de cigarros. Portanto, antes de solicitar a adesão ao Simples Nacional é necessário certificar-se de que o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) da empresa é aceito.

Lucro Presumido

Empresas que tenham o faturamento até R$ 78 milhões por ano podem optar pelo Lucro Presumido. Empresas com faturamento acima desse valor precisam aderir obrigatoriamente ao Lucro Real.

No regime tributário Lucro Presumido as alíquotas são calculadas a partir do lucro que é estimado para a atividade da empresa, ou seja, os impostos são calculados a partir do que é esperado para aquele tipo de negócio.

Portanto, as taxas variam de acordo com a área de atuação e os valores são definidos pela Receita Federal.

No que diz respeito aos prazos, para as empresas optantes do Lucro Presumido há alguns impostos a serem pagos mensalmente, como PIS, COFINS e ISS; e há também impostos que devem ser pagos a cada três meses, como IRPJ e CSLL.

Lucro Real

Este regime tributário é obrigatório para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões ao ano. É também obrigatório para as empresas do setor financeiro. 

Entretanto, como explicamos anteriormente, outras empresas podem optar por esse regime. O ponto principal do Lucro Real é que as alíquotas são calculadas a partir do lucro efetivo da empresa, ou seja, do valor da sua receita menos o valor das suas despesas. 

Neste regime tributário, se houver prejuízo, os impostos IRPJ e CSLL não precisam ser pagos.

Para averiguar adequadamente o lucro real, é exigido que a empresa seja rigorosa com toda a documentação financeira. É preciso uma conferência minuciosa de todas as receitas e despesas.

Para empresas que possuem muitas despesas, o Lucro Real pode ser vantajoso, pois os impostos são cobrados a partir do resultado efetivo da empresa.

Como escolher um bom escritório de contabilidade para auxiliá-lo?

Um levantamento cuidadoso das projeções de gastos e receitas é o que vai garantir uma boa escolha do regime tributário. Para as empresas já em operação, é também essa análise, feita anualmente, que verificará se é necessário mudar de regime tributário ou não.

Um escritório de contabilidade experiente e bem preparado pode tomar essa decisão com assertividade, avaliando as particularidades da sua empresa. O comprometimento com o trabalho é muito importante na escolha de um escritório de contabilidade, pois a falta de atenção acarreta em gastos desnecessários, capazes de comprometer a saúde financeira da empresa.

No momento de indicar o melhor regime tributário para uma empresa, a Brasct leva em consideração vários fatores relacionados, como o tamanho da empresa, os processos internos e os produtos ou serviços comercializados. 

Essa atenção dedicada aos nossos clientes é que nos da tranquilidade, pois sabemos que as empresas que confiam em nós estão sempre em dia com a legislação, e sem pagar impostos a mais.

Como saber qual o melhor regime tributário para minha empresa?

A escolha do regime tributário é uma decisão, financeira e contábil, muito importante para a sua empresa; essa opção é feita logo no início do negócio e deve ser reavaliada todos os anos. Decidir pelo regime tributário mais adequado garante que o seu empreendimento terá a menor carga tributária dentro das possibilidades estabelecidas pela legislação. Na verdade, trata-se de não pagar mais do que o devido.

Os regimes tributários são conjuntos de regras que definem como os impostos de uma empresa devem ser recolhidos. Existem três regimes tributários: o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real. Abaixo, vamos falar sobre as principais características de cada um deles.

Conheça os três regimes tributários para empresas

O Simples Nacional é o regime com a agenda fiscal mais descomplicada. Ele unifica oito impostos (PIS, COFINS, IPI, ICMS, CSLL, ISS, IRPJ e CPP), pagos por meio de uma guia única, o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS). A alíquota dos impostos depende da faixa de faturamento da empresa. 

Existem algumas restrições para a adesão ao Simples Nacional. A primeira delas diz respeito ao faturamento. Apenas microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) podem fazer a adesão, sendo que para microempresas, o faturamento no ano/calendário anterior não pode exceder R$ 360.000,00; para pequenas empresas, o limite máximo de receita bruta anual é R$ 4.800.000,00.

Além disso, algumas atividades são restritas, como instituições financeiras, sociedades de crédito, corretoras e seguradoras, ou fábricas de cigarros, por exemplo. Portanto, será necessário certificar-se de que o CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) da empresa é aceito.

O Lucro Presumido é permitido para empresas cujo faturamento anual não seja superior a R$ 78 milhões. Nesse regime, as alíquotas são calculadas a partir do lucro que se espera que o negócio tenha, estimado por meio da atividade da empresa. Além disso, as taxas variam de acordo com a área de atuação. Os valores são definidos pela Receita Federal.

Para as empresas que optam por esse regime, há impostos a serem pagos mensalmente, como PIS, COFINS e ISS, e outros a serem pagos a cada três meses: IRPJ e CSLL, baseados no lucro presumido.

O Lucro Real é um regime obrigatório para empresas com faturamento superior a R$ 78 milhões ao ano ou voltadas para o setor financeiro. Mas quaisquer outras empresas também podem se cadastrar nesse regime, se quiserem. No Lucro Real, as alíquotas são calculadas a partir do lucro efetivo da empresa, ou seja, do valor da sua receita menos o valor das suas despesas. Se houver prejuízo, os impostos IRPJ e CSLL não precisam ser pagos.

Esse regime exige que a empresa seja rigorosa com toda a documentação financeira, uma vez que é preciso conferir todos os comprovantes e calcular corretamente receitas e despesas. 

Apesar de ser um pouco mais complicado e burocrático, existem algumas vantagens em optar pelo Lucro Real. Para empresas que possuem muitas despesas, por exemplo, o Lucro Real pode ser mais interessante, uma vez que os impostos são cobrados a partir do resultado efetivo da empresa.

É importante lembrar que existe também o MEI, que é uma alternativa para microempreendedores individuais. Quem escolhe essa opção paga apenas uma taxa fixa mensal, correspondente ao INSS e ao ICMS ou ISS. Entretanto, para optar pelo MEI é preciso faturar até R$ 81 mil reais por ano e ter no máximo um funcionário.

O que é preciso levar em conta ao escolher o regime tributário?

Existe a ideia de que o Simples Nacional é sempre o melhor regime para as microempresas e as empresas de pequeno porte, mas não é bem assim. Apesar de ser um regime simplificado, ele não é sempre o melhor.

Apesar de ser mais complicado, do ponto de vista da contabilidade, o Lucro Real pode ser uma opção melhor que o Lucro Presumido ou que o Simples Nacional. Quando o lucro efetivo da empresa é consideravelmente menor que o lucro presumido para sua área de atuação, o trabalho de reunir e organizar a documentação vale a pena diante da economia em impostos. 

É importante lembrar que o regime tributário escolhido na abertura da empresa pode ser alterado ou mantido no início de cada ano. No entanto, uma vez escolhido, não há como mudá-lo até o início do ano seguinte. Por isso, é preciso o auxílio de um escritório de contabilidade no momento de tomar essa decisão.

Além disso, a situação da sua empresa pode mudar muito de um ano para o outro. É interessante fazer uma análise, pelo menos anual, verificando nos balancetes contábeis qual seria a tributação em cada um dos regimes. O ideal é que o escritório de contabilidade responsável pela empresa faça esse comparativo anualmente.

O escritório de contabilidade deve ser o seu parceiro nessa decisão

Não existe uma fórmula para dizer que tipo de regime é melhor para cada tipo de empresa. Afinal, cada negócio tem suas especificidades. Só é possível saber qual é o melhor regime tributário após um levantamento cuidadoso das projeções de gastos e receitas para o próximo ano fiscal. Para as empresas que estão analisando a possibilidade de mudar de regime, também devem ser observados todos os registros dos anos anteriores.

Um escritório de contabilidade experiente e bem preparado pode avaliar a situação da sua empresa para que essa decisão seja tomada de forma assertiva. A falta de atenção ou cuidado acarreta em gastos desnecessários, capazes de comprometer a saúde financeira da sua empresa.

Além disso, um escritório de contabilidade experiente, como a Brasct, leva em consideração outros fatores, como o tamanho da sua empresa, os processos internos e os produtos ou serviços comercializados. Dessa forma, é possível calcular a incidência de cada imposto, anualmente, com a clareza de que a sua empresa estará sempre em dia com a legislação, e sem pagar impostos a mais.

O que mudou em 2021 com as novas alíquotas do ICMS em São Paulo?

Este ano ocorreram várias mudanças no ICMS em São Paulo; entre elas, os aumentos das alíquotas, aplicados a partir do dia 15 de Janeiro de 2021. Esse aumento faz parte das medidas que integraram o grande pacote da reforma administrativa e ajuste fiscal desenhado pelo governador do estado de São Paulo, João Dória.

O projeto foi aprovado em Outubro de 2020 pela Assembleia Legislativa, com o objetivo de diminuir o rombo das contas do Estado e liberar recursos para investimentos em outras áreas, de acordo com o governo. A previsão de deficit para esse ano era de R$ 10,4 bilhões e as medidas da reforma representariam uma economia de R$ 7 bilhões.

Vale ressaltar que alguns aumentos de ICMS foram revogados no início do ano e, a partir dos novos números, a previsão de economia caiu para R$ 6,5 bilhões. 

Aumentos nas alíquotas do ICMS previstos para o início do ano que foram revogados

Após pedidos de representantes do agronegócio e a mobilização de protestos por parte dos sindicatos rurais e cooperativas, o governo de São Paulo decidiu cancelar o aumento nas alíquotas do ICMS para os setores de insumos agropecuários, produção de alimentos e medicamentos genéricos. 

Implementos agrícolas e geração de energia para estabelecimentos rurais também tiveram seus aumentos revogados.

Produtos e serviços impactados pelo aumento das alíquotas do ICMS

Dentre a lista de produtos que tiveram o aumento da cobrança do ICMS estão os veículos automotores, preservativos, materiais de construção, biodiesel, querosene, TV por assinatura, móveis, entre outros.

Quanto ao reflexo desse aumento nos preços finais, vale ressaltar que existem ainda os impactos indiretos, pois a cobrança pode incidir sobre diferentes partes da cadeia de produção de um determinado produto. 

No caso do setor de construção por exemplo, houve um aumento de 12% para 13,3% nas alíquotas de diversos produtos, como pregos, argamassa, blocos de concreto, tijolos, telhas e louças sanitárias.

Além disso, existem comerciantes que conseguem transferir esse aumento para o consumidor final. Outros, como os pequenos comerciantes, podem ter mais dificuldade de aplicar os valores e arcar com os novos custos.

Reajuste nas alíquotas do ICMS em São Paulo a partir de Janeiro de 2021

A maioria dos reajustes foi de 1% a 4% a mais de imposto. Em outras palavras, um produto que em 2020 possuía uma alíquota de 5%, em 2021 passa a ser entre 6% e 9%.

Por exemplo, as vendas dentro do estado de São Paulo que estavam sujeitas a alíquotas de 7% serão majoradas para 9,4%. Já as comercializações com taxas de 12% passarão para 13,3%.

Alíquotas de ICMS interestaduais 

Vale lembrar que o pacote da reforma administrativa e ajuste fiscal projetado pelo governador de São Paulo não afeta as alíquotas interestaduais. Em relação às cobranças interestaduais, a decisão não compete aos governadores.

Portanto, as alíquotas interestaduais de 4%, 7% e 12% foram mantidas.

O que é o ICMS?

O Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços (ICMS) é um imposto de competência dos Estados e do Distrito Federal, cuja regulamentação constitucional está prevista na Lei Complementar 87/1996, chamada de “Lei Kandir”. 

O ICMS incide sobre:

  • Operações de circulação de mercadorias, como o fornecimento de alimentos e bebidas em restaurantes, bares ou outros estabelecimentos similares; 
  • Prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal; 
  • Prestações de serviços de comunicação;
  • Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios;
  • Fornecimento de mercadorias com prestação de serviços sujeitos ao imposto sobre serviços, de competência dos Municípios, quando a lei complementar aplicável expressamente o sujeitar à incidência do imposto estadual.
  • Importação de mercadorias do exterior;
  • Serviços prestados no exterior ou que tenham origem fora do país;
  • Entrada, no Estado de destino, de petróleo, inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e de energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou à industrialização.

Como calcular o ICMS?

Quando as operações são realizadas dentro do mesmo estado, o cálculo é simples. Basta multiplicar o preço do produto pela alíquota praticada no estado.

ICMS = preço do produto x alíquota praticada no estado

Se as operações forem realizadas entre estados será necessário observar a tarifa cobrada pelos dois estados envolvido, portanto a alíquota muda de acordo com o estado de origem e o destinatário. Nesse caso, ocorre a cobrança do Diferencial de Alíquota (DIFAL), com o objetivo de reduzir a diferença de arrecadação entre as unidades da federação.

Dessa forma, os estados dividem a carda tributária, evitando que os estados com alíquotas superiores fiquem em desvantagem. O DIFAL é a diferença entre a alíquota interna do destinatário e a alíquota interestadual do remetente.

Santa Catarina, por exemplo, tem um percentual interestadual de 12% de origem para o Rio Grande do Sul. A alíquota interna do Rio Grande do Sul é 18%, portanto o DIFAL é 6%.

Escritório de Contabilidade em São Paulo

Um bom escritório de contabilidade mantém-se a par de todas essas mudanças e acompanha quaisquer alterações na legislação. O intuito é garantir um trabalho sério e de confiança, para que seus clientes estejam sempre dentro da lei e não paguem impostos indevidos. 

A Brasct é uma empresa especializada, com muitos anos de experiência em contabilidade, análise e recuperação tributária e consultoria empresarial.

Contabilidade para autopeças e mecânica em São Paulo

Um dos fatores de maior influência na saúde financeira de uma autopeças ou de uma oficina mecânica é o planejamento tributário. Muitos empresários, por inexperiência ou pela falta de auxílio de um escritório de contabilidade devidamente capacitado, optam por regimes que resultam em uma carga tributária alta e desnecessária.

Através do conhecimento dos regimes tributários existentes e planejamento apropriado é possível reduzir os custos tributários, sem afrontar ou desobedecer as legislações vigentes. Trata-se de compreender a situação do negócio, calcular os tributos e analisar as opções para compreender qual dos regimes tributários permitidos (tendo em vista o porte da empresa) é mais vantajoso. Para tal, é necessário avaliar a situação atual da empresa, as receitas, as despesas, o segmento e regiões de atuação e os produtos e serviços ofertados.

No que diz respeito à contabilidade para autopeças e mecânicas em São Paulo, existe ainda outro fator importante a ser considerado: A tributação monofásica; sobre a qual vamos falar um pouco mais adiante neste artigo.

Escolha do regime tributário: uma decisão estratégica e competitiva

A elevada carga tributária existente no Brasil faz com que as decisões acerca da tributação não sejam apenas operacionais, mas estratégicas. Esse planejamento tributário torna-se ainda mais essencial para as microempresas e pequena empresas, especialmente as autopeças e mecânicas, pois o cálculo correto da margem de lucro e formação do preço são determinantes para a consolidação do negócio ou exclusão da empresa do mercado.

Simples Nacional

A maioria dos empresários de microempresas e pequenas empresas acreditam que o Simples Nacional, por se tratar de um regime simplificado, é o mais adequado. É verdade que o Simples apresenta alíquotas mais baixas em comparação aos outros regimes, além de uma agenda tributária mais simples e fácil de cumprir. No entanto, o Simples baseia-se no faturamento anual ao invés do lucro real da empresa, o que significa que sua empresa pode estar recolher impostos mesmo tendo prejuízos. 

Apesar de ser facultativo, o Simples Nacional possui restrições. Para microempresas, o faturamento no ano/calendário anterior não pode exceder R$ 360.000,00; para pequenas empresas, o limite máximo de receita bruta anual é R$ 4.800.000,00 (conforme alteração de 2018); existe ainda uma relação de atividades restritas, como instituições financeiras, sociedades de crédito, corretoras e seguradoras, ou fábricas de cigarros, por exemplo. 

Lucro Presumido

O Lucro Presumido é um regime tributário simplificado para a apuração do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) devidos pela pessoa jurídica.  

A Receita Federal presume, a partir da atividade exercida pela empresa, que uma determinada percentagem do faturamento é o lucro; ou seja, da mesma forma que o Simples Nacional, para esse regime de tributação não são consideradas as despesas, apenas o faturamento. 

Lucro Real

No regime tributário do Lucro Real, a tributação das alíquotas acontecerá somente após a apuração real do lucro e não sobre o faturamento. Portanto, é necessário um controle financeiro mais eficaz, que deve auferir todas as receitas e despesas. Por esse motivo, o Lucro Real pode ser interessante para as empresas que possuem muitas despesas. 

Como pagar menos impostos: Análises tributária e contábil anuais

Seja pelo aumento do faturamento ou pela diversificação dos produtos, o regime de tributação no qual a autopeças ou a oficina mecânica está enquadrada em um ano pode já não ser o mais vantajoso no ano seguinte. Portanto, cabe uma análise, pelo menos anual, verificando nos balancetes contábeis qual seria a tributação em cada um dos regimes. 

Inclusive as empresas optantes pelo Simples Nacional podem fazer esse comparativo anualmente, de forma a certificar-se de que estão a utilizar o melhor regime tributário. A escolha pelo regime de tributação é feita apenas uma vez por ano, ao início do ano, mais especificamente até o dia 31 de Janeiro. Este é um momento no qual o escritório de contabilidade deve estar ainda mais atento à empresa. 

Tributação monofásica para mecânicas e autopeças em São Paulo

O que é a tributação monofásica?

A tributação monofásica é um regime diferenciado de cobrança do PIS (Programa de Integração Social) e da COFINS (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). O intuito é concentrar o tributo em uma única fase da cadeia produtiva de uma categoria. Dessa forma, a alíquota é bastante elevada, mas fica concentrada apenas na primeira etapa (indústria ou importador).

O objetivo da tributação monofásica é facilitar a fiscalização da Receita Federal. Ao concentrar a tributação apenas nas etapas iniciais e desonerar as etapas subsequentes de comercialização, diminui-se o fluxo de informações tributárias, facilitando as ações do Fisco.

Em outras palavras, revendedores, atacadistas e varejistas ficam isentos de recolher impostos do PIS e COFINS dos produtos monofásicos, pois os tributos já foram todos recolhidos na fase inicial da cadeia de produção.

Quais são os produtos monofásicos?

É essencial conhecer e aplicar a tributação monofásica para autopeças e oficinas mecânicas em São Paulo, pois as mercadorias monofásicas possuem alíquota zero para o distribuidor ou varejista.

A legislação tributária que prevê as categorias de produtos sobre os quais incide o regime de tributação monofásica é o Decreto nº 4.542/2002 (artigo 1º, caput da Lei nº 10.147/2000 e artigo 1º da Instrução Normativa SRF nº 594/2005).

Neste artigo listamos os principais:

  • combustíveis;
  • produtos farmacêuticos;
  • produtos de perfumaria, toucador e higiene pessoal;
  • máquinas e veículos;
  • autopeças, câmaras de ar e pneus;
  • bebidas (água, cervejas e refrigerantes).

Como a tributação monofásica é aplicada para autopeças e mecânicas em São Paulo?

Uma vez que estão incluídas no sistema de tributação monofásico (por meio da Lei nº 10.485 de 2002 alterada mais tarde pela Lei nº 10.865 de 2004), no que diz respeito à tributação de autopeças, apenas os produtores e os importadores são responsáveis por recolher o PIS e o COFINS.

Para evitar tributos a mais, é essencial que ao realizar a contabilidade para autopeças e mecânicas, os produtos estejam corretamente classificados de acordo com a NCM (Nomenclatura Comum Mercosul).

A tributação monofásica é independente do regime de tributação da empresa (Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido), portanto os optantes pelo Simples Nacional devem solicitar a dedução do valor referente à venda de produtos monofásicos no recolhimento de PIS e COFINS. 

Como recuperar os impostos pagos a mais na sua autopeças ou mecânica?

A Brasct é um escritório de contabilidade que atua na áreas de contabilidade, análise e recuperação tributária e consultoria empresarial. Por meio de uma auditoria, é possível averiguar os últimos cinco anos contábeis e reaver o valor dos impostos pagos a mais por meio de compensação ou restituição.

Não fiz minha declaração de IRPF 2021. E agora?

Não entregou a declaração do Imposto de Renda 2021? Veja o que acontece se você não declarar no prazo e como fazer essa declaração depois.

Erros e divergências na declaração podem levar o contribuinte a cair na chamada malha fina. Quem fica nessa situação tem a restituição de imposto retida para verificação de pendências e eventual correção dos erros, ou pode, até mesmo, ser alvo de uma investigação mais aprofundada da Receita Federal.

O que acontece se eu não declarar?

A multa mínima para quem não entregou dentro do prazo é de R$ 165,74, mas pode atingir até 20% do imposto devido.

O CPF pode ser negativado impedindo a liberação de empréstimos, tirar passaportes, obter certidão negativa para venda ou aluguel de imóvel e até prestar concurso público.

Por isso, é melhor cumprir o prazo do que pagar multa. Entregue a declaração no prazo mesmo com informações incompletas, porque a Receita possibilita corrigir depois.

Como declarar imposto de renda atrasado?

Gere um novo Darf com a multa e os juros por atraso no www.regularize.pgfn.gov.br e clique na opção “Emitir Guia de Pagamento”. Calcule os juros e a multa com o programa Sicalcweb, disponível no site da Receita.

Erros mais comuns na declaração

  • Omissão de rendimento;
  • Dados incompatíveis com os informados pelas fontes pagador;
  • Lançamento de despesas médicas que não são dedutívei.

Erros e divergências na declaração podem levar o contribuinte a cair na malha fina.

Como não cair na malha fina

  • Informe todos os rendimentos;
  • Declare corretamente as despesas dedutíveis;
  • Não deixe nenhum bem ou direito de fora;
  • Rendimentos isentos devem ser declarados;
  • Especifique os impostos recolhidos através de DARF.

Quem fica nessa situação tem a restituição de imposto retida.

Quando começa a restituição?

Começou dia 31/05 a restituição do primeiro lote.

Para consultar se foi contemplado, acesse o site da Receita Federal .

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