Quanto custa fechar uma empresa?

Ao abrir uma empresa, a última coisa que o empreendedor deseja é vê-la fechada. Afinal, ele depositou esforços e expectativas no empreendimento. No entanto, muita gente tem que lidar com esse processo, pois 1 em cada 4 empresas fecha antes de completar 2 anos no Brasil.

Como os processos relativos à formalização de empresas no país são bastante burocráticos, os empreendedores que desejam fechar um negócio costumam ter muitas dúvidas nesse momento. É importante ter todas as informações necessárias para fazer o fechamento dentro dos conformes legais e não ter nenhum problema mais tarde.

Uma das principais questões levantadas pelos empreendedores é quanto custa fechar uma empresa. Afinal, ninguém quer, e nem pode, gastar muito nessa situação. A seguir, vamos explicar quais são os custos envolvidos. Acompanhe:

Como é o processo de fechamento de uma empresa?

O processo de fechamento de uma empresa inclui elaborar o distrato social, fazer a quitação dos tributos e dar baixa no CNPJ.

Distrato social

Se a empresa for uma sociedade, os sócios devem assinar a ata de encerramento do negócio e elaborar o distrato social. Esse documento deve informar: 

  • O motivo do término da empresa, embasado no Código Civil.
  • A forma como os bens serão divididos entre os sócios, com os valores em destaque.
  • Quem deve ficar com os livros, documentos fiscais e contábeis. 
  • Quem deve ficar com os ativos da empresa.

Se a empresa tiver apenas um proprietário, não é necessário fazer esse documento.

Quitação de tributos

O empreendedor que vai fechar uma empresa deve estar atento a quatro tributações que podem ter dívida ativa a ser quitada:

  • FGTS: O empresário deve emitir o Certificado de Regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CRF). Para tanto, ele deve pagar os valores de FGTS devidos à Caixa Econômica Federal, caso existam.
  • ISS: Empresas que pagam ISS (Imposto sobre Serviços) devem dar baixa na prefeitura, quitando os débitos, caso existam. Cada município estabelece os documentos e taxas necessárias.
  • ICMS: Quem paga ICMS (Imposto sobre Comercialização de Mercadorias e Serviços) deve dar baixa na Secretaria da Fazenda, observando se há débitos a serem quitados.
  • Tributos federais: É necessário obter uma Certidão de Débitos Relativos a Créditos Tributários Federais e à Dívida Ativa da União na Receita Federal, acertando as contas, caso haja dívida. Esse documento abrange todos os tributos federais relativos à Receita Federal e à Procuradoria Geral da Fazenda, inclusive os previdenciários.

Baixa do CNPJ

Primeiramente, o empreendedor deve pedir o arquivamento dos atos de extinção na Junta Comercial. A taxa devida varia de acordo com cada estado.

Em seguida, o empresário pode dar baixa no CNPJ na própria Junta, se ela tiver convênio com a Receita Federal. O processo também pode ser feito online, com o programa Coleta Online da Receita Federal. Nesse caso, é gerado um Documento Básico de Entrada (DBE), que deve ser assinado e entregue no local indicado.

Para os MEI, todo o processo de fechamento da empresa não tem custo e é feito de forma simplificada pela Internet, a partir do Roteiro para Baixa do Portal do Empreendedor.

Sistema Nacional de Baixa Integrada de Empresas

O Sistema Nacional de Baixa Integrada de Empresas permite que o empresário dê baixa no CNPJ sem apresentar os documentos de quitação de tributos.

Entretanto, isso não quer dizer que o empreendedor está liberado de quitar esses impostos. Se ainda houver débitos após o fechamento da empresa, o empresário precisará assumir a dívida.

Portanto, esse sistema existe apenas para que o CNPJ possa ser fechado mesmo na existência de dívidas ativas. Isso torna o processo muito mais rápido, pois pode ser feito todo em uma única ida à Junta Comercial.

Afinal, quais são os custos?

Agora que você já conhece o procedimento necessário, vamos falar sobre quanto custa fechar uma empresa.

Primeiramente é preciso saber se há tributos pendentes. Essa é uma variável específica de cada empresa, não havendo como generalizar quanto será gasto. Mas dependendo da situação fiscal do empreendimento, o custo pode ficar bastante alto.

Como vimos acima, quatro tributações devem ser observadas: FGTS, ISS, ICMS e tributos federais. Também há algumas taxas, como a cobrada pela Junta Comercial e a estabelecida pelo município para dar baixa no ISS; sendo que essa última também varia de acordo com o estado. 

Portanto, a resposta a essa pergunta é que os custos são variáveis, não sendo possível estabelecer um valor de antemão. Cada empresa precisa fazer esse levantamento, podendo contar com um escritório de contabilidade para ajudar nesse processo.

Em suma, é preciso descobrir qual vai ser o valor para fechar a sua empresa avaliando a sua situação tributária.

Ajuda de um escritório de contabilidade

Agora que você viu que não é possível estabelecer de forma fixa quanto custa fechar uma empresa, talvez tenha ficado inseguro em relação ao cálculo dos impostos que estão pendentes.

Existe um escritório de contabilidade em São Paulo que pode te ajudar nesse processo. Conte com a Brasct para gastar seus recursos da melhor maneira possível nesse momento.

Além de lidar com os custos, um contador pode te ajudar a fechar a empresa de forma organizada, preparando bem os documentos e se certificando que tudo está sendo feito segundo os requisitos legais.

Além disso, se for preciso demitir funcionários, esse é outro aspecto importante. Contar com o auxílio de um escritório de contabilidade, como a Brasct, é uma forma de garantir que tudo seja feito dentro da legalidade.

Definir metas é uma ótima maneira de preparar e manter uma previsão de fluxo de caixa.

O fluxo de caixa é um dos fatores mais importantes para a manutenção da saúde de uma pequena empresa. Existe um ditado corporativo que diz: “a receita é vaidade, o fluxo de caixa é sanidade, mas o dinheiro é rei”. Isso quer dizer que ter grandes entradas de receitas provenientes de vendas parece sensacional, porém, o foco mais importante para uma pequena empresa deve o seu fluxo de caixa.

Muitas empresas continuam a operar no curto ou médio prazo, ainda que estejam tendo algum prejuízo. Isto será possível se, por exemplo, conseguirem negociar melhor os prazos de pagamentos com os credores e assim terem dinheiro suficiente para pagar os custos variáveis. Todavia, não haverá longevidade corporativa para uma empresa que não possua caixa suficiente para atender às suas demandas do dia a dia.

Por isso, neste post preparamos 9 dicas sensacionais sobre fluxo de caixa para as pequenas empresas conseguirem manter uma saúde financeira estável e suas operações em pleno vapor rumo à um caminho de sucesso e prosperidade.

  1. Defina metas de fluxo de caixa

Uma maneira de organizar o controle financeiro de uma pequena empresa é preparando e mantendo uma previsão de fluxo de caixa. Isso pode e deve ser atualizado semanalmente, para assim, fornecer uma perspectiva precisa para os próximos seis a 12 meses.

Definir metas de fluxo de caixa é uma excelente maneira de garantir que é dada a atenção necessária para a sustentabilidade financeira da empresa e fornece um nível de satisfação e de propriedade para futuros investidores e credores.

  1. Definir formas de pagamento claras e objetivas

Estabelecer condições claras e objetivas sobre as formas de pagamento de seus recebíveis é uma condição crucial para a organização do seu fluxo de caixa.

“Se você iniciar sua pequena empresa, sem saber quais são as formas de pagamento de seus produtos, será muito difícil saber quando você será pago por cada venda efetuada. Se você não sabe quando um cliente está inadimplente, como você vai gerenciar seu fluxo de caixa?”

Um bom negócio para as pequenas empresas é sempre definir sua forma de pagamento em ato + 30 dias. Você precisa pagar os salários de seus funcionários em 30 dias e muitas vezes os seus fornecedores também, por isso seus clientes também precisam te pagar no mesmo prazo.

  1. Faturamento rápido é essencial

Alguns fatores que influenciam na estabilidade do fluxo de caixa estão nas mãos da própria empresa, incluindo quando faturar os clientes.

Um exemplo: Se deve faturar um projeto no início dos trabalhos ou somente quando os mesmos estiverem concluídos?

Pense bem! Se você estabelecer que o faturamento será duas semanas após a conclusão do projeto, então, é óbvio que você terá que esperar mais duas semanas antes que o dinheiro entre em sua conta bancária. Serão praticamente 30 dias para você receber os valores do projeto. Qual o impacto que isto irá gerar em seu fluxo de caixa?

Faturar 50% no início do projeto e mais 50% na conclusão, pode ser uma das melhores opções para fortalecer a saúde financeira de sua pequena empresa.

  1. Crie métodos de pagamento fáceis para seus clientes

Quanto mais você facilitar a vida de seus clientes, mais rápido você receberá o que lhe é devido. Evite pagamentos em cheque, por exemplo, pois isso resultará em atrasos antes que o dinheiro entre em sua conta bancária. Os métodos de pagamentos online podem ser uma ótima opção.

  1. Ofereça aos clientes pagamentos recorrentes

Uma maneira que as pequenas empresas têm de garantir um bom fluxo de caixa é oferecendo pacotes de pagamento recorrentes.

Crie pacotes de serviços e os fature antecipadamente, numa modalidade “pague para usar”, por exemplo. Desta forma, você receberá os pagamentos antecipados em vez de em atraso, e poderá planejar seus gastos e o crescimento dos negócios. Isto poderá lhe trazer uma visão real de seu fluxo de caixa e uma paz de espírito inestimável.

  1. Estabeleça acordos de pagamentos automáticos

Todas as empresas experimentam uma lacuna entre faturamento e pagamento, mas estes problemas podem ser minimizados. Uma excelente maneira de garantir que seu fluxo de caixa permanecerá estável ​​é estabelecendo formas de pagamentos automatizadas, como o débito em conta, por exemplo.

Este método de pagamento permite que uma empresa organize seu fluxo de caixa sem aumentar os custos administrativos necessários para emitir todos os meses os boletos bancários de recebimentos, por exemplo. É um método que proporciona também um fluxo estável de dinheiro, pois garante a real certeza de que todos os recebíveis entrarão em seu caixa na data correta.

  1. Use a tecnologia para gerenciar o fluxo de caixa

A tecnologia pode tornar muito mais fácil o gerenciamento do fluxo de caixa de uma pequena empresa.  Um sistema de gestão financeira baseado na nuvem pode ser a maior economia de tempo para seu negócio, permitindo que seus gestores trabalhem de forma mais eficiente, ganhem tempo e mantenham um melhor monitoramento de suas movimentações financeiras.

Isto te dará, não apenas a flexibilidade de onde você poderá acompanhar suas contas, mas também removerá o preocupante aborrecimento de fazer backup de todos esses dados diariamente. Você poderá acompanhar todas as suas movimentações financeiras através do seu laptop, tablet ou celular  e manter-se atualizado em tempo real sobre a situação financeira de sua empresa, inclusive durante suas viagens.

  1. Não se concentre no lucro, mantenha o foco no fluxo de caixa

Os especialistas financeiros estimam que 90% das pequenas empresas iniciam suas atividades sem terem um plano de fluxo de caixa semanal ou mensal, apesar de terem previsões de margens de lucro nos próximos anos. Eles afirmam que esta é uma razão comum para a falha empresarial precoce.

“Se seu fluxo de caixa estiver em ordem, seu lucro estará em ordem”

Se você está iniciando uma pequena empresa, procure trabalhar com clientes confiáveis ​​e que podem lhe garantir pagamentos mais rápidos inicialmente, mesmo que isso signifique clientes menores e menores margens de lucro.

Você precisa olhar para suas condições de pagamento e não ficar cego pelas possíveis margens de lucro.

  1. Treine um funcionário para monitorar seu fluxo de caixa

Um dos maiores erros que proprietários de pequenas empresas cometem é tentar eles mesmos monitorarem o tempo todo o seu fluxo de caixa. O ideal, é que o proprietário da empresa se preocupe com o crescimento do negócio, com as vendas, políticas de pagamento, parcerias, etc., e coloque uma pessoa treinada e de confiança dedicada para cuidar do administrativo/financeiro do empreendimento.

Um pequeno escritório de advocacia, por exemplo, tem que ser particularmente cuidadoso e inteligente com seu fluxo de caixa, pois o mesmo tem um monte de despesas regulares e substanciais e o seu fluxo de rendimentos pode ser imprevisível.

Para resolver esta questão muitos advogados têm contratado um funcionário treinado em gestão financeira e administrativa para manter um monitoramento diário em créditos e débitos, para garantir que sempre haverá dinheiro suficiente no banco.

No final do dia, mês ou ano corporativo, dinheiro realmente é rei para manter uma empresa em atividade!

Pense nisso e muito boa sorte ao empreender com sua pequena empresa!

Até a próxima!