4 riscos de abrir uma empresa e como minimizá-los

A maioria das pessoas vivencia dois sentimentos distintos ao abrir empresa: a empolgação e
excitação, aquele famoso “frio na barriga” de começar algo novo; e, ao mesmo tempo, a
insegurança e o receio de errar ou de não realizar todos os processos e requisitos necessários
corretamente, sejam eles financeiros, legais ou estratégicos.


É verdade que existem muitas questões que podem trazer insegurança e preocupação para os
novos e futuros empreendedores; mas, para minimizar os riscos, a melhor opção é conhecê-
los, aprender estratégias e, principalmente, escolher profissionais competentes que possam
ajudá-lo durante o caminho.


Existem empresas especializadas na abertura de negócios. É o caso, por exemplo, de bons
escritórios de contabilidade, que auxiliam nos processos tributáveis e financeiros e fornecem
apoio jurídico. O aconselhamento profissional pode evitar tributação excessiva e
desnecessária, além de multas e notificações.
Neste artigo vamos articular acerca dos 4 principais riscos de abrir uma empresa e como
reduzí-los.


Análise de mercado: produtos, público-alvo e concorrentes


Antes de mais nada, é preciso ter uma visão clara do negócio, definindo muito bem quais são
os produtos e/ou serviços ofertados e suas características. Dado isso, é recomendado delimitar
bem o perfil do consumidor, também chamado de público-alvo.


Outro fator importante é saber quem são as pessoas e profissionais importantes para o bom
funcionamento da empresa; ou seja, quem são os principais fornecedores, prestadores de
serviços, parceiros, etc.


É fundamental conhecer os concorrentes, entender como eles se posicionam no mercado,
quais são os preços praticados e qual é o diferencial da empresa. Além de pesquisar os valores
praticados por outras empresas do mesmo segmento, é importante conhecer os preços e
produtos dos fornecedores relacionados ao negócio.


Essa é a trajetória inicial para reconhecer as oportunidades e ameaças do empreendimento.
Ao conhecer o mercado fica muito mais fácil prever quais são os riscos relacionados àquele
negócio específico (dificuldade de aceitação do produto, matéria-prima cara ou de difícil
acesso, muitos concorrentes, etc) e como é possível minimizá-los.


Sócios ou investidores: aspectos a considerar


Ao começar um negócio, o empreendedor precisa estar disposto a lidar com muitas pessoas,
desde fornecedores e funcionários a sócios e investidores. É preciso avaliar muito bem o perfil
dessas pessoas e escolher com cautela quem você quer ao seu lado nessa trajetória.


Escolher muito bem os sócios minimiza os riscos de ocorrerem conflitos internos na empresa e
desavenças na tomada de decisões. Portanto, é fundamental que os objetivos de cada um e da
empresa estejam claros, seja a curto, médio ou longo prazo.


Além disso, é natural que busquemos alguém próximo para a sociedade, como um amigo ou
familiar, mas é interessante que o sócio agregue à empresa possibilidades complementares à
sua, ou seja, que ofereça algum diferencial em relação ao que você já pode oferecer.

Ademais, para aumentar as chances de sucesso, é fundamental cercar-se de pessoas da sua
confiança. É uma boa ideia contar desde o início com o auxílio de parceiros que facilitam o
trabalho, como assessorias, empresas de marketing e um bom escritório de contabilidade.


Planejamento financeiro: gastos que os empreendedores inexperientes esquecem de
calcular

Muitos empreendedores não fazem o planejamento financeiro adequado ao começar um
negócio, pois não consideram todos os custos que envolvem a abertura de uma empresa. Por
exemplo, a maioria calcula os custos básicos de implementação, como o investimento inicial
em matéria-prima, mão de obra necessária ou o aluguel do espaço, mas esquecem de várias
outras despesas relacionadas.


Existem custos que, apensar de não parecerem significativos, impactam muito os primeiros
meses da empresa; é o caso, por exemplo, das inscrições, licenças e alvarás. Além do registro
no CNPJ, Inscrição Estadual e Alvará de funcionamento, alguns segmentos precisam de licença
ambiental, licença sanitária, registro de produtos químicos controlados, entre outros.


O escritório de contabilidade contratado deve fornecer a indicação de todas as licenças,
inscrições e documentos necessários, além de informá-lo acerca das taxas e prazos para
pagamento.


Outros gastos que costumam ser desconsiderados pelos novos empreendedores são as
despesas com imprevistos. Por exemplo, se a empresa funcionar em uma loja física, o local
pode precisar de uma reforma. Já em um e-commerce, pode ser necessário pagar a mais pelo
sistema, criação de aplicativos ou melhorias no site.


Escolha do CNAE e do Regime de tributação: auxílio de um bom escritório de contabilidade


Logo no início da empresa, será necessário decidir o CNAE e o regime de tributação. Esses dois
aspectos, quando bem atribuídos ao negócio implicam em uma considerável economia de
dinheiro. A melhor escolha depende do faturamento, do lucro e das atividades exercidas.
Um bom escritório de contabilidade deve analisar os produtos e serviços oferecidos pela
empresa e apresentar o melhor regime, considerando a menor carga tributária e as legislações
vigentes.


Além de escolher entre os três regimes tributários, Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro
Real, é preciso considerar questões particulares aos segmentos. As empresas mecânicas e
autopeças, por exemplo, são isentas de alguns impostos devido à tributação monofásica. Já os
e-commerces, dependendo do Estado, podem usufruir de benefícios para empresas que
realizam vendas exclusivamente não presenciais.


Precisa de ajuda?


Quer abrir uma empresa e precisa de ajuda neste processo? A escolha de um escritório de
contabilidade sério e de confiança, lhe dará tranquilidade para se dedicar ao empreendimento.
A BRASCT é referência em contabilidade para pequenas empresas, oferecendo uma gama de
serviços contábeis, tributários e de recursos humanos, com um trabalho sério e cuidadoso. Se
deseja tirar seus planos do papel ou migrar para um escritório que te atenda de forma eficaz e
personalizada, estamos à sua disposição.


Contabilidade para autopeças e mecânica em São Paulo


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Como pagar menos impostos?


Como pagar menos impostos?





Como calcular os impostos de uma pequena empresa?


Como calcular os impostos de uma pequena empresa?



Como o coronavírus afeta as finanças dos empreendedores?

Desde o início do mês as pessoas e a imprensa estão com os holofotes todos voltados para um único assunto: o novo coronavírus – COVID-19. A pandemia tem causado medo na população, com notícias sobre o crescimento rápido de infectados e mortes. Além do medo de se contaminar, existe uma outra preocupação no ar: a situação financeira das empresas. Para se ter uma ideia, o cenário tem levado o governo brasileiro a suspenderem eventos esportivos, aulas escolares, fechar restaurantes, causando um impacto negativo nas vendas dos comércio e, consequentemente, abalando a economia.

Além de afetar a economia de uma forma geral, a parte de receita também sofre, como comércio, produtos supérfluo, lojas em shopping. Os comerciantes e empreendedores precisam estar preparados para enfrentar esse obstáculo, apostando em uma reserva de caixa. Existe também a questão da cadeia de suprimento, do inglês Supply Chain, que é o gerenciamento de uma rede de negócios interligadas, ou seja, um comerciante para comercializar, por exemplo, depende de alguém que produz aquela determinada mercadoria – em que é preciso ver como está a cadeia dos fornecedores, se vão parar ou não, se estão com baixa produtividade. É muito importante estudar tudo isso, porque a tendência é piorar nos próximos meses.

Para aqueles que desejam apostar em um plano de investimento, agora eu considero um momento arriscado por conta da oscilação da economia. Aconselho realizar um planejamento seguro, pensando em uma aplicação de risco moderado, aproveitando as oportunidades do momento. E sim, elas existem. Por exemplo: o governador do estado de São Paulo, João Dória, já liberou um crédito de R$ 225 milhões com juros reduzidos, para estimular e economia em tempos de coronavírus. Então, de repente é uma boa oportunidade para reavaliar um novo empréstimo, um capital de giro, pagar alguma dívida mais antiga.

O governo também acabou de soltar algumas medidas como diferimento que nada mais é do que postergar o vencimento de alguns impostos como fundo de garantia, por exemplo, ou a parte federal do DAS. É preciso estudar a fundo tudo isso para planejar o que deve ser feito: fluxo de caixa, projeção de caixa e de venda. Também não podemos deixar de pensar no prejuízo do funcionário que eventualmente pode ter que entrar em quarentena se aparecer algum dos sintomas do coronavírus, portanto o setor de rh precisa estar alinhado
internamente, sempre pensando no bem-estar e proteção de todos. Sugiro produzir um manual de boas práticas para conversar com a equipe e verificar se alguém da equipe possui algum sintoma.

Além disso, o home office para os colaboradores é uma boa alternativa, mas é preciso aplicar uma comunicação eficaz, por meio de um diálogo claro. O gestor deve conversar com o seu time para determinar o que pode ser feito em cada caso, se será necessário fornecer computador ou internet – sempre com o intuito de diminuir o contato de pessoas na empresa e no transporte público. Porém, sabemos que não é toda atividade que dá para
fazer home office, como por exemplo uma indústria. Assim, algumas empresas estão tomando outras atitudes como mudar o horário de entrada e saída, alternar o horário do almoço, para as pessoas evitarem um pouco o horário de pico.

Já é possível perceber que o ano de 2020 se iniciou conturbado podendo afetar milhões de empreendedores no Brasil. Nesse momento, a prioridade é a saúde da população, seguindo as medidas do governo com segurança e responsabilidade. Em relação às finanças, se planeje, use o dinheiro guardado, esses dias difíceis vão passar.