Como declarar ações no Imposto de Renda 2022

Chega o período de declarar Imposto de Renda e quem tem ações já fica aflito. É que todas as pessoas que negociaram ações na bolsa de valores precisam fazer a Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (DIRPF) no ano seguinte. 

As informações declaradas pelo contribuinte são cruzadas com que são repassadas pelas instituições financeiras para a Receita Federal, então é importante preencher tudo corretamente para não cair na malha fina. Mas se você ainda não sabe como declarar ações, preparamos abaixo um resumo para você!

Como identificar os valores a serem declarados?

As corretoras e empresas geralmente entregam para os investidores os informes de rendimentos. Se você tem muitos ativos, o ideal é usar esses documentos para fazer uma planilha. Também tenha em mãos as suas notas de corretagem e os documentos de arrecadação de receitas federais (DARFs).

Caso não tenha recebido algum documento necessário, solicite-o às corretora ou empresa responsável.

Como apurar os lucros?

Com a planilha contendo os dados dos seus investimentos em mãos, é hora de definir quais foram os preços médios de compra e de venda de cada ativo, pois a tributação incide sobre essa média.

Para calcular o preço médio de venda, você deve saber quanto pagou pelas ações a cada vez que as adquiriu. Por exemplo, digamos que você adquiriu 100 ações a R$ 5 cada e pagou R$ 4 de corretagem e taxas. Dias depois, você adquiriu mais 50 ações a R$ 7 cada e pagou R$ 3 de corretagem e taxas. Então a conta vai ser assim:

  • Compra: (Quantidade de ações x preço de cada ação) + corretagem e taxas
  • Compra 1: (100 x R$ 5) + R$ 4 = R$ 504
  • Compra 2: (50 x R$ 7) + R$ 3 = R$ 353
  • Preço médio: Compra 1 + Compra 2
  • Preço médio: R$ 504 + R$ 353 = R$ 857

No caso do preço de venda, ao invés de somar o valor das taxas e corretagem, você deve subtrair:

  • Venda: (Quantidade de ações x preço de cada ação) – corretagem e taxas

Os cálculos devem ser feitos por mês. A partir deles, você vai descobrir quanto de lucro ou prejuízo teve mensalmente com cada ação. Faça isso de forma separada para as operações comuns e as de Day Trade, porque a tributação é diferente.

Como declarar operações tributáveis?

Apenas as operações de Day Trade e as ações que geraram mais de R$ 20 mil de lucro no ano de 2021 são tributáveis. Vamos começar vendo como declarar esses casos.

Na ficha “Renda Variável”, você deve inserir esses valores através da opção “Operações Comuns/Day Trade”. Informe individualmente o balanço mensal de cada ativo, inserindo separadamente o que for relativo a operações comuns e o que for relativo a Day Trade.

Importante: Você deve informar não só os meses com balanço positivo, mas também quando tiver havido prejuízo. Nesse caso, use o sinal negativo (-) na frente do valor para indicar que houve perda. Nos meses em que não tiver havido nenhum negociação, preencha o valor com 0 (zero).

Em cada inserção você também deve preencher os valores de Imposto de Renda retido na fonte que são cobrados pelas corretoras. Elas cobram 0,005% para operações comuns e 1% para Day Trade. Essa cobrança serve justamente para deixar registrado para a Receita qual foi o volume das transações. Por isso, esse imposto é conhecido como “dedo-duro”. 

Para saber qual é o valor de Imposto de Renda retido, consulte os informes de rendimentos. Você deve preencher esses valores em “IR fonte no mês” ou “IR fonte Day-Trade no mês” (se for Day Trade). Por fim, informe também a cada inserção o valor de imposto pago por meio dos DARFs, no campo “Imposto Pago”.

Como declarar ações isentas?

Se você teve lucro de até no máximo R$ 20 mil em alguns dos seus ativos em 2021, eles devem ser declarados na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”. No campo 20 – “Ganhos líquidos em operações no mercado à vista negociadas em bolsas de valores…”, acrescente os dados relativos a cada uma das ações que se enquadram como isentas.

Além disso, os dividendos que as empresas distribuem para seus investidores também são livres de tributação. Então confira se você recebeu esses valores nos informes de rendimentos das empresas.

Se esse for o caso, na ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, escolha o campo  5 – “Lucros e dividendos recebidos pelo titular e pelos dependentes” e indique o nome e o CNPJ da empresa pagadora e o valor.

Como declarar Juros de Capital Próprio?

Se você tiver Juros de Capital Próprio (JCP) para declarar, isso vai estar indicado nos seus informes de rendimentos. Esses valores devem ser declarados na ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva”.

Escolha o código 10  – “Juros sobre capital próprio”, informe o nome da fonte pagadora, o CNPJ e o valor. Faça isso individualmente para cada ação que gerou JCP.

Como declarar a posse das ações?

Depois, você deve declarar quais ativos possuía em 31 de dezembro de 2021, na ficha “Bens e Direitos”. Escolha o grupo 3 – “Participações Societárias” e o código 1 – “Ações (inclusive as listadas em bolsas)”. 

Informe o CNPJ da empresa, o código de negociação do ativo na bolsa, a quantidade de ações, o valor pago e as compras e vendas parciais feitas ao longo do ano. O valor em 31/12/2021 é o preço médio de compra da quantidade de ações que você possuía nessa data. É preciso repetir isso para cada ação que você tiver na sua carteira.

Conte com um bom escritório de contabilidade

Mesmo com essa explicação de como declarar ações, deu para ver que não é um tarefa muito simples, né? Então talvez você queira uma ajuda! A BRASCT é um escritório de contabilidade em São Paulo sempre preparado para te ajudar no que for preciso, seja na hora de declarar o Imposto de Renda ou em qualquer outra necessidade contábil.

Entenda como declarar os ganhos de criptoativos

O investimento em criptomoedas tem se tornado cada vez mais difundido. Essa é uma área que pode trazer altos rendimentos em curtos períodos, mas também lida com valores muito flutuantes, o que faz com que seja uma aplicação de risco.

Uma das características das criptomoedas é a descentralização. Isso quer dizer que elas não passam pelo controle de nenhum banco ou entidade governamental. Mas isso não quer dizer que elas sejam livres de impostos.

Hoje existem diversas criptomoedas. Mas a mais conhecida continua sendo a famosa Bitcoin. E o valor que ela tem movimentado é espantoso! Somente em 2021, os brasileiros negociaram R$ 103 bilhões em bitcoins. É claro que a Receita Federal não ia deixar de taxar um valor tão expressivo.

Sendo assim, a pergunta que fica é a seguinte: como declarar os ganhos de criptoativos? Se você está investindo em criptomoedas, acompanhe abaixo o que você deve fazer para ficar em dia com o fisco:

Documentação

Para declarar os ganhos de criptoativos, o ideal é ter a documentação referente às transações bem organizada. Isso inclui os dados e comprovantes das exchanges e carteiras digitais, que detalham a compra e a posse de moedas e outros ativos digitais. Algumas corretoras de criptomoedas também disponibilizam um informe de rendimentos anual.

Tributação sobre o ganho de capital

Os contribuintes que excederem R$ 35 mil em movimentações de criptoativos no mês devem declarar seus lucros para o Programa de Apuração dos Ganhos de Capital (GCAP).

O pagamento é feito sobre o ganho que o investidor tiver obtido com as transações. Se o contribuinte comprar e vender criptoativos, por exemplo, ele vai pagar sobre o saldo positivo. Por exemplo, se ele comprar R$ 40 mil e vender R$ 50 mil, o imposto incidirá sobre os R$ 10 mil de lucro. Porém, em caso de prejuízo, mesmo não pagando impostos, também é preciso declarar a movimentação.

A declaração deve ser feita a cada mês, até o último dia útil do mês posterior às movimentações. As corretagens e taxas envolvidas também devem ser declaradas.

Para apurar o valor de Imposto de Renda devido, é preciso usar o programa “Ganhos de Capital” (GCAP) da Receita Federal. Se for constatada a necessidade de pagamento do imposto, o contribuinte deve gerar um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) e pagá-lo até o último dia útil do mês seguinte.

Pagamentos não realizados podem ser quitados na Declaração Anual do Imposto de Renda. Mas há uma multa de 0,33% por dia de atraso, chegando a no máximo a 20%, além de juros correspondentes à Selic acrescidos de 1% referente ao mês de pagamento do IR devido.

Alíquota 

A alíquota do imposto pago é progressiva, do seguinte modo:

  • Até R$ 5 milhões: 15%
  • De R$ 5 milhões a R$ 10 milhões: 17,5%
  • De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões: 20%
  • Acima de R$ 30 milhões: 22,5%

Os valores declarados se referem à correspondência em reais no momento das transações. Importante lembrar que a declaração deve ser feita sempre informando os valores em reais.

Declaração do Imposto de Renda

Na Declaração do Imposto sobre a Renda de Pessoa Física (DIRPF), é preciso declarar todas as aquisições de criptoativos que excederem R$ 5 mil. 

Deve ser informado qual o valor investido nesse tipo de aplicação em 31 de dezembro do ano anterior ao declarado e em 31 de dezembro do ano declarado. Lembre-se que se trata do valor pelo qual os criptoativos foram comprados, então não atualize para os valores atuais.

Quanto ao imposto sobre o lucro, caso ele tenha sido pago mensalmente, é possível importar essa informação para o Programa Gerador da Declaração. Mas para isso é preciso que esteja sendo usada a mesma máquina em que o programa GCAP foi usado.

Basta ir à aba “Ganhos de Capital”, na ficha “Direitos/Bens Móveis” e selecionar “Importar”. Com isso, os dados serão preenchidos automaticamente.

A ficha “Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva” também será preenchida, e os ganhos irão aparecer na linha 02, “Ganhos de capital na alienação de bens e/ou direitos”.

Quem deixou para declarar os lucros só na DIRPF, deve gerar um DARF por meio do programa Sicalc, da Receita Federal. Mesmo assim, também é preciso preenche os dados no programa GCAP para fazer a apuração e importar os dados para a DIRPF.

Vendas abaixo de R$ 35 mil

Nas vendas abaixo de R$ 35 mil mensais não é necessário pagar imposto, mas mesmo assim é preciso declará-las na DIRPF. Para isso, vá à ficha “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, no código 05, “Ganho de capital na alienação de bem, direito ou conjunto de bens ou direitos da mesma natureza, alienados em um mesmo mês”.

Precisa especificar qual o tipo dos criptoativos?

Até 2020, era tudo declarado junto: bitcoins, outras criptomoedas, outros tipos de criptoativos, etc. O declarante informava esse montante na aba “Bens e Direitos”, no campo “Outros Bens e Direitos”, de código 99. A partir de 2021, foram criadas três categorias específicas:

81: Criptoativo bitcoin (BTC)

82: Outros criptoativos, do tipo moeda digital, conhecidos como altcoins

89: Demais criptoativos não considerados criptomoedas (payment tokens)

Na hora de declarar, é preciso especificar quais valores de transação são referentes a cada um desses três códigos.

Que informações são necessárias?

É preciso informar o tipo do criptoativo no campo “Discriminação”. Se for uma moeda, por exemplo, é preciso indicar o nome dela. Além da quantidade declarada, também é preciso informar o CNPJ da corretora que fez a operação e o modelo da carteira digital usada, se o contribuinte tiver custódio própria.

Se o vendedor tiver sido uma pessoa física, também devem ser informados o nome e o CPF dele.

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A sua contabilidade te dá suporte nesse tipo de investimento?

Com o avançar rápido dos negócios proporcionados pelas redes blockchain, grande parte das empresas tradicionais não estão acompanhando as novas normas e procedimentos em tempo hábil, gerando confusão sobre processos como declarar os ganhos de criptoativos. Tenha certeza de que o seu escritório de contabilidade está preparado para te ajudar nessas questões.

A BRASCT é um escritório de contabilidade em São Paulo que tem o cuidado de se atualizar sempre, estando ligada às tendências do mercado e pronta para lidar com as novos demandas dos clientes. Isso inclui os procedimentos financeiros e tributários envolvendo criptomoedas e outros criptoativos. Conheça a BRASCT!


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3 vantagens que os investimentos isentos do Imposto de Renda podem trazer

Investimentos isentos de Imposto de Renda (IR), como o próprio nome já diz, são um tipo específico de aplicação onde o Governo deixa de cobrar o Imposto de Renda.

Dentre as principais razões para que qualquer investimento seja isento do IR está a necessidade, na maioria dos casos, de se injetar dinheiro em uma área específica.

Quando se busca formas de investimentos que estejam livres das alíquotas do Imposto de Renda, pensa-se logo na Caderneta de Poupança.

Porém, apesar de ser a mais comum, a poupança está longe de ser o melhor investimento possível e existem diversas possibilidades que garantem um maior retorno. Além disso, esse tipo de aplicação ainda traz consigo três grandes vantagens.

Maior Rendimento Total

De forma geral, os impostos cobrados sobre cada Investimento não são retirados do valor depositado, mas são abatidos do total de retorno que o investidor tem a receber.

Assim, quem investe não paga no momento que é feito o aporte, mas quando vai retirar o valor a que se tem direito. Portanto, ao se escolher uma aplicação isenta de IR, o dinheiro que retorna ao dono do investimento estará livre deste tipo de taxação e, por isso, será maior.

Maior Lucro em Investimentos de Curto Prazo

Essa vantagem vem a partir da porcentagem das alíquotas de IR, que variam de acordo com o tempo que o dinheiro permanece investido.

Nesse sentido, em uma aplicação comum, quanto menor o tempo de manutenção do dinheiro, maior será o imposto cobrado sobre ele. Dessa forma, caso não exista cobrança de IR, essas alíquotas desaparecem, tornando aplicações curtas mais rentáveis.

A variação das alíquotas de Imposto de Renda costuma ser calculada da seguinte forma: até 180 dias de aplicação = 22,5% de imposto. De 181 até 360 dias de aplicação = 20% de imposto. De 361 até 720 dias = 17% de imposto. Acima de 721 dias = 15% de imposto.

Assim, investimentos de curto prazo podem acabar rendendo até 7,5% a menos do que aplicações com tempo de depósito mais longo.

Segurança

É de se pensar que, por não ter o Imposto de Renda descontado, esse tipo de investimento não seja tão bem visto pelo Governo, que deixa de lucrar.

Contudo, a isenção de IR não chega a ser um problema e essa maneira de aplicação é sim bem vista e incentivada. Isso acontece, como dito anteriormente, muito pela necessidade de injetar dinheiro para que determinada área siga funcionando.

Dessa forma, ao passo que deixa de lucrar com a arrecadação das alíquotas de Imposto de Renda sobre diversos investimentos, o Governo vê diminuir a necessidade de injetar dinheiro na área específica, já que as aplicações servem para suprir a necessidade.

Dessa forma, fica claro como os Investimentos sem IR têm importância dentro da economia e estão longe de operar de forma “clandestina”.

Exemplos de Investimentos Isentos do Imposto de Renda

O primeiro deles é a LCI (Letra de Crédito Imobiliário). Este é um investimento de renda fixa, onde um banco “pega empréstimos” com investidores para então oferecer ajuda financeira para pessoas e empresas do ramo imobiliário.

Em seguida, o banco que recebeu o dinheiro o devolve corrigido de acordo com a tabela de juros.

Já a LCA (Letra de Crédito para o Agronegócio), funciona da mesma maneira. A única diferença é que, ao invés de pegar seu dinheiro e reinvestir no meio imobiliário, os bancos o utilizam para aportes financeiros no Agronegócio. Os dois tipos de aplicação são incentivados pelo Governo.

Por fim, destaca-se o CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio). Este tipo de Investimento só tem isenção de Imposto de Renda para Pessoas Físicas, sendo que empresas tem, somente, a isenção de IOF.

Nesta opção, o CRA é emitido por empresas securitizadoras, que funcionam transformando dívidas em títulos.

Essa forma de investimentos pode render mais lucros do que outras aplicações de renda fixa, porque traz um retorno acima da inflação. Contudo, a garantia do seu investimento está na saúde financeira da empresa. Caso a companhia investida vá a falência, por exemplo, seu investimento é perdido.

Investimentos com isenção do Imposto de Renda podem se tornar uma excelente forma aumentar a renda obtida através de aplicações. Quer mais informações sobre operações desse tipo? Entre em contato conosco pelo WhatsApp.

 

Imposto de renda nos investimentos: entenda como funciona a sua tributação

É fato que a legislação tributária brasileira é uma das mais complexas em todo o mundo, deixando até os mais experientes com dúvidas, principalmente, no que diz respeito ao IR — Imposto de Renda nos investimentos realizados. Embora se trate apenas de um imposto, a regra varia de acordo com o modal do investimento.

Como estamos em um período de “prestação de contas com o leão”,  você pode estar se perguntando: como fica o IR das operações de investimentos que realizei no ano anterior? Se tem dúvidas, você está no lugar certo! Continue a leitura deste artigo e saiba mais sobre o tema!

Conheça os investimentos isentos de imposto de renda

Para iniciarmos a abordagem do tema é preciso que, antes de tudo, você saiba que há alguns investimentos que são isentos de imposto de renda, o que vai te ajudar a maximizar os resultados nas atividades de investir as suas reservas financeiras. Assim, veja a seguir os produtos financeiros isentos de IR:

  • LCI — Letra de Crédito Imobiliário;
  • LCA — Letra de Crédito do Agronegócio;
  • CRI — Certificado de Recebíveis Imobiliários;
  • CRA — Certificado de Recebíveis Agrícolas;
  • Debêntures incentivadas;
  • Poupança.

Há também a regra de isenção do imposto de renda para investimento em ações, mas, nesse caso, deve ser respeitado o limite de R$20 mil em vendas por mês em operações comuns (compra e venda ou venda e compra em pregões diferentes).

Mas lembre-se que, mesmo sendo isento de imposto de renda, você deve declará-los como Bens e Direitos na hora de prestar contas com a Receita Federal.

Isenção sobre os rendimentos

Outra regra do imposto de renda nos investimentos diz respeito a isenção sobre os rendimentos em alguns produtos financeiros como, por exemplo, a poupança, o FII — Fundo de Investimento Imobiliário e os dividendos recebidos nos investimentos em ações.

Assim, o rendimento será totalmente líquido para o resgate, livre da famosa “mordida do leão”.

Mas é preciso ter uma atenção especial em relação aos FIIs, pois, ele é isento de IR aos seus rendimentos, mas, é tributado em 20% ao vender quotas e obter lucro com essa operação. Nesse caso, o investidor é o responsável por recolher o imposto de renda devido por meio de DARF — Documento de Arrecadação da Receita Federal, e deve ser pago até o último dia último do mês subsequente.

Imposto de renda com tabela regressiva

A maioria dos investimentos em renda fixa que são sujeitos ao IR sobre os rendimentos é regida pela tabela regressiva em relação ao tempo que mantém o dinheiro aplicado, ou seja, quanto maior for à duração do investimento, menor será a alíquota do imposto de renda. O CDB — Certificado de Depósito Bancário, o Tesouro Direto e a LC — Letra de Câmbio são alguns dos exemplos dessa categoria.

Veja a seguir a tabela regressiva de IR praticada em muitos investimentos:

  • Aplicações de até 180 dias: 22,5%;
  • Aplicações entre 181 e 360 dias: 20%;
  • Aplicações entre 361 e 720 dias: 17,5%;
  • Aplicações maiores do que 721 dias: 15%.

Vale ressaltar que o IR incide apenas sobre os rendimentos, nunca sobre o total aplicado.

Se surgir alguma dúvida sobre a tabela regressiva de IR ou demais pontos citados nesse artigo, basta nos chamar no nosso WhatsApp que um dos nossos especialistas vai te ajudar!WhatsApp contabilidade em são paulo

 

Operações na bolsa de valores

Seja no mercado à vista ou no mercado futuro, as operações na bolsa de valores se dividem em operações comuns (negociações de um mesmo ativo em pregões diferentes) e operações day trade (negociações de um mesmo ativo dentro do mesmo pregão). Essa definição não se aplica aos FIIs, pois, apesar desse ativo ser negociação na bolsa de valores, não possui distinção de tipo de operação.

Assim, a incidência do imposto de renda sobre as operações na bolsa são:

  • Operações comuns — 15% (com exceção da regra de isenção de vendas de ações no valor de até R$20 mil por mês);
  • Operações day trade — 20%.

Vale ressaltar que é de responsabilidade do investidor apurar e recolher o imposto de renda devido através de DARF a ser pago até o último dia útil do mês subsequente. Outro detalhe importante é que deve ser gerado apenas um único DARF referente a todas as operações do mês de competência.

Percebeu como é possível investir e, ao mesmo tempo, ter a tranquilidade de estar em dia com as obrigações tributárias? Com o conhecimento correto o dinheiro pode (e vai) fazer mais por você!

Precisando de ajuda para declarar os seus investimentos no imposto de renda e entender melhor sobre a tributação incidente? Nós podemos te ajudar! Entre em contato conosco e solicite agora mesmo uma assessoria personalizada!

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Day Trade no Imposto de Renda: como funciona a declaração?

E foi dada a largada para o calendário de 2020 para o “acerto de contas com o Leão”, em que uma grande parcela da população brasileira deverá elaborar e entregar a sua Declaração de IRPF — Imposto de Renda Pessoa Física. Com ele, surgem muitas dúvidas de como proceder no preenchimento correto, principalmente, por parte de quem atua como investidor na Bolsa de Valores, afinal, essa atividade está regida sob muitas regras.

Neste artigo abordaremos como declarar as operações de Day Trade no IRPF e, assim, estar em dia com as suas obrigações fiscais e tributárias, evitando cair na tão famosa e temida lista da “malha fina”. Então, continue esta leitura e saiba mais sobre esse tema tão importante!

Apure mensalmente o lucro e recolha o imposto

É caracterizado como uma operação de Day Trade a compra e venda (ou vice-versa) de um mesmo ativo dentro do mesmo pregão. Essa operação pode resultar em lucro ou prejuízo e, no caso de lucro, o investidor deve apurar o IR (Imposto de Renda) sobre os rendimentos a uma alíquota de 20%. Nesse processo você deve aplicar a alíquota informada (20%) e diminuir do valor do IRRF (Imposto de Renda Retido na Fonte), que está expresso na sua nota de corretagem.

Eis um grande erro cometido por alguns investidores que operam nessa modalidade: não recolher mensalmente o IR sobre os lucros, achando que poderá acertar as contas somente no IRPF. No entanto, a Declaração Anual serve apenas como ajuste do imposto que foi movimentado ao longo do ano, e não para quitar dívidas passadas.

Então, a preparação para a IRPF começa muito antes que você imagina, ou seja, se inicia a partir do recolhimento mensal do imposto devido por meio do DARF — Documento de Arrecadação da Receita Federal.

Se você não recolheu o IR no prazo devido, então gere os DARFs e pague (acrescido da multa) antes de elaborar e entregar a IRPF.

Lembre-se que você pode (e deve) abater os custos das operações, ou seja, os valores de corretagem, emolumentos, registro e demais elementos podem ser descontados do lucro.

Caso precise de ajuda para entender melhor a legislação que regula os investimentos na modalidade Day Trade é só entrar em contato conosco pelo nosso WhatsApp que um dos nossos especialistas vai ajudá-lo.

Partindo para o programa IRPF

Agora que você já apurou os lucros ou prejuízos mensalmente, separou os valores pagos nos DARFs dos seus respectivos meses de referência, chegou o momento de iniciar as atividades no programa IRPF, onde será gerada a sua Declaração Anual de ajuste.

As operações de Day Trade devem ser lançadas na ficha Renda Variável, opção Operações Comuns/Day Trade. Ao escolher essa opção será aberto o formulário mensal. Nele você encontrará a coluna Day Trade e várias linhas de acordo com a natureza (Mercado à Vista, Mercado Opções, Mercado Futuro e Mercado a Termo) e o produto (ações, ouro, dólar, índice, juros e outros) que foi operado nessa modalidade, além das guias com os meses do ano.

Nessa coluna você deve informar o lucro auferido e, caso o mês tenha fechado no prejuízo, você deve colocar o sinal de “-“ (negativo) antes do valor. Nessa mesma coluna, o último campo (Imposto pago) você deve informar o valor pago no DARF referente ao mês de competência.

Lembre-se que esse processo deve ser mês a mês, ou seja, em nenhuma hipótese você pode somar os valores de todos os meses. Assim, cada mês tem suas próprias informações.

Transportando prejuízos do ano anterior

Infelizmente o programa IRPF não importa os prejuízos do ano anterior, devendo o contribuinte informar manualmente. Mas fique tranquilo que o procedimento é simples! Na ficha Renda Variável, opção Operações Comuns/Day Trade. No mês de janeiro, no campo Resultado negativo até o mês anterior você deve informar o prejuízo do ano anterior.

Assim, você estará informando à Receita Federal que no ano anterior as suas operações de Day Trade geraram prejuízos e, assim, poderá compensá-los futuramente nos meses em que for auferido lucro.

Viu como é simples declarar suas operações de Day Trade no imposto de Renda? Ao seguir as dicas desse artigo você terá a tranquilidade de estar em conformidade com as regras vigentes.

Se você precisa de assessoria para elaborar a sua Declaração de Imposto de Renda, nós podemos te ajudar! Entre em contato por meio do nosso WhatsApp!

Entenda como funciona a declaração de ações no Imposto de Renda

Os questionamentos sobre os pontos relativos à declaração de Imposto de Renda são recorrentes todos os anos tanto no âmbito empresarial quanto pessoal.

Dúvidas a respeito de diferentes tópicos do Imposto de Renda assolam contribuintes de todo Brasil ao longo do período de declaração estipulado pela Receita Federal.

É preciso estar atento aos diversos elementos cobrados na declaração para evitar problemas graves com o fisco em um momento posterior. Multas e restrições podem ser impostas ao contribuinte caso determinados erros sejam cometidos no processo de declaração do Imposto de Renda.

Um dos elementos que tem gerado bastante dúvida é a declaração dos rendimentos obtidos através de ações, e o pagamento dos seus respectivos tributos. Descuidos nesse quesito podem gerar prejuízos importantes para o declarante.

Devo declarar todos os rendimentos obtidos com ações?

É muito importante salientar que – mesmo para os contribuintes que não fizeram operações financeiras superiores a 20 mil reais (mensais) – é fundamental declarar todos os rendimentos conquistados através do mercado de ações.

Também é imprescindível lembrar que operações como as EFT de ações, Day Trade, e as relativas aos fundos imobiliários não possuem isenção.

Qual o motivo para declarar ações no Imposto de Renda?

Todo investidor precisa ter em mente que a Receita Federal analisa e interliga os dados transmitidos pelas organizações financeiras com os rendimentos obtidos no mercado de ações informados pelo contribuinte.

Portanto, é fundamental declarar os ganhos com as operações no mercado financeiro, obedecendo à orientação da Receita Federal, que deixa textualmente bem claro na Instrução Normativa (número 1871) que todos que obtiveram rendimentos a partir de operações em bolsas de valores e similares são obrigados a informar o total desses ganhos ao Estado brasileiro, e arcar com os impostos devidos.

Como declarar ações no Imposto de Renda 2020?

O primeiro passo para efetuar a declaração de ações no Imposto de Renda é baixar o programa disponibilizado pela Receita Federal.

Em seguida, o contribuinte deve reunir toda a documentação exigida pelo órgão governamental. Essa documentação deve indicar todas as movimentações financeiras no mercado de ações realizadas pelo investidor entre o dia 1 de janeiro e o dia 31 de dezembro de 2019.

É preciso especificar todos os valores operados mensalmente e os respectivos ativos (ação ou dólar, por exemplo) e suas informações específicas (custo médio, entre outras), bem como, o tipo de venda (Day Trade ou ordinária).

Também é imprescindível anexar os extratos de Imposto de Renda, as notas de corretagem, e os DARFs.

Posteriormente, é preciso somar os resultados das operações, verificando as especificidades de tributação de cada uma.

É necessário, ainda, informar individualmente – na Ficha de Bens e Direitos – os saldos dos ativos (através dos seus códigos).

Qual o valor do imposto sobre o rendimento alcançado?

Também é muito importante frisar que existem alíquotas diferentes para determinados tipos de operação financeira.

Os rendimentos conquistados por meio das operações comuns têm uma tributação de 15%. Já os ganhos obtidos através da operação denominada Day Trade possuem uma alíquota de 20%.

Conheça os tipos de investimentos que são isentos do Imposto de Renda

Entrar no mundo de investimentos significa ter que arcar com a responsabilidade de estudar sobre o mercado e analisar quais fundos são mais pertinentes para aplicação.

Com a taxa Selic em baixa e o crescimento do interesse pela renda variável, muitas dúvidas acabam surgindo, principalmente no que tange às altas cargas tributárias sobre rendimentos.

Mas afinal, quais são os melhores investimentos com isenção de Imposto de Renda? Vamos te contar tudo sobre eles!

Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito de Agronegócio e (LCA)

Bastante procurados por investidores de perfil moderado, o LCI e o LCA têm se consagrado como títulos bastante atrativos por conta da ausência de Imposto de Renda.

Na realidade, esses fundos são viabilizados por instituições bancárias que tem por objetivo arrecadar dinheiro para fornecer aos setores de agronegócio e imobiliário.

Quando o título vence, o banco paga o que foi investido mais o valor da taxa de juros.

Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA)

Ambos são fundos de renda fixa indicados para investidores que não pretendem se arriscar muito no mercado financeiro. Os títulos normalmente são feitos pelos bancos e o dinheiro aplicado pelo investidor é usado para quitar as dívidas em atividade.

Bônus com ações na bolsa de valores

Quem consegue vender até R$20 mil na bolsa de valores também consegue o benefício de ficar isento do Imposto de Renda. Mas essa condição só vale quando a negociação é feita em dia diferente da compra.

Debêntures

Por fim, a última categoria de investimento não tributável, é a debênture, cujos títulos são emitidos por corporações de capital aberto ou fechado. Assim como as instituições financeiras, esses fundos ficam disponíveis para serem adquiridos para que o dinheiro aplicado seja usado para manter as atividades e os compromissos da empresa.

Títulos isentos de IR valem mesmo a pena?

Como dissemos lá no início desta conversa, o mercado de investimentos é bastante complexo e exige disciplina e comprometimento. Em meio a tantas oscilações e tantos produtos ofertados por carteiras de diversas corretoras, fica até difícil de tomar uma decisão logo de cara, certo? E aí surge a dúvida: será que esses fundos isentos do Imposto de Renda valem mesmo a pena?

Pois é, essa categoria de aplicação é bem atrativa por não ser tributável, mas recomenda-se que o investidor tenha um conhecimento profundo do título que está adquirindo. Isso porque, às vezes, mesmo que haja um certo valor a ser pago a Receita Federal, o rendimento acaba sendo viável.

Mas é claro que esse não é o único aspecto a ser levado em consideração.

Para conseguir aumentar suas chances de sucesso com a rentabilidade do seu investimento, é essencial manter uma rotina de estudos sobre o mercado financeiro. Isso inclui saber sobre as principais empresas de capital aberto e fechado, a influência de decisões políticas na bolsa de valores, entre outras informações.

Quer saber mais sobre como investir do jeito certo? Acompanhe nosso blog e fique por dentro de todas as novidades!

Entenda tudo sobre Imposto de Renda de Pessoa Física

Todo ano é a mesma coisa: quando chega o mês de março começa o período para entrega da declaração do Imposto de Renda. Nessa época, sempre surgem dúvidas sobre o imposto e sobre como fazer a declaração. Para tirar suas dúvidas, elaboramos este post.

Imposto de Renda – conceito

O Imposto de Renda é um tributo com finalidade fiscal, sendo considerado o maior arrecadador entre os impostos federais. Como o nome já diz, ele incide sobre a renda, mas também sobre os proventos de qualquer natureza.

O objetivo do Imposto de Renda é tributar os acréscimos patrimoniais. Portanto, verbas indenizatórias, como vale alimentação, não são tributadas por esse imposto.

Alíquotas para incidência mensal

Diz-se que o Imposto de Renda é progressivo, ou seja, quanto maior a renda do indivíduo, maior o montante a ser pago. Há quatro faixas de alíquotas para o Imposto de Renda, que variam de acordo com os rendimentos mensais do contribuinte. São elas:

7,5 %

15 %

22,5 %

27,5 %

Quem precisa declarar o Imposto de Renda referente ao exercício 2020?

Quem recebeu rendimentos tributáveis cuja soma anual foi superior a R$ 28.559,70;

Quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma foi superior a R$ 40.000,00.

Quem tem bens e/ou propriedades de valor superior a R$300 mil.

Quem comprou ou vendeu ações na bolsa.

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Tipos de declaração

Existem dois tipos de declaração: a completa e a simplificada.

A declaração simplificada é indicada para quem não tem muitas despesas para deduzir, pois o sistema calcula como padrão um desconto de 20% sobre os rendimentos tributáveis, limitado a R$ 16.754,34 para o exercício de 2019. É uma forma mais simples e prática.

No modelo completo, o contribuinte precisa detalhar todas as despesas tributárias que teve ao longo do ano. Os gastos mais comumente declarados para obter dedução são os referentes à saúde, educação e previdência.

A declaração completa é mais recomendada para aquelas pessoas que possuem muitas despesas para abater. Nesse caso, é necessário guardar os comprovantes das despesas por cinco anos, para o caso de a Receita Federal solicitar algum esclarecimento.

Como fazer a declaração

Para aqueles que não se encaixam na condição de isentos, é preciso fazer a declaração. Para isso, o primeiro passo é juntar toda a documentação necessária. Isso inclui comprovante de rendimentos cedido pelo empregador, comprovantes de pagamento de plano de saúde, recibos médicos e odontológicos, etc.

É possível fazer a declaração em um computador ou em um dispositivo móvel, como o celular.

No computador, há duas formas: tanto é possível baixar o Programa Gerador da Declaração (PGD), disponível no site da Receita Federal, como é possível acessar o serviço Meu Imposto de Renda, disponível no Portal e-CAC.

Em dispositivos móveis, é necessário utilizar o serviço “Meu Imposto de Renda”, no APP “Meu Imposto de Renda”.

Caso o contribuinte atrase a entrega da declaração, deverá arcar com uma multa.

Para os contribuintes que estão sem tempo ou não querem ter que se preocupar com o assunto, é indicado contratar um escritório de contabilidade.

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